A arte de ouvir e buscar o certo

Luísa e Nelson procuram transmitir a suas equipes os conhecimentos e sentimentos que lhes foram passados por seus líderes

A jovem Luisa Carrión Rojas tinha acabado de se graduar em Engenharia Ambiental, em agosto de 2003, quando ingressou no projeto da Rodovia Tingo María-Aguaytia, executada pela Odebrecht Peru na região de Ucayali. “Eu era uma das poucas mulheres do canteiro”, lembra. Apesar de estar longe da família e, pela primeira vez, atuando em uma obra, Luisa adaptou-se rapidamente.

“Conheci a Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO) e percebi que seus principais valores eram os mesmos que eu tinha na minha casa: confiança e respeito”, conta. A peruana de sorriso fácil recorda-se, com carinho, dos primeiros líderes: o chileno Lyonel Laulié e o brasileiro Daniel Vilar: “Eles me ensinaram que a TEO é uma filosofia de vida”.

Luisa passou por muitos projetos no país – pelas IIRSAs Sul e Norte (rodovias) e pelos portos de Callao e Bayovar. “Quando entrei na empresa, complementei minha formação com o trabalho diário e por meio do contato com integrantes mais experientes. Também procuro me aperfeiçoar com cursos de especialização, com o apoio da empresa. Já cursei um MBA de Gestão Ambiental na Universidade de São Paulo e atualmente faço Especialização em Segurança, também na USP”, relata.

Em agosto de 2009, Edson Lemos, então Responsável Administrativo e Financeiro da Odebrecht Peru, convidou-a para liderar a equipe de Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente (SSTMA). Um novo desafio assumido com o entusiasmo natural de Luisa. “A empresa nos dá muitas oportunidades. Não temos limites para crescer.”

Hoje, ela lidera uma equipe de quatro pessoas e coordena o trabalho de nove gerentes de SSTMA nos contratos. “Estabelecemos um caminho único com comunicação, respeito e confiança. Assim como a TEO, consideramos a segurança, a saúde e o meio ambiente nossos valores”, explica.

Adaptação rápida

A cultura organizacional também foi um dos fatores para a rápida adaptação do baiano Nelson Bulhões, quando ele trocou Salvador por Lima. Desde 1995, Nelson mantinha contato com a Odebrecht atuando em empresas parceiras: “Sempre admirei a cultura da Organização”. Em 2006, ele recebeu um convite para liderar a equipe de Finanças no Peru. “Encontrei um ambiente de confiança, disciplina, respeito e ética, no qual o espírito de servir está sempre presente.”

No início deste ano, Nelson tornou-se Responsável Administrativo e Financeiro da Odebrecht no Peru, substituindo seu líder Edson Lemos, que passou a liderar o Programa de Pessoas e Organização da Odebrecht América Latina e Angola. Nelson preparou-se para os novos desafios com cursos de capacitação e por meio da delegação planejada do líder. “Edson me ensinou a ouvir e a buscar sempre o certo, a influenciar e ser influenciado”, salienta.

Luisa e Nelson são exemplos de integrantes da Odebrecht Peru que se aperfeiçoam por meio da Educação pelo Trabalho – contato com líderes e aprendizado diário – e da Educação para o Trabalho – cursos de especialização voltados às suas áreas.

“O desenvolvimento de pessoas depende também do crescimento da empresa. Quando juntamos o nosso conceito de formar integrantes com o crescimento organizacional, o processo fica mais dinâmico”, pontua Jorge Barata, Diretor-Superintendente da Odebrecht no país. Segundo ele, a superação de desafios e as oportunidades, acompanhadas da prática da TEO, são os principais elementos motivadores para o desenvolvimento profissional.

A cultura fortemente presente

No Peru, a disseminação e a prática da TEO são estimuladas em todos os contratos desde o início da atuação da Odebrecht no país, em 1979, ano de estreia da Organização fora do Brasil. “Nossa cultura é o elo entre profissionais de diferentes nacionalidades e tradições”, comenta Barata.

Com o aumento do número de projetos e, consequentemente, de integrantes, a partir de 2004, os programas de cultura foram intensificados. “Tínhamos 90% de profissionais novos. Precisávamos fazer com que os 10% com mais tempo de empresa os influenciassem em relação à nossa cultura”, conta Barata.

Cursos para a difusão da cultura foram criados, como o Programa Ativadores da TEO e o de Introdução à Cultura para os novos integrantes. O tema foi incluído, ainda, em outros treinamentos, como no Programa Líderes Capatazes – destinado aos encarregados das obras – e no Programa de Desenvolvimento em Contratos (PDEC) – voltado aos Responsáveis por Programa.

Liliana Vértiz, Responsável por Pessoas e Organização no Peru, afirma que, anualmente, sua equipe realiza o levantamento de integrantes que não passaram pelo Introdução à Cultura e dos que realizaram o programa há alguns anos. “Reunimos os profissionais para novos cursos sobre a TEO”, informa.

Cursos de desenvolvimento voltados às áreas de Finanças, Custos e Pessoas e Organização, e programas de Desenvolvimento de Carreira e de Formação de Novos Encarregados também são oportunidades de aprimoramento oferecidas aos integrantes. “Contamos com parcerias de universidades e de outras instituições de ensino técnico. Baseados na Visão 2020, o nosso objetivo é crescer como empresa e estimular o crescimento dos profissionais”, complementa Liliana.

Na liderança de suas equipes, Luisa e Nelson preocupam-se em manter com os liderados a mesma relação que tiveram e ainda têm com seus líderes. Luisa acredita que para a equipe gerar bons resultados é preciso que o líder acompanhe de perto o desenvolvimento de cada integrante. “Sempre os incentivo a participarem de programas de capacitação e especialização”, exemplifica. Nelson completa: “Procuramos fortalecer a prática da TEO em nosso relacionamento, influenciando e sendo influenciados, na busca da superação de desafios”.