A luz de uma ideia
Braskem decide instalar iluminação a LED em todas as suas dependências
Neste caso, é mais apropriado dizer que, quando a ideia veio, a lâmpada se apagou. E, em seu lugar, acendeu-se a iluminação a LED (Light Emitting Diode ou Diodo Emissor de Luz). Tecnologicamente avançada, ela possibilita redução no consumo de energia e mais durabilidade em relação às outras soluções, além de não conter mercúrio. Motivos mais que suficientes para que a Braskem decidisse investir em uma das suas unidades do Rio Grande do Sul, o que a levou à condição de empresa pioneira no uso desse tipo de iluminação em escala industrial.
Uma ação deflagrada em 2009 para melhorar as condições de iluminação da Unidade de Petroquímicos Básicos, no Polo de Triunfo (RS), foi o primeiro passo. Quinze mil lâmpadas tubulares fluorescentes serão substituídas por LED até o final de 2012, significando a conclusão da primeira fase do projeto. O investimento totalizará R$ 1,8 milhão. O payback (retorno do investimento) projetado é de 12 meses. O projeto deverá ser multiplicado para outras unidades da Braskem em breve.
O grupo formado para sugerir melhorias aproveitou o momento de mudança para buscar uma solução sustentável. “As lâmpadas de descarga, que eram as mais utilizadas, têm mercúrio em sua composição e geram mais resíduos por usarem reatores e terem baixa vida útil”, afirma Clairton Gadonski, integrante da área de Manutenção Elétrica e responsável pela formação do grupo.
A primeira etapa do trabalho da equipe multidisciplinar, composta de representantes das áreas de Elétrica, Instrumentação e Suprimentos e da empresa parceira em elétrica da Braskem, foi fazer uma pesquisa sobre as soluções disponíveis. Entre as avaliadas, estavam as lâmpadas LED, fluorescentes T5 e vapor de sódio. As principais características testadas foram temperatura, fluxo luminoso, eficiência, grandezas elétricas, aceitação dos usuários, custo-benefício e impacto no meio ambiente.
De cinco a 70 vezes mais durável
A LED levou vantagem em praticamente todos os pontos. “Sua duração é de cinco a 70 vezes maior, dependendo da tecnologia comparada, gera economia de energia de 20% a 80% e apresenta menor impacto no meio ambiente”, afirma Flávio Dieterich, pesquisador da tecnologia e integrante do grupo. No entanto, havia um entrave: o preço era muito alto.
O grupo não desistiu. “À medida que o tempo foi passando, os valores foram reduzidos e a qualidade melhorou, de forma que a tecnologia tornou-se competitiva perante as outras opções”, afirma Thiago Oliveira, representante da área de Suprimentos. Ele lidera a negociação com fornecedores das lâmpadas e luminárias. “Os fornecedores perceberam que a Braskem poderia ser um parceiro de grande porte e uma vitrine para o uso dessa alternativa”, diz. A Philips, uma das principais fabricantes mundiais, foi a fornecedora escolhida pela Braskem para a primeira negociação de grande porte em iluminação a LED para lâmpadas tubulares.
A troca de lâmpadas começou em janeiro de 2011. O projeto da Braskem para a substituição de lâmpadas por LED ocorre em quatro frentes. Uma delas é a troca de lâmpadas da área administrativa, casas de controle e subestações da Unib. Duas mil lâmpadas fluorescentes tubulares já foram substituídas por LED. Apresentaram, nos pilotos realizados, fluxo luminoso 35% maior e redução de 40% no consumo de energia.
A substituição de luminárias LED em postes de arruamentos está em fase piloto. Já foram instaladas 20 luminárias LED, que passaram a iluminar a área operacional e as ruas das unidades. A próxima etapa será substituir todas as 500 luminárias de lâmpada a vapor de mercúrio usadas para esse fim.
As áreas operacionais que receberão a iluminação incluem as caldeiras, nas quais está sendo feita a adequação para LED. Nos fornos, será aplicada luminária específica, utilizando-se a tecnologia LED. Por fim, a substituição nos galpões e oficinas: o investimento realizado até agora na Unib foi de R$ 800 mil, com payback projetado para um ano, considerando-se todos os benefícios da troca do sistema.
Em paralelo ao projeto de substituição, a Braskem já definiu que a planta de butadieno, com entrada em operação prevista para 2013, no Rio Grande do Sul, será toda iluminada com LED.


