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Ações do consórcio incluem estímulo ao cooperativismo

O Consorcio de la Línea II, formado pela Odebrecht e a empresa venezuelana Vinccler, vem realizando ações sociais e de relacionamento com as comunidades situadas no entorno da obra da Linha 2 do Metrô de Los Teques, com 12 km de extensão (entre Los Teques e San Antonio de Los Altos). Simultaneamente, já criou o conceito do que será o Centro de Capacitação para Empreendedores Solidários, cuja atuação terá foco em programas de expansão do cooperativismo e outras formas associativas impulsionadas pelo Governo Bolivariano da Venezuela.

“Será um programa totalmente auto-sustentado”, explica o baiano Zélio Macedo, 43 anos de idade e há 23 na Odebrecht, Responsável por Administração e Pessoas na obra da Linha 2. “Assim, quando nossa empresa terminar este empreendimento, as pessoas estarão capacitadas a tocar o negócio por conta própria.” Todos os envolvidos passarão por cursos e terão noções práticas de técnicas comerciais, financeiras e administrativas. Além da criação de cooperativas, será estimulada a constituição de microempresas, empresas familiares e empresas comunitárias, com seus integrantes recebendo capacitação e assistência, de forma a garantir a eficiência e a sustentabilidade. A preferência será por projetos que considerem as vocações da região: o comércio, a indústria e o artesanato.

Com as principais frentes de trabalho já em operação na obra, a equipe liderada pelo comunicativo Zélio solucionou um grande desafio: o relacionamento com os sindicatos de trabalhadores, tema bastante delicado na Venezuela. Por força da legislação sindical, os sindicatos têm o direito de indicar 75% da força de trabalho de uma obra, cabendo os 25% restantes ao consórcio.

Ocorre que há no país uma outra força, os conselhos comunais, que, entre outras ações sociais, cuidam dos interesses de seus integrantes, particularmente na hora em que surgem novas oportunidades de trabalho. O conflito de interesses, apesar de legítimos no entender das partes, chegou a afetar o andamento das contratações de trabalhadores para a obra, mas foi solucionado com habilidade.

Depois de muito diálogo, o consórcio conseguiu que os representantes sindicais e dos conselhos comunais se unissem em torno de um mesmo interesse: a disponibilização de seus respectivos profissionais para o trabalho na obra. “Graças a isso, o projeto está sendo executado com absoluta ‘paz laboral’, como gosta de dizer o Vice-Ministro do Trabalho da Venezuela, Abraam Musa”, afirma Zélio Macedo. “Temos hoje uma relação de confiança com os sindicatos. Conquistamos um novo parceiro”, acrescenta Zélio.