Aliados do crescimento

  • Fábio: aos 32 anos, liderando a atuação da Odebrecht em um projeto de alta complexidade tecnológica

    Fábio: aos 32 anos, liderando a atuação da Odebrecht em um projeto de alta complexidade tecnológica


texto Renata Meyer
fotos Júlio Bittencourt

Veja de que forma os programas de desenvolvimento apoiam a evolução das pessoas na Odebrecht

O engenheiro civil carioca José Eduardo Quintella ingressou na Odebrecht como Jovem Parceiro em 2005, na primeira etapa do Programa Luz para Todos. Hoje, aos 31 anos, ele lidera a segunda e a terceira etapas do programa, à frente de uma equipe de 2 mil pessoas. Esses projetos abrangem 330 municípios do interior mineiro, com obras sendo realizadas de forma simultânea em diversas localidades. Para José Eduardo, um exercício constante de delegação, dinamismo e eleição de prioridades.

Ana Carolina Farias, 33 anos, pernambucana, já participou de obras na Rodovia BR-101 e na Refinaria Abreu e Lima (Renest). Entrou para a Organização como estagiária em 2001, na construção do Aeroporto de Recife, e hoje responde pela Gerência de Engenharia de um dos maiores projetos de infraestrutura em execução no país, a Ferrovia Transnordestina, que ligará Pernambuco, Piauí e Ceará.

Na mesma turma de estagiários de Ana Carolina estava Fábio Toscano. Assim como Ana, Fábio nasceu em Recife e formou-se em Engenharia Civil. Aos 32 anos, ele também tem nas mãos um grande desafio: como Diretor de Contrato, participa da construção do Sítio para Lançamento de Foguetes em Alcântara, no Maranhão, um projeto complexo que se diferencia pela alta tecnologia. Fábio já atuou em diversas obras da Odebrecht Infraestrutura, entre elas os projetos de mineração Onça Puma, em Ourilândia do Norte, e da Mina de Ferro na Serra dos Carajás, ambos para a Vale e executados no Pará.

Em suas trajetórias na Odebrecht, José Eduardo, Ana e Fábio vêm tendo como aliados os programas de desenvolvimento de pessoas. Realizadas pela área de Pessoas e Organização, essas iniciativas têm foco na disseminação e no aprofundamento de conhecimentos sobre a Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO). Programas como o de Introdução à Cultura, o Jovem Construtor e o Programa de Desenvolvimento de Empresários (PDE), que têm mostrado eficácia para o aculturamento, a integração, a formação e a melhoria da capacidade de gestão dos integrantes.

História e filosofia

Quando Ana e Fábio ingressaram na Odebrecht, a metodologia do aprendizado sobre os princípios e valores da Organização era bem diferente do atual formato do Programa de Introdução à Cultura. Durante 30 dias, os jovens integrantes participavam de encontros para leitura e reflexão sobre as ideias da TEO, com a orientação de um tutor – em geral, um gerente ou diretor de contrato.

Hoje o Programa de Introdução à Cultura é sistematizado em torno de três módulos que apresentam uma abordagem geral sobre a história da Organização e a filosofia empresarial, além das características e competências do Parceiro Odebrecht. A metodologia inclui encontros presenciais, treinamento a distância, visita ao Núcleo de Cultura Odebrecht, em Salvador, e leituras complementares dos livros Sobreviver, Crescer e Perpetuar e Educação pelo Trabalho, de Norberto Odebrecht.

Para oferecer ao Jovem Parceiro uma visão ampla e integrada do negócio em que atua, foi criado, em 2004, o Programa Jovem Construtor. Com duração de um ano, o programa é dividido em dois módulos, que permeiam todo o ciclo de execução de um projeto, de sua conquista à entrega ao cliente. Por meio de aulas expositivas, dinâmicas, estudos de caso, pesquisa prática e treinamento a distância, os participantes aprofundam conhecimentos em áreas como administração, finanças, jurídica e qualidade.

Fábio Toscano participou da primeira turma do Jovem Construtor. “O programa possibilita a troca de experiências e percepções por meio de exemplos e exercícios práticos. Com isso, adquire-se visão global do negócio, o que é fundamental para o processo de formação e para o desempenho do integrante.”

