Laços de família
Conheça a história de três jovens que encontraram em seu país de origem um ambiente de trabalho marcado pela integração e pelas oportunidades de crescimento
No idioma purépecha, falado por uma das dezenas de civilizações pré-colombianas cujos vestígios ainda são perceptíveis no México moderno, tzitziki significa flor. Esse também é o nome de uma das Jovens Parceiras da Odebrecht no país: Tzitziki Del Valle. Ela estava terminando o curso de Economia, em 2008, quando soube de um processo seletivo na empresa e decidiu se candidatar. Durante as atividades, conheceu dois engenheiros que participavam de seu grupo: Gonzalo Antonio Cortez Ceniceros e Evaristo Martinez.
Esse processo foi liderado por Fernando Martins, naquelaépoca Diretor de Contrato do Projeto Hidroagrícola de Michoacán (PHM), a quem os jovens são profundamente gratos pela oportunidade de fazer parte da Odebrecht, pela amizade e pelo apoio incondicional com o qual sempre os brindou. Os três Jovens Parceiros, que cresceram e se formaram em Morelia, capital do Estado de Michoacán, ingressaram juntos no PHM, realizado pela Odebrecht para o Governo de Michoacán, na região central do território mexicano, de clima semiárido.
O trio faz parte de uma turma de 20 jovens que vem aprendendo a praticar a Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO) na convivência no trabalho e em programas de formação – os três viajaram para Argentina, Panamá, Venezuela e Peru, em 2009, participando do Programa Jovem Construtor América Latina. “Estamos tendo uma experiência muito bonita. Formamos uma família. Mais que companheiros de trabalho, somos amigos, compartilhamos os mesmos valores”, diz Gonzalo.
Sua porta de entrada na empresa foi a área comercial. Aprendeu a fazer estimativas, a negociar subcontratos. Depois, passou três meses ajudando a equipe que desenvolve projetos de novos negócios. Foi chamado para a área de custos e, para se capacitar, passou dois meses na República Dominicana. “Descobri que onde quer que estejamos, na Odebrecht existe uma unidade, um fio que nos liga e nos leva na mesma direção de crescimento”, afirma. Em abril, Gonzalo era responsável pelo Programa de Custos do Projeto Hidroagrícola de Michoacán e tinha seu futuro imediato traçado na área de novos negócios, em que aprenderá a fazer o orçamento de uma obra do começo ao fim.
Expectativas superadas
Evaristo, seu companheiro, ingressou na linha de produção da obra de irrigação de Michoacán. Trabalhou na represa, nos túneis, na casa de máquinas e encerra sua participação cuidando da montagem do equipamento da hidrelétrica antes do fechamento do contrato e da entrega do empreendimento ao Governo do Estado. Nascido no México, no período da adolescência viveu seis anos na Califórnia, Estados Unidos, com a família. Gosta do convívio com gente de culturas variadas. “Os mexicanos e os brasileiros são povos semelhantes, alegres”, constata. “Em dois anos e meio de Odebrecht, todas as minhas expectativas de criação de novos relacionamentos, de aprendizado e de realização no trabalho foram superadas. Quero seguir aprendendo.” Seu projeto mais imediato? Viajar para o Brasil para assistir à Copa do Mundo de Futebol de 2014.
Tzitziki, a flor que abriu esta reportagem, também ingressou na Odebrecht no canteiro de obras de Michoacán e, hoje, no escritório da empresa em Morelia, ajuda a cuidar dos trâmites para o encerramento e a entrega da obra. O sorriso e o brilho no olhar dizem muito. Porém, para não deixar dúvida, ela fala sobre sua satisfação – em português, com leve sotaque carioca: “Encanta-me conviver com as pessoas da Odebrecht. Todos nós temos um denominador comum. Estamos dispostos a ajudar uns aos outros e a empresa.” Tzitziki inscreveu-se em um curso de português na universidade. “Adoro a cultura brasileira e tenho vontade de falar bem o idioma”, revela. Há explicação para o sutil sotaque fluminense: sua primeira professora é natural do Rio de Janeiro.
