A sorte dos determinados
Paixão por desafios levou Jairo a ter experiências transformadoras no trabalho e na vida.
Jairo Brito Gomes considera-se um homem de sorte. Ela o encontrou muitas vezes na vida, garante, para moldar sua carreira na Odebrecht, entre outras coisas. Esse economista formado na Universidade Federal da Bahia (UFBA) viveu oportunidades únicas e foi testemunha da história nos vários países em que atuou.
Para ele, a vida tem sido generosa pelos desafios que lhe apresenta e, também, pela presença de vários líderes que souberam lhe mostrar como tirar proveito de cada situação. Jairo, pai de três filhos, admite ser apaixonado pela Odebrecht. “Vou para onde a empresa me mandar e lá fico o tempo que for preciso.”
Sua paixão pela Organização nasceu e se desenvolveu ao longo de uma trajetória de 33 anos, desde o seu primeiro programa, ainda como estagiário. Segundo ele, sua contratação, em 1978, por Marcos Lima, na época Responsável por Auditoria na matriz da Construtora Norberto Odebrecht (CNO), em Salvador (e hoje Responsável pela Odebrecht Administradora e Corretora de Seguros – OCS), foi um dos seus primeiros encontros com a sorte.
“Mas golpe de sorte, mesmo, ocorreu em 1981”, descreve. Naquele ano, Jairo foi para o canteiro de obras. “Fui trabalhar em um projeto que o próprio Dr. Norberto acompanhava pessoalmente, aos sábados, interessado em cada detalhe”, recorda.
Para o jovem Chefe de Administração, o que tornou a experiência ainda mais preciosa foi ter sido presenteado com Irmã Dulce como cliente. A incansável religiosa, conhecida por seu trabalho social voltado a pobres e doentes, estava realizando um projeto que se tornou referência em Salvador: o Hospital Santo Antônio.
Segundo Jairo, entre suas funções estava a de controlar o estoque de material. Era comum, portanto, ele e Irmã Dulce saírem juntos, de caminhão, buscando doações pela cidade. “Pude ver de perto o que é uma pessoa que realmente vive para servir”, diz. A bondade da religiosa transformou sua visão de mundo e teve impacto direto em sua carreira. “Comecei a querer redirecionar minhas atividades para tratar mais das pessoas.”
“Trabajando con la Hermana Dulce, pude conocer de cerca lo que es una persona que realmente vive para servir”
A mesma sorte que o acompanhou na Bahia o levou, alguns anos mais tarde, a Portugal, na
subsidiária Bento Pedroso Construções (BPC), para trabalhar com os diretores Paulo César Fonseca e Hilberto Silva, ambos da área Financeira. “Eles foram, para mim, como uma bússola”, diz Jairo. Lá, sua missão seria treinar os profissionais locais e difundir a Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO).
Na volta de Portugal, Jairo foi para Salvador, atuar como Gerente Administrativo-Financeiro do Edifício-sede da Organização. Nessa ocasião, mais uma vez, teve a oportunidade de conviver com o fundador Norberto Odebrecht. “Cada encontro com ele foi uma aula”, relembra Jairo. “Mesmo nos momentos de cobrança, as observações eram feitas calmamente, sem nenhuma pressa.”
Jairo diz que aprendeu muito no tempo que passou em Angola e Moçambique. Nesses países, viu de perto alguns dos desafios enfrentados pela população africana. Em Angola, durante o período dos conflitos armados no interior do país, alguns canteiros de obra da Odebrecht eram tensos e precisaram da proteção das forças armadas angolanas. Em um dos momentos de maior emoção em sua carreira, coube a Jairo administrar a evacuação da equipe que atuava na construção da Hidrelétrica de Capanda, no Rio Kwanza, na Província de Malange, em 1996. “Ao decolarmos, um dos colegas puxou o canto do hino nacional”, diz ele, arrepiando-se com a lembrança. “Todos cantamos de braços dados e lágrimas nos olhos.” Para Jairo, o episódio também teve a sorte como protagonista. “Conseguimos sair de lá com segurança”, recorda.
Hoje, depois de ter passado por São Paulo, onde trabalhou com Fausto Aquino, Responsável por Administração e Finanças na Odebrecht Engenharia Industrial, Jairo está na Venezuela. É Gerente Administrativo e Financeiro da Converpro, consórcio entre a Odebrecht e a estatal PDVSA (Petroleos de Venezuela S.A.), sob a liderança do Diretor de Contrato Paulo Sá. Em Caracas, prossegue em sua missão de disseminar a TEO. “Temos muita gente nova aqui e precisamos transmitir nossos valores”, afirma.
Jairo é uma pessoa muito ligada à família. Ao lado da segunda mulher, Jane, e de seu terceiro filho, Caíque, de 8 anos, o economista que em certa época teve convívio cotidiano com Irmã Dulce, está feliz e cada vez mais motivado, em termos pessoais e profissionais. Sobre sua atuação na Odebrecht hoje, na Venezuela, enfatiza: “Nada é melhor do que trabalhar com pessoas”.
