Odebrecht Informa


O plástico sob um novo olhar

Amanda Colombari, aluna da Semef, de São Caetano do Sul (SP), transforma material plástico descartado em enfeite: formação de uma nova mentalidade

Kátia: foco no consumo consciente e no protagonismo juvenil

Viviane: foco no consumo consciente e no protagonismo juvenil

A professora Renata Hioni e alunos que participam da Oficina de Reciclagem: gincana para recolhimento de produtos de plástico

Jorge Soto: atitudes com reflexo na vida da comunidade

texto Júlio César Soares foto Dario de Freitas

Estudantes de todo o Brasil aprendem como o plástico nasce, é transformado em produtos e depois reciclado

Da nafta produzida nos polos petroquímicos de Camaçari e de Triunfo à embalagem plástica que vai para centros de reciclagem em diversos pontos do Brasil, acontece um ciclo desconhecido para a maioria das pessoas. Uma contribuição para que esse processo seja compreendido por mais gente será dada pelo Projeto Um Novo Olhar sobre o Plástico, que mostrará a alunos de escolas de todo o país como o plástico nasce e, depois de transformado em uma infinidade de produtos que traz vantagens à vida moderna, torna-se reutilizável após a reciclagem.

“A ideia é mostrar todo o ciclo de vida do plástico, de onde ele vem, seus benefícios e qual deve ser o destino final”, explica André Leonel Leal, Responsável por Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

Para dar vida a esse projeto, a Braskem buscou dois parceiros que atuam com o tema sustentabilidade em escolas. Criado em 2001, o Instituto Akatu trabalha com o consumo consciente, buscando incentivar os jovens a pensar em valores coletivos na hora de consumir determinado produto. Desde 2008, o Akatu investe na temática de uma maneira ampla. Essa é a primeira vez que um tema único, o plástico, é levado aos alunos e aos educadores. “Quando começamos o projeto, a ideia era, mais à frente, tratar de assuntos específicos, de acordo com a área de atuação de cada patrocinador, como forma de usar a experiência deles”, conta Viviane Lopes, Coordenadora de Projetos do Instituto Akatu.

O segundo parceiro é o Instituto Faça Parte, que, desde 2001, trabalha com o protagonismo juvenil, estimulando os jovens a atuarem de forma prática na vida social das comunidades. “A criação do Faça Parte buscou colocar a experiência de colaborar com a comunidade na escola, de modo que o jovem veja os resultados de suas ações”, explica Katia Gonçalves Mori, Coordenadora de Projetos do instituto. O trabalho dessas escolas é premiado com o Selo Escola Solidária, uma forma de reconhecer e mapear as melhores ações.

A partir desse banco de dados a Braskem, o Akatu e o Faça Parte começaram a atuar. O projeto foi lançado em 15 de outubro, data em que foram comemorados o Dia do Professor e o Dia do Consumo Consciente. No próximo dia 15 de dezembro, as melhores ações serão selecionadas em duas categorias: melhores projetos em execução e melhores planejamentos para 2012. O primeiro fará da escola vencedora a protagonista de um documentário sobre o projeto. Já o segundo levará cinco alunos da escola vencedora a uma visita à fábrica de “plástico verde” da Braskem, no Polo de Triunfo (RS).

 

Uma jovem ensinando a família

Uma das instituições que têm projeto em andamento é a Segunda Escola Municipal de Ensino Fundamental (Semef), localizada em São Caetano do Sul (SP). Amanda Colombari Bodo é aluna da Semef desde 2004. Em 2005, à época no segundo ano do Ensino Fundamental 1, ela começou a participar dos programas de reciclagem realizados na escola. “A professora mostrou o trabalho para a classe e me interessei pelas diversas formas que podemos dar para o que é chamado de lixo”, diz.

Amanda está entre os 20 alunos que montaram as árvores de Natal e um Papai Noel de quase 3 m, ao reutilizar materiais plásticos. A jovem ensinou a família a dar o destino correto aos plásticos da casa. “Neste ano não deu tempo, mas no ano que vem a árvore de Natal da minha família será de material reciclado”, planeja. Segundo Katia Gonçalves, do Faça Parte, esse é um dos legados do trabalho com reciclagem nas escolas. “Os alunos levam isso para fora da sala de aula, atuam como agentes disseminadores do trabalho com reciclagem e envolvem a comunidade”, diz.