Quando solicitados a lembrar nomes de líderes importantes para sua formação em dois anos e meio de convivência e trabalho na Odebrecht, Tzitziki, Evaristo e Gonzalo têm, cada um, sua lista. São brasileiros e mexicanos que os ajudaram a se integrar à empresa e a crescer. Evaristo cita os engenheiros Paulo Muter e Benjamin Herrera, que lhe transmitiram conhecimentos, deram-lhe responsabilidades e ofereceram-lhe apoio na resolução de problemas. Tzitziki menciona Raúl Silva, Gerente Comercial, que lhe ensinou a negociar, e Jesus Wagner, que lhe proporcionou o relacionamento direto com o cliente, Odilon Sposito, com quem aprendeu a estabelecer metas claras e a superá-las, e Carlos Terra, que valoriza acima de tudo o trabalho em equipe. Na relação de Gonzalo, estão Mario Oikawa, integrante da Odebrecht na República Dominicana, com quem aprendeu a utilizar conceitos e programas, Marcelo da Fonseca, Gerente Administrativo e Financeiro da Odebrecht no México, que lhe apresentou desafios e delegou responsabilidades, e Jesus Wagner, lembrado também por Tzitziki, por estimular o pensamento consequente para a solução de problemas.
Um símbolo de integração
Uma pessoa é unanimidade entre os três jovens parceiros. Jorge Gavino, Diretor de Contrato do Projeto Hidroagrícola de Michoacán. “Sua presença e sua liderança foram os principais motores do meu crescimento”, diz Evaristo. “Ele é minucioso, leva-nos a revisar tudo e a lapidar nossos conhecimentos”, afirma Gonzalo. “Sua confiança em nossa capacidade é estimulante”, completa Tzitziki.
O engenheiro Jorge da Silva Gavino Filho, nascido no Rio de Janeiro, tem 20 anos de Odebrecht. Ingressou como estagiário em 1991, na fase I da Linha Vermelha – e descobriu que gostava de obra pesada, movimento de terra, grandes máquinas. No ano seguinte, participou de um processo de seleção e foi contratado pela Odebrecht para a obra no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Em duas décadas, além das obras pesadas que tanto lhe agradam, Gavino participou de projetos sociais da Fundação Odebrecht, como a restauração do Mosteiro de São Bento, na Bahia, e a implantação da cadeia produtiva da mandioca no Baixo Sul, também no estado. Em 2006, passou ainda pelo Peru e por Portugal antes de chegar ao México, em 2006, onde fez os estudos e a proposta que a Odebrecht apresentou ao Governo do Estado de Michoacán – e depois cuidou da execução da obra.
Já conhecemos três dos liderados de Gavino. Os líderes que o marcaram de maneira especial: o fundador Norberto Odebrecht (“por sua paciência e determinação em ensinar”), José Isidoro Silva (engenheiro que lhe transmitiu conhecimentos e confiança em sua primeira obra, a Linha Vermelha), Fernando Martins (mentor e companheiro no trabalho e quem lhe apresentou sua esposa), André Vital (que acentuou seu gosto pela atenção aos detalhes) e Marcelo Walter (sempre empolgado em operacionalizar projetos sociais).
Pode-se dizer que Gavino é um símbolo da integração entre mexicanos e brasileiros na Odebrecht. É conhecido nas comunidades vizinhas à obra. “Os mexicanos fizeram com que eu me sentisse em casa em seu país. Eles têm um coração sem tamanho”, diz. Não é de espantar que Gavino tenha casado com Magdalena, nascida em Michoacán. O casal espera a chegada de um filho em setembro. “Experimentei muitas mudanças em minha vida pessoal e profissional. A TEO me preparou para isso. Sinto orgulho da Odebrecht, de participar de suas ações, de compartilhar de seus valores e de formar pessoas – especialmente quando percebo que podem ser melhores que eu”, salienta.
