O ano de 2010 será marcado, para a ETH Bioenergia, pela consolidação dos seus sistemas de transmissão de energia elétrica. Um novo ciclo começa com o início de geração nas Unidades Rio Claro (GO) e Conquista do Pontal (SP), em julho, e na Unidade Santa Luzia (MS), em outubro. De acordo com Ailton Reis, Responsável por Engenharia, Investimentos e Tecnologia na empresa, esse é um processo evolutivo. “Agora, a ETH passa a ser fornecedora de energia para a rede básica do sistema elétrico nacional.”
Cada unidade passou por um processo de expansão operacional para oferecer energia elétrica capaz de abastecer cidades com até 600 mil habitantes. É o caso da Unidade Rio Claro, que tem infraestrutura para atender essa demanda energética. Há muita tecnologia e processos regulatórios envolvidos no serviço de disponibilizar energia elétrica em linhas de transmissão e subestações. São necessários estudos e adaptações para interligação e compatibilidade operacional, que variam de acordo com o local, as concessionárias e as atribuições regulatórias e técnicas específicas.
Nesse contexto, a adequação de uma unidade pode levar até 12 meses – tempo suficiente para concluir o atendimento das exigências e normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e demais órgãos do setor no Brasil.
“Cada região tem a sua própria complexidade. Em cada unidade da ETH trabalhamos com uma engenharia específica para os sistemas de transmissão e distribuição, assim como para atender às necessidades ambientais de cada local, com suas exigências distintas”, salienta Ailton Reis.
Já estão vendidos 70% da capacidade de produção de energia das três unidades. No próximo Leilão de Energia de Reserva do Governo Federal, que deverá ser realizado em agosto, a ETH participará com as Unidades Eldorado (MS) e Alcídia (SP), dispondo também de 70% da energia produzida. Ambas finalizam ajustes no sistema de transmissão e programaram o início de geração para outubro. O leilão terá foco apenas na viabilização de fontes renováveis. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, efetuou o cadastramento de 55 projetos.
As nove unidades da ETH têm capacidade instalada de 800 MW. Em vista da notável expansão da demanda de etanol, a estratégia da ETH é investir na produção de combustível renovável e na geração de energia para atender o mercado brasileiro. “A ETH foi preparada para essa expansão tecnológica, o que lhe permite gerar e transmitir mais energia ao longo dos próximos dois anos, período no qual finaliza a construção de outras unidades. Com isso, a empresa se insere numa cadeia produtiva e estratégica de negócios nesse setor para a Organização Odebrecht” observa Ailton Reis.
No segundo semestre de 2010, a ETH inaugurará a Unidade Morro Vermelho, em Goiás, com capacidade instalada para processar 3,8 milhões de t de cana-de-açúcar. Nesta safra, a usina moerá em torno de 2 milhões de t de cana-de-açúcar, para produzir 300 GWh de energia elétrica e 320 mil m3 de etanol.



