Estamos juntos
Chegada da ETH traz novas perspectivas para jovens municípios do interior do Brasil. É uma relação de parceria pelo desenvolvimento
“Andar pela ETH é como andar em Alto Taquari: todo mundo se conhece.” Quem faz a comparação é o Prefeito do pequeno município matogrossense, Maurício Joel de Sá. Ele explica: Alto Taquari tem 8 mil habitantes, dos quais 1.600 são integrantes da unidade produtora de etanol e energia elétrica da ETH Bioenergia ali instalada. Distante quase 500 km de Cuiabá, Alto Taquari é uma cidade jovem. Formada em sua maioria por migrantes mineiros, paranaenses e gaúchos, conquistou sua emancipação em 1986. Em poucos anos, a vocação agrícola tornou-a grande produtora de grãos, e Alto Taquari conquistou a primeira base para sustentar seu crescimento: a chegada de um terminal ferroviário. A segunda, conta o prefeito, foi o início das operações da Unidade Alto Taquari da ETH, em 2010.
Alto Taquari é uma das 10 comunidades que interagem diretamente com as nove unidades da ETH, sete em operação e duas em implantação, nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. Em julho, mês em que a empresa completou quatro anos de atividades, somava 15 mil integrantes. Nesse contexto, a ETH passa a ser um ator importante no desenvolvimento dos municípios.
Maurício Joel de Sá conta que, no início da implantação da unidade, a população temia um crescimento desenfreado e que uma migração em massa abalasse a cidade. “A missão da Prefeitura é gerar emprego e renda, e sabíamos que a produção de etanol ajudaria bastante nesse aspecto. O grande benefício e alívio foi a forma de trabalhar que a ETH trouxe, com um diálogo aberto, contratando trabalhadores locais e respeitando as características do município.”
Localização privilegiada
Nova Alvorada do Sul (MS), assim como Alto Taquari, é uma cidade jovem. Antes distrito do vizinho Rio Brilhante, conquistou o status de município apenas em 1991. O centro da cidade nasceu em torno da BR-163 e encontrou seu limite no trevo que dá acesso ao Estado de São Paulo e ao município de Dourados, um dos mais importantes do Mato Grosso do Sul. Assim, Nova Alvorada sempre contou com o trunfo da posição geográfica privilegiada, mas ainda encontrava limites estruturais que freavam seu crescimento.
Segundo Carmen Marques, Supervisora Pedagógica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Nova Alvorada do Sul, o cenário começou a mudar a partir de 2008, com a implantação da Unidade Santa Luzia da ETH. “Em cidades pequenas, um empreendimento desse porte faz muito mais que produzir. Além da geração de oportunidades de trabalho e do fomento do desenvolvimento econômico, as unidades passam a colaborar em outros aspectos, como saúde e educação. Percebe-se que a rotina desses ambientes é rapidamente alterada.”
Carmen observa que o grande diferencial foi o volume de cursos de capacitação oferecido pela empresa aos integrantes e abertos à comunidade. “A intensa demanda por trabalhadores qualificados ajudou a trazer uma unidade do Senai, e o calendário de cursos criou um clima de aprendizado e desenvolvimento constantes que não existia antes. Da noite para o dia, grande parte da população está de volta aos estudos, buscando uma oportunidade na unidade da ETH ou se qualificando para conquistar um cargo mais alto. Isso transforma uma cidade.”
Respeito às pessoas e ao meio ambiente
Na opinião do Prefeito Maurício, a principal contribuição para Alto Taquari foi a forma de tratar questões trabalhistas e ambientais. “O trabalho realizado pela ETH rapidamente se transformou em exemplo para as outras empresas da região, que se espelham e aprendem a valorizar uma atuação segura, com respeito às pessoas e ao meio ambiente.”
Cada um dos cinco polos produtivos da ETH atua de forma descentralizada e cabe às equipes de cada um deles interagirem com as comunidades. Essa forma de gestão, somada ao envolvimento da população local, é a fórmula para que a relação com os municípios seja única e personalizada.
“É assim que a ETH e as comunidades crescem junto”, conta Aniele Salomão Alves. Aos 23 anos, a integrante da área de Pessoas & Organização da Unidade Santa Luzia tem propriedade para falar do município onde passou sua infância e adolescência. “Sempre foi um lugar muito simples e tranquilo, com poucas ruas asfaltadas, praticamente uma vila. E, hoje, vemos que a cidade mudou muito, está em pleno crescimento”, ela afirma.
Aniele orgulha-se de trabalhar no município onde cresceu e, com os olhos de cidadã e integrante, enxerga uma parceria de sucesso entre a empresa e a comunidade. “Você consegue imaginar uma empresa que chega a um lugar e começa a anunciar cursos gratuitos? A ETH virou a cidade de ponta-cabeça, e hoje todos têm outra visão sobre Nova Alvorada do Sul. O único problema com o crescimento é que não dá mais para conhecer todo mundo”, brinca.
O Prefeito Maurício comemora a parceria, com o pensamento no futuro. “Deixamos de ser produtores agrícolas e passamos a ser um polo industrial. É um grande marco. Nosso gargalo para receber novas indústrias era garantir o fornecimento de energia elétrica, e hoje temos a ETH com suas caldeiras para apoiar esse desenvolvimento. O grande número de profissionais qualificados em diversas áreas que vieram para a cidade também faz elevar o nível profissional, e isso terá reflexo muito positivo nos próximos anos.”
Os jovens municípios crescem e percebem as transformações. A abertura de novas lojas, hotéis e restaurantes sinaliza que as comunidades passaram a ter acesso a bens que antes não estavam disponíveis. Por onde se passa, notam-se pessoas vestidas com o uniforme azul das unidades da ETH. “A empresa já tem seu papel na história de nossa cidade, e esperamos que ele só aumente. O que sempre digo à população é que a ETH é nossa”, conclui Maurício Joel de Sá.



