Fotografem!
Concurso Fotografe sua Comunidade, realizado por Odebrecht Informa, teve a participação de 245 integrantes de 17 países, que enviaram 653 fotos.
Ele é Diretor de Contrato nas obras do Terminal de Carvão, no Cais 8, no porto da cidade da Beira. Tem 31 anos e nasceu no Porto, em Portugal. Ela é Coordenadora da Equipe de Meio Ambiente da Odebrecht no Projeto Carvão Moatize. Tem 44 anos e também é natural de Portugal. Nuno Ricardo Almeida Teixeira e Ana Roque de Oliveira foram os primeiros colocados nas categorias celular e máquina fotográfica, respectivamente, do concurso Fotografe sua Comunidade, realizado por Odebrecht Informa. Suas fotos retratam a diversidade cultural de Moçambique, país onde trabalham.
O concurso vencido por Nuno e Ana foi o segundo promovido por Odebrecht Informa para os integrantes da Organização Odebrecht. Em 2010, foi realizado o Conte sua História na Odebrecht, que teve cerca de 200 participantes. Para o concurso de 2011, cujo tema foi A Comunidade em que Você Trabalha, a revista recebeu a inscrição de 653 fotos, das quais 530 produzidas com máquinas fotográficas e 123 com celulares. Concorreram 245 integrantes de 17 países.
Eles compartilharam, por meio de suas fotos, aspectos variados das cidades em que trabalham. Entre as imagens, o registro do vai vem da maré, que se confunde com o da vida dos moradores de São Luís do Maranhão; no sertão pernambucano, destaque para um vaqueiro, figura nobre por bravura e profissão, com seu cavalo companheiro, levando o gado ao barreiro.
As inscrições foram feitas online, entre 4 e 22 de agosto. Cada integrante pôde concorrer em duas categorias: máquina fotográfica e celular. Os melhores colocados e alguns finalistas nas categorias máquina fotográfica e celular têm suas fotos publicadas nesta edição de Odebrecht Informa. E todas as fotos finalistas serão mostradas no site da revista (www.odebrechtonline.com.br).
As imagens foram avaliadas por uma comissão julgadora formada por Márcio Polidoro, Responsável por Comunicação na Odebrecht; Luciano Alfredo Bonaccini, Responsável por Programas Sociais na Odebrecht; Pedro Martinelli, fotógrafo; e Holanda Cavalcanti, editora de fotografia de Odebrecht Informa.
O resultado foi anunciado no dia 2 de setembro. Os três primeiros colocados na categoria máquina fotográfica foram: Ana Roque de Oliveira, da Odebrecht Internacional (Moçambique); Cassio Costa Nogueira, da Odebrecht Internacional (Guiné); e Luiz Antonio Trevizoli, da Odebrecht Infraestrutura (Maranhão). Na categoria celular, a comissão premiou dois integrantes: Nuno Ricardo Almeida Teixeira, da Odebrecht Internacional (Moçambique), e Cristian Alvarez, da Odebrecht América Latina e Angola (Peru).
A foto que deu o primeiro lugar a Nuno Ricardo mostra um menino de uma das comunidades da Cidade da Beira cobrindo o rosto com as duas mãos quando Nuno aproximou-se dele para fazer uma foto com o celular: “Ele era tão puro e ingênuo, que ficou com medo do celular, algo tão comum para nós. Depois que tirei a foto, mostrei para ele. Aí ele sorriu. Diariamente, muitas crianças caminham sobre os trilhos da ferrovia que passa pela cidade, retirando pedras, para vender como brita ou usar na casa de seus pais”, conta Nuno Ricardo, que comemora a vitória: “Se fui escolhido, é porque a foto de alguma forma tocou e sensibilizou alguém. Como tenho paixão por fotografia, a sensação da vitória é muito boa”.
Enquanto passeava na comunidade de Nhambalualu, na Província de Tete, em um domingo, Ana Roque viu uma mulher carregando um grande fardo na cabeça. Imediatamente, sacou sua máquina e a fotografou. “Em Moçambique, as mulheres percorrem, a pé, grandes distâncias, com pesos sobre a cabeça. Mas nunca negam um sorriso bondoso”, diz. Ela dedica sua vitória ao povo moçambicano: “São muito hospitaleiros, humildes e de grande dignidade”.
Segundo Pedro Martinelli, membro da Comissão Julgadora, foi surpreendente notar no concurso o enfoque dado pelos integrantes às pessoas na hora de fotografar: “É revelador o olhar sociológico e ambiental dos participantes, seu interesse em documentar o cotidiano e a cultura dos lugares onde trabalham”.