Perspectiva de crescimento
A Odebrecht chegou ao México em 1992. Sua primeira conquista foi a construção, na região de Huítes, Estado de Sinaloa, de uma barragem e uma hidrelétrica. O Projeto Hidroagrícola de Michoacán, que se encerra em 2011, é semelhante. Inclui represa, geração de energia hidrelétrica e irrigação de terrenos férteis em uma zona árida – o Ejido de Nueva Italia, a maior associação de pequenos produtores rurais do país.
Lucio Palominos, 42 anos, é comissário dessa associação. Não apenas porque com a irrigação seus manguezais serão mais produtivos, mas, também, porque, por meio da Odebrecht, a associação teve acesso a consultores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a técnicas para o manejo da plantação e o controle de pragas. Seus pais, avós e bisavós foram agricultores. Ele exporta o que colhe para o Japão e tem grandes ambições. “Gosto de trabalhar, de aprender, e, quando minha produção for maior, pretendo negociar diretamente com compradores internacionais, sem ter de passar por intermediários”, diz.
Desde 2008, a Odebrecht México apresenta-se como provedora de soluções integrais para problemas enfrentados no país. “Temos uma equipe bem estruturada e perspectiva de crescimento até 2020”, afirma Luis Weyll, Diretor-Superintendente da Odebrecht no México. Ele tem 33 anos de empresa – ingressou aos 20 anos de idade, como trainee em Engenharia de Custos, na Bahia, sob a liderança de Luís Mameri, que hoje lidera a atuação da Odebrecht na América Latina e em Angola.
Nesta fase mais recente, a Odebrecht México conquistou por quatro anos consecutivos o título de Empresa Socialmente Responsável, conferido pela Aliança Responsabilidade Social (AliaRSE) e pelo Centro Mexicano para a Filantropia (Cemefi), e também por quatro anos consecutivos está na lista das “100 Melhores Empresas para se Trabalhar”, resultado de pesquisa realizada pelo Great Place to Work Institute, que mede a qualidade do ambiente de trabalho e a força da cultura organizacional. “Nosso comprometimento com o México e com os mexicanos é reconhecido”, afirma Weyll.
Troca de conhecimentos
O maior investimento da Braskem no exterior é o Projeto Etileno XXI, no Estado de Veracruz, com previsão para entrar em operação em 2015. Durante a fase de construção, o contrato deverá gerar oportunidades de trabalho a 12 mil pessoas. Quando estiver pronta, a planta produzirá 1 milhão de t/ano de eteno e polietilenos. Luiz Martins Catharino Gordilho Neto é o Diretor de Contrato da Odebrecht nas obras de infraestrutura do projeto. Desembarcou no México no início do ano com a esposa, Louise, e as duas filhas, Maria Luiza, 3 anos, e Liza, 1 ano. Logo montou sua equipe com brasileiros e mexicanos, gente mais antiga e jovens com pouca experiência na empresa. “É da troca de conhecimentos que surgem as melhores soluções”, defende.
Aos 35 anos de idade e 11 de Odebrecht, Gordilho gosta de esportes, de disciplina, de competição, mas encantou-se pela engenharia e, mais que isso, pelo empresariamento. Trabalhou no Brasil, no Peru e em Angola antes de chegar ao México.
“Tenho tido muita sorte. Muita gente importante para minha formação passou pela minha vida, pessoas que me ensinaram muitas coisas e me deram bons conselhos”, reflete. Pessoas como Moacir Cardoso (que nas obras do Salvador Trade Center lhe ensinou a trabalhar com índices e produtividade), André Bastos (que tem o dom do desenho e paciência na prática da pedagogia da presença), Djean Cruz (líder de realizações imobiliárias em Salvador e Recife, que o levou a ser mais detalhista), André Vital (sempre muito rápido e cuidadoso) e Amilton Sendai e Luiz Bueno (com quem aprendeu a compreender e a dar ainda mais importância aos números).
Na Odebrecht México, o ambiente é de integração e de trabalho conjunto para o crescimento de todos.






