Perfil: Gustavo Silveira

No exterior, ele ampliou seus horizontes. Hoje, em Nova Orleans, participa da realização de um sonho da comunidade

Gustavo Silveira era engenheiro civil recém-formado pela Universidade Católica de Salvador quando recebeu do Diretor de Contrato Paulo Suffredini o convite para conhecer as obras da Barragem de Seven Oaks, na Califórnia, em 1998. E o que seria apenas um programa de trainee com duração de três meses tornou-se uma trajetória de 13 anos nos Estados Unidos.

Depois do trabalho no condado californiano de San Bernardino, Gustavo transferiu-se para Miami, para integrar a equipe da Odebrecht na construção do Performing Arts Center. Em 2006, ele participou da Programa de Desenvolvimento de Empresários (PDE), uma experiência poderosa que lhe ampliou os horizontes sobre a Organização, o trabalho e a vida. Pouco tempo depois, novamente a convite de Paulo Suffredini, Gustavo lançou-se a um novo e marcante desafio: foi para o Iraque e o Kuait atender o Army Corps of Engineers, o mesmo cliente de sua estreia profissional na Califórnia. “Apesar de ter sido uma fase bastante conturbada para a região, sou profundamente grato por ter vivido a experiência de trabalhar no Oriente Médio”, diz Gustavo.

Um furacão o levaria de volta aos Estados Unidos. Em uma Nova Orleans devastada pela passagem do Katrina, Gustavo juntou-se à equipe da Odebrecht que contribuiu (e continua a contribuir) para o completo reerguimento da cidade onde o jazz nasceu. De início, Gustavo, sob a liderança de Dimas Salvia, participou da construção de dois levees (diques) que fazem parte do sistema de proteção de Nova Orleans. Na sequência, a Odebrecht conquistou mais duas obras na cidade, também relacionadas ao sistema de proteção contra enchentes e furacões. Ambas estão em andamento e, em uma delas, Gustavo trabalha como Project Manager (Gerente de Projeto), na equipe do Diretor de Contrato Rudy Armenta.

“Devo muito aos desafios que tenho vivido no exterior”, diz Gustavo, filho de pai mineiro e mãe baiana, nascido há 36 anos no Rio de Janeiro e criado em Salvador. “A exposição a novos mercados e diferentes culturas fez com que meus horizontes se abrissem. Lidar com pessoas de diferentes nacionalidades, em distintas realidades contratuais, tornou-me mais adaptável e preparado.”

“Lidar com pessoas de diferentes nacionalidades, em distintas realidades contratuais, me tornou mais adaptável e preparado”

Nova Orleans tem proporcionado a Gustavo experiências pessoais e profissionais valiosas. Ali ele teve a oportunidade de trabalhar com o experiente mestre de obras Frank Doddi, um dos primeiros integrantes da Odebrecht nos Estados Unidos. “Ele se tornou um mentor e um amigo”, diz Gustavo.

A atuação na cidade também tem lhe permitido contribuir para a integração da empresa à comunidade. Nesse sentido, um dos destaques é o relacionamento com o Louisiana Chidrens’ Museum, instituição pública que desenvolve um projeto para a criação de um centro de apoio e ensino familiar, uma iniciativa de inclusão social e educacional chamada Early Learning Village, a ser construído em um parque no centro de Nova Orleans. Gustavo faz parte do comitê que gere o projeto. Ele é responsável pela participação da Odebrecht, que fornece suporte técnico de design e construção, levantamento topográfco e estudo geotécnico. “Vejo isso como um exemplo do tipo de comprometimento social que temos com a comunidade ao nosso redor. Fora os resultados tangíveis e intangíveis para a sociedade e a empresa, confesso que fico muito gratificado em termos pessoais.” Ele completa: “Estamos ajudando o Estado da Louisiana e o Childrens’ Museum a realizar um sonho”. Uma contribuição que resulta, sobretudo, em conquista de confiança e integração à realidade local – objetivos que fazem parte da filosofia da Organização Odebrecht e que Gustavo aprendeu, ainda bastante jovem, a ter como prioridades permanentes em seu trabalho.