Cara e coroa do tempo

  • Exposição em Salvador

    Exposição em Salvador


texto Emanuela Sombra

Exposição em Salvador conta 2500 anos de história das moedas

Uma moeda cunhada há 2.500 anos, na Grécia Antiga. Outra, da Macedônia de Alexandre, o Grande. E outras da época do Tratado de Tordesilhas, da Roma Antiga, do Brasil Colônia, do Egito de Cleópatra, da Inglaterra de Henrique VIII… Raridades que podem ser vistas na exposição Dinheiro, Deuses & Poder – 2.500 anos de história política das moedas, organizada pelo jornalista e escritor baiano Noenio Spinola.

Patrocinada pela Odebrecht Infraestrutura, a exposição foi inaugurada em setembro na Associação Comercial da Bahia (ACB), em Salvador. “A Bahia teve a primeira Casa da Moeda do Brasil. É simbólico ter uma exposição como essa, de forte caráter didático, em Salvador”, afirma o jornalista, que disponibilizou as 460 peças (aproximadamente metade da sua coleção) que ficarão expostas ao público até 30 de novembro.

Ex-correspondente internacional em alguns países, como Rússia, Inglaterra e Estados Unidos, Spinola tornou-se um colecionador por causa do pai. Tanto que uma pequena parte das cédulas e moedas foi herdada dele. “Mas como vivi muito tempo no exterior, sempre ia aos antiquários, pegava uma moeda aqui, outra li. Comecei a fazer isso em uma época em que o número de pessoas que se interessava pelo assunto não era grande”, diz o colecionador.

Marcos Meirelles Fonseca, Presidente da ACB, afirma: “Esta é uma das mais relevantes exposições que a Bahia já recebeu e nos faz repensar a história do surgimento do empreendedorismo no estado e em seus desdobramentos ao longo dos séculos”. Com recursos tecnológicos e efeitos multimídia, Dinheiro, Deuses & Poder revela, a partir da relação das pessoas com o dinheiro, o apogeu e o declínio de civilizações antigas e modernas.

A mostra também homenageia a Bahia, relembrando as reivindicações dos primeiros colonos e administradores da província para modernizar os portos, ajustar o câmbio e aumentar a competitividade dos produtos coloniais de exportação. “Para a Organização Odebrecht, apoiar ações como esta é preservar o patrimônio histórico e imaterial do nosso país”, salienta André Vital, Diretor-Superintendente da Odebrecht Infraestrutura.