A hiena e o coelho de Moçambique


texto Eliana Simonetti

13 de janeiro de 2011

Cila Paulo, de 10 anos, e Arleti Rui, de 12, são alunos da Escola Primária Maguiguane, na cidade de Cateme, Província de Tete, em Moçambique. Na língua nhungue, a mais falada na região em que vivem, eles contam uma das muitas histórias que aprenderam. A cultura da oralidade é uma tradição em seu país.

A história trata de uma hiena e de um coelho que resolveram ficar amigos. Viveram muito bem, até que um dia a hiena disse que ia desistir da amizade: estava com muita fome, e o coelho que fosse desculpando, mas ela ia comê-lo. O coelho argumentou que se a amiga estava com fome ele poderia ajudá-la a resolver o problema. Disse à hiena para ficar embaixo de um despenhadeiro com a boca aberta, pois ele iria subir em busca de carne e, assim que conseguisse, jogaria o alimento lá do alto. A hiena postou-se no local indicado com a boca aberta e os olhos fechados. O coelho subiu e empurrou uma pedra enorme, que caiu na cabeça da hiena. Morreram a amiga e a amizade.

Separei este pequeno vídeo para postar no blog de Odebrecht Informa por duas razões. Uma delas é o fato de as crianças recitarem a história de improviso, sem titubear – Cila e Arleti se conheceram ali, no momento em que o fotógrafo Edu Simões e eu fazíamos uma reportagem sobre a biblioteca que a Odebrecht e a Vale instalaram em sua escola. A outra razão: ela me fez lembrar ensinamentos da Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO). Explico: a amizade  entre coelho e hiena jamais poderia sobreviver e gerar resultados positivos. Isso porque confiança requer motivação, disciplina, respeito – e um objetivo comum. Faltava tudo aos dois personagens!