Ana Carolina também participou da estreia do Jovem Construtor. Ela ressalta: “No programa, você se dá conta de que faz parte de algo muito mais amplo do que a realidade restrita de uma obra. Setores que pareciam distantes se tornam mais próximos e começa-se a perceber sua importância no contexto geral do negócio”.

Em geral, ao concluir o Jovem Construtor, o integrante torna-se Responsável por Programa (RP), absorvendo novas responsabilidades e desafios ainda maiores. “É o momento de colocar em prática toda a vivência adquirida dentro e fora do ambiente corporativo”, afirma Paulo Quaresma, Responsável por Pessoas e Organização na Odebrecht Infraestrutura. “Nessa fase, atributos, como nível de maturidade, postura diante dos desafios, percepção global do negócio, capacidade de inovação e forma de se relacionar com clientes, são observados, e aqueles que apresentam grande potencial de empresariamento são indicados para participar do PDE”, explica.

Realizado pela primeira vez em 2003, o PDE permite aos jovens líderes da Organização aprimorarem competências gerenciais por meio da troca de experiências com integrantes de diferentes gerações e âmbitos da empresa. Nos encontros presenciais, líderes que ajudaram a construir a Organização contam casos de sucessos e insucessos e como conseguiram superar seus desafios. O programa, com duração de um ano, reforça o papel do líder como educador, estimula a capacidade de autodesenvolvimento e estabelece um espaço de reflexão sobre a inter-relação entre planos de vida e carreira.

“É um momento em que as atenções se voltam para o integrante e ele percebe que está sendo constantemente observado. A todo o momento, ele é provocado a mostrar quem é e para que veio”, afirma Ana Carolina. O PDE representou um divisor de águas em sua vida. Ela participou do programa em 2009, mesmo ano em que assumiu pela primeira vez uma gerência de projeto. Desde que foi lançado, cerca de 410 integrantes das empresas de Engenharia e Construção da Odebrecht já participaram do PDE.

A escola do dia a dia

Aos líderes mais maduros, na maior parte diretores de contrato, a Organização oferece o Programa MBA Empresarial, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. O curso, com 530 horas, permite o aprimoramento profissional promovendo uma visão ampla e sistêmica das atividades empresariais em áreas estratégicas, como finanças, gestão de pessoas e sustentabilidade.

José Eduardo Quintella e Fábio Toscano estão no grupo de 30 integrantes que atualmente cursa o MBA Empresarial. Para José Eduardo, é uma oportunidade de atualização e de retorno ao meio acadêmico. “É preciso encontrar o momento certo de investir em uma formação com esse nível de profundidade, para que os aprendizados se convertam em ferramentas para o trabalho.”

A Odebrecht investe ainda em cursos focados no desenvolvimento de competências específicas, como os programas de formação em suprimento e logística, especialização em finanças, idiomas e liderança. Em 2010, as empresas do Negócio Engenharia e Construção investiram cerca de R$ 7 milhões em programas educacionais internos, que ajudaram a capacitar 7.846  integrantes.

Os programas de desenvolvimento são elaborados e executados internamente pelas equipes de Pessoas e Organização e, em alguns casos, em parceria com instituições de ensino. Paulo Quaresma afirma: “Nosso maior desafio é equilibrar as expectativas em torno dos planos de vida e carreira das pessoas com os objetivos da Organização, sobretudo no que tange aos compromissos com os clientes. Mas é no âmbito da relação líder-liderado que as decisões devem ser tomadas”.

José Eduardo Quintella, Ana Carolina Farias e Fábio Toscano ingressaram na Odebrecht bastante jovens, incorporaram a filosofia empresarial, souberam transformar desafios em oportunidades e, ainda muito jovens, alcançaram importantes posições de liderança. Apesar de experiências e desafios distintos, em um ponto eles concordam: a verdadeira escola é o dia a dia de trabalho. “Os ambientes são muito ricos, e as oportunidades de aprendizado estão em toda parte. Os programas de desenvolvimento são um complemento fundamental, mas a responsabilidade sobre o processo de formação pertence a cada um”, argumenta José Eduardo.