Operações cada vez mais verdes
Conheça as ações da Braskem para combater suas emissões de gases de efeito estufa
Cada vez mais, as empresas percebem a importância de desenvolver estratégias de sustentabilidade como forma de tornar suas operações mais ecológicas e, assim, reduzir os impactos negativos da emissão de gases de efeito estufa na natureza. A tendência é comprovada em pesquisa da consultoria Eccaplan, que estima que até 2020 os investimentos globais em estratégias verdes devem somar US$ 1 trilhão.
Em linha com esse movimento mundial, a Braskem desenvolve, desde 2004, ações para combater suas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Entre as iniciativas estão, de um lado, a elaboração de inventários detalhados sobre toda a operação e a publicação de relatórios de sustentabilidade e, de outro, projetos para aperfeiçoar o uso de energia e para adotar biomassa em substituição à matéria-prima fóssil.
Com 35 plantas industriais localizadas no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha, a Braskem produz anualmente mais de 16 milhões de t de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos. “As emissões resultantes dessa produção são relevantes, e decidimos encarar o problema assumindo a sustentabilidade como uma meta”, diz Jorge Soto, Diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.
Ao assumir esse compromisso, a empresa se propôs a, até 2020, alcançar a mesma intensidade de emissão de GEE que as indústrias químicas mais bem colocadas no mundo nesse aspecto, passando a emitir 0,60 t de dióxido de carbono equivalente por tonelada de produto fabricado. “Será uma redução significativa, se compararmos com o patamar atual de 0,65 t, principalmente, com o número de 2005, que foi de 0,80 t”, destaca Soto.
Ações pioneiras
O primeiro passo da Braskem rumo à adoção de estratégias para combater a emissão dos GEE foi investir em inventários anuais, para identificar e controlar os pontos da operação onde eles são produzidos e saber qual sua intensidade. Esses relatórios levam em conta toda a operação, incluindo as unidades de Petroquímicos Básicos e Polímeros e os Negócios Internacionais. A empresa, que realizou seu primeiro inventário em 2007, relativo às operações de 2006, considera tanto as emissões diretas – que ocorrem, por exemplo, com a queima de combustíveis fósseis para geração de vapor em caldeiras e para aquecimento de fornos – quanto as indiretas, relacionadas às matérias-primas fósseis, ao seu transporte e de outros insumos e às viagens de avião, ônibus e carro realizadas por seus integrantes.
Além disso, também analisa as emissões de gases oriundas de fornecedores de matérias-primas e outros insumos. “Os inventários nos permitem conhecer o perfil e a intensidade das emissões em todas as operações. Funcionam como base para nortear nossas ações estratégicas visando à evolução no tema mudanças climáticas”, explica Luiz Carlos Xavier, Responsável por Meio Ambiente na Braskem.
Já no primeiro inventário, em 2007, a Braskem comprovou que, entre seus ativos industriais, as plantas de petroquímicos básicos são as que mais emitem GEE, por causa, sobretudo, do alto consumo de energia que sua operação demanda. Conforme o relatório, essas fábricas são responsáveis por 92% das emissões totais da empresa. “Por isso, nossas iniciativas verdes priorizam a área de petroquímicos básicos”, explica José Kelso Moraes, Diretor Industrial de Petroquímicos Básicos da Braskem na Bahia.
Os dados, obtidos por meio dos inventários periódicos, levaram a Braskem a adotar iniciativas para reduzir o consumo de energia nas suas plantas de petroquímicos básicos, localizadas no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. Com isso, já em 2010, substituiu grande parte do uso de óleo combustível por gás natural nas caldeiras, o que reduziu as emissões de dióxido de carbono. Também realizou investimentos para atualização dos ativos industriais, entre eles a substituição do isolamento térmico da rede de distribuição de vapor e melhorias nos fornos de processo, para aumento de sua eficiência. Kelso lembra que, com as medidas, a empresa diminuirá em 11% a intensidade das suas emissões, em 2012, comparadas com as de 2010.
Além de iniciativas para reduzir o consumo de energia nas plantas de petroquímicos básicos, outra diretriz da estratégia de sustentabilidade da Braskem envolve a produção do polietileno verde, no Rio Grande do Sul. Resultado de um investimento de US$ 300 mil, o projeto, que começou a ser desenvolvido em 2007, possibilita a produção de eteno a partir da cana-de-açúcar, que, posteriormente, é adotado na elaboração do polietileno verde. O produto é denominado “verde” porque, diferentemente do modelo tradicional, que adota matéria-prima fóssil, tem sua produção baseada na cana, que, no processo de crescimento, absorve gás carbônico da atmosfera. “Cada tonelada de polietileno verde produzido captura e fixa até 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera”, explica Fábio Magalhães Carneiro, Diretor Comercial de Químicos Renováveis da Braskem. O produto é fornecido a clientes que produzem desde frascos para xampus e iogurtes até caixas de água e recipientes de lixo, passando por tanques de combustível e sacolas de supermercado.
Futuro sustentável
A meta de atingir o patamar de emissão de 0,60 t de gás carbônico equivalente por tonelada de produto em 2020 significa que a empresa pretende reduzir 25% de suas emissões, em comparação com os números de 2006. Para alcançar objetivo tão ambicioso, além de aperfeiçoar as estratégias que já estão em prática, investirá em novas frentes de atuação. Uma delas, prevista para começar em janeiro do próximo ano, envolve o desenvolvimento de inventários com indicadores mensais, que permitirão um controle mais detalhado, contínuo e eficaz das emissões.
Ainda em fase de planejamento e baseado no sucesso do plástico verde, a Braskem estuda trocar combustível fóssil por biomassa em outros processos. “Queremos aproveitar melhor materiais como bagaço de cana ou eucaliptos que, no ciclo do cultivo à combustão, resultam em emissões quase desprezíveis de gás carbônico em comparação ao combustível fóssil”, salienta José Kelso.



