O incansável Pimenta


texto Edilson Lima

3 de fevereiro de 2012

O nome dele é Altino Pereira Pimenta, e todos no canteiro o chamam carinhosamente de seu Pimenta. Aos 69 anos, ele é uma daquelas pessoas incansáveis que estão sempre de prontidão para servir ao próximo. Encontrei-me com Pimenta em Angra dos Reis (RJ) em setembro, durante apuração da reportagem para Odebrecht Informa sobre três condomínios populares recém-construídos pela Odebrecht e pela empresa Bairro Novo, através do Consórcio Angra Melhor. Nessa obra, ele foi Responsável por Serviços Gerais. “Acomodação, transporte, alimentação, apoio aos gerentes, tudo isso era de minha responsabilidade”, explica.

Natural de Avanhandava, no interior paulista, Pimenta ingressou na Odebrecht em 1973, nas obras da Usina Nuclear Angra 1. Naquele momento, tinha apenas o ensino médio incompleto e, por isso, decidiu continuar seus estudos. Em 1975, terminou o ensino médio e, em 1980, formou-se em Administração de Empresas. De 1973 a 1980, desempenhou várias funções. Começou na Seção de Apropriação e Custos, chegando à chefia dessa área. Depois, trabalhou no Apoio Administrativo à Gerencia de Produção e também no Setor de Medição, até chegar à chefia do Setor de Serviços Gerais. “A formação acadêmica veio completar e solidificar a minha trajetória”, ele observa.

Após uma breve saída da Odebrecht, no início dos anos 1980, Pimenta retornou à empresa em 1987 para viver uma das maiores experiências de sua vida: trabalhar nas obras da Usina Hidrelétrica de Capanda, em Angola. “Foi um grande desafio pela importância da obra para o país e também por morar fora do Brasil. Até hoje tenho grandes amigos desse período”, conta Pimenta, que ficou no projeto até 1991, quando passou a ser o responsável pela administração da Vila Residencial do Gamek, em Luanda. Na vila, moravam integrantes da Odebrecht e seus familiares e até ministros do governo angolano ligados às obras.

Pimenta retornou ao Brasil em 1993 e, um ano depois, se aposentou. Tudo indicava que ele pararia todas as atividades de costume para cuidar da sua família e do seu sítio, na cidade fluminense de Resende. Mas ele não resistiu ao convite da Odebrecht para trabalhar nas obras de reforma da Rodovia Presidente Dutra e decidiu voltar ao canteiro de obras: “Vi que podia unir o útil ao agradável, trabalhar próximo de minha família”, relembra. No final dos anos 1990, ele retornou ao canteiro de obras de Angra para, dessa vez, trabalhar na construção da Usina Angra 2 e, em seguida, participar de reformas de Angra 1.

Em 2010, foi “emprestado” para dar apoio ao Consórcio Angra Melhor. Com o fim da obra, em novembro de 2011, retornou ao canteiro de obras das usinas nucleares. Quando perguntado sobre os motivos de tanto tempo e de tanta energia dedicados ao trabalho na Organização, ele é enfático: “O que mais gosto na Odebrecht é a liberdade que temos para criar e para conduzir nosso trabalho”.