Pleno exercício

  • A partir da esquerda, Raul Rojas, Julia Alva, Alfredo Alfaro e Dennis Sanchez, participantes do Programa E-Pr@ticas Alternadas: visão completa da profissão

    A partir da esquerda, Raul Rojas, Julia Alva, Alfredo Alfaro e Dennis Sanchez, participantes do Programa E-Pr@ticas Alternadas: visão completa da profissão


texto Júlio César Soares
fotos Guilherme Afonso

Estudantes têm a oportunidade de vivenciar o dia a dia de um canteiro de obras.

Um rápido passeio por Lima, capital do Peru, apresenta uma cidade em crescimento. Projetos imobiliários e viários em execução multiplicam-se, agregando-se à paisagem. O investimento em formação e qualificação de trabalhadores é crucial neste momento vivido pela capital peruana. “Temos um desafio: os jovens são absorvidos pelo mercado de trabalho no último ano do curso universitário, e as empresas, de um modo geral, não têm a visão de uma formação conjunta entre o teórico e o prático, o que influi nas notas dos estudantes”, diz o Decano da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP), Daniel Torrealva. Implantado em outubro do ano passado, o Programa E-Pr@ticas Alternadas, realizado pela Odebrecht Peru, será um instrumento de contribuição para a mudança desse panorama.

Dos 359 estudantes de Engenharia Civil da Universidade Nacional de Engenharia (UNI) e da PUCP que entraram para o processo seletivo do programa, 15 já iniciaram o caminho para ajudar nessa transformação. No Programa de E-Pr@ticas Alternadas, os estudantes têm a oportunidade de vivenciar o dia a dia de um canteiro de obras, de aprender todo o processo de condução de um contrato e se aproximar da Cultura Odebrecht. “O curso tem duas etapas: uma presencial, realizada no período de férias, entre janeiro a março e entre julho e agosto, e outra online, realizada diariamente”, explica Liliana Vertiz, Responsável por Pessoas e Organização na Odebrecht Peru.

Uma vez no curso, o aluno tem vínculos funcionais com a Odebrecht até a conclusão do programa, que acontece no último ano universitário. “Depois disso, o líder avaliará em qual obra os jovens atuarão, conforme o perfil de cada um”, diz Liliana.

Ela conta que o processo de seleção foi difícil. “Houve grande interesse dos alunos quando apresentamos o programa. Ao fim da primeira etapa de testes – similares aos do Programa Jovem Parceiro –, tivemos 53 aprovados e precisávamos reduzir esse número”. Para isso, uma nova dinâmica foi realizada, baseada na improvisação. “Foi importante para conhecermos o ‘emocional’ de cada um dos participantes e identificarmos quem, de alguma forma, se adaptava à nossa cultura”, acrescenta Liliana.

Para Raul Rojas, 21 anos, estudante da UNI, a adaptação foi rápida. “A Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO) é uma filosofia de vida”, diz. “É diferente, pois mostra que não basta apenas executar uma obra, é preciso executá-la com o sentimento de satisfazer o cliente.” Dennis Sanchez, 22 anos, estudante da PUCP, ressalta que a TEO “mostra a importância de ser mais que um bom engenheiro. É importante também ser uma boa pessoa”.

Por ser um programa no qual a maior parte da carga horária é ministrada online, não há interferência nos estudos dos participantes. “No caso do Programa E-Pr@ticas Alternadas, como o próprio nome diz, tanto o lado teórico quanto o prático caminham de mãos dadas”, diz Daniel Torrealva.

O Decano da UNI, Javier Piqué, destaca que a participação dos jovens no programa dá uma dimensão maior à carreira. “Na universidade, eles recebem a instrução básica; então é essencial que vejam como é o exercício prático da profissão.” Piqué destaca os benefícios que o programa traz para a engenharia peruana e para o desenvolvimento do país. “Teremos profissionais que exercerão seu ofício com segurança e, como acredito que a Odebrecht quer firmar-se cada vez mais no país, é importante que tenhamos essa identidade, que a força de trabalho da empresa seja peruana.”