O trabalho da Semef começou antes do lançamento do projeto. Em 2008, a escola iniciou a Oficina de Reciclagem, coordenada pela professora de Ciências Renata Hioni. Até 2010, a oficina abrangia o tema reciclagem como um todo. No começo de 2011, a professora decidiu colocar o plástico em pauta. “Montamos uma gincana para que os alunos recolhessem os materiais plásticos e trouxessem para a escola”, conta. Após essa primeira etapa, os 160 alunos da 9º ano do Ensino Fundamental II, que vai do 5º a 9º ano, trabalharam no recorte do material recolhido para começar a dar forma aos enfeites. “O espaço que temos só comporta 20 alunos, que montaram os enfeites, mas pretendemos aumentar as instalações no ano que vem e envolver mais estudantes”, diz Renata.

O trabalho dos alunos é realizado após o horário das aulas. Mas, dentro da sala de aula, os professores de diversas disciplinas abordam o tema. “Explico a eles os resíduos existentes no plástico e como a destinação errada desse material pode afetar a natureza e o corpo humano”, explica Renata. “Tentamos colocar isso em todas as aulas. Para desenhar os enfeites de Natal, os alunos trabalharam com projetos matemáticos, para calcular a proporção dos enfeites. Os professores de Matemática foram de grande valia nessa questão”, conta Silvana de Santis, professora responsável por projetos no Semef.

A 30 km dali, no bairro do Jaraguá, Zona Norte de São Paulo, a Escola Estadual Friederich Von Voith trabalha com reciclagem. Localizada próximo à fábrica da Voith Siemens, a escola desenvolve trabalhos em parceria com a empresa, entre eles um ponto de coleta de lixo reciclável (implantado na instituição de ensino) e visitas à fábrica para que os estudantes conheçam projetos de reciclagem.

“A escola passou por uma reforma, há dois anos, e tivemos de interromper o programa”, diz a Diretora Ana Lucia de Oliveira. O projeto foi retomado em 2011, após a reforma, e, a partir do ano que vem, terá como tema principal o plástico. Atualmente, a escola é ponto de coleta para os catadores de lixo dos condomínios do City Jaraguá, bairro formado por mais de 100 prédios residenciais destinados à população carente. “Continuaremos trabalhando com reciclagem, agora com o material enviado pela equipe do projeto”, informa Soraia Souza Cardoso, professora coordenadora do Von Voith.

O material ao qual Soraia se refere é um folder que conta de onde vem o plástico, como ele é produzido, como seu descarte correto traz qualidade de vida e oportunidade de renda para a comunidade, entre outros temas, além do desenvolvimento do plástico a partir do etanol da cana de açúcar, criado pela Braskem. “Buscamos produzir esse material da maneira mais didática possível, para ser usado em sala de aula”, explica Viviane Lopes, do Akatu. Além das cartilhas impressas, os três parceiros do projeto disponibilizam o material para download em seus sites e informações em suas páginas nas redes sociais, já que o concurso é aberto a todas as escolas do Brasil.

Jorge Soto, Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, salienta: “Por meio do projeto, os jovens são orientados a consumir de modo a aumentar os impactos positivos e reduzir os negativos, sabendo que cada atitude tomada reflete em sua vida e em sua comunidade”.

Vídeos


oog

Comunidades do mar

Integrantes da Odebrecht Óleo e Gás explicam como a convivência com pessoas de diferentes culturas gera aprendizados e impulsiona o negócio offshore

servir

Aprendizado diário

Carlos Alexandre, Técnico de Equipamentos, apresenta a sua rotina de trabalho na Odebrecht Óleo e Gás

emirados

Muitas culturas, uma família

Integrantes da Odebrecht nos Emirados Árabes contam como é compartilhar conhecimentos e respeitar as diferenças em um ambiente de diversidade