Sustentabilidade vertical
OR é hoje uma das empresas com maior número de edifícios verdes do país
Quando o projeto do Residencial Park One Ibirapuera começou a ser elaborado, no início de 2011, as equipes de Engenharia e de Incorporação da Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) não tiveram dúvidas: era preciso investir em diferenciais para criar um produto capaz de superar as expectativas do exigente público adepto do bairro Paraíso, em São Paulo, onde o empreendimento de alto padrão será construído.
A ideia de investir em soluções construtivas sustentáveis, que promovam o uso racional dos recursos ambientais, com foco na redução dos impactos à natureza, logo ganhou espaço. “Os projetos verdes têm tudo a ver com a nossa cultura empresarial, com a forma como atuamos nas nossas obras e no entorno delas. Aliado a esse fator, fizemos estudos e pesquisas que nos mostram uma crescente receptividade do público a esse tipo de empreendimento”, afirma Ricardo Toscani, Diretor de Construção do Park One.
O relato de Toscani reflete uma tendência que tem se tornado cada vez mais frequente na OR. Com seis empreendimentos em fase de certificação de sustentabilidade e um pré-certificado, todos no Estado de São Paulo, a OR é hoje uma das empresas com o maior número de edifícios verdes do país.
A gestão da energia, um dos aspectos com maior peso nos processos de avaliação dos órgãos certificadores, está entre os destaques desses projetos, que aliam tecnologia e criatividade na busca de soluções capazes de garantir um alto grau de eficiência no uso desse recurso.
Iluminação solar e ventilação natural
Primeiro empreendimento residencial verde da OR, composto por uma torre única, com 25 pavimentos e 50 unidades, o Park One Ibirapuera teve toda sua concepção arquitetônica baseada em estratégias para a redução do consumo de energia, uso racional dos recursos naturais e conforto do usuário final. Medidas que favorecem o aproveitamento máximo da iluminação solar e da ventilação natural foram implantadas, como o emprego de janelas com dimensões superiores ao mínimo exigido por legislação.
Também está prevista no projeto do Park One a implantação de sistemas inteligentes de iluminação acionados por sensores de presença, sistema regenerativo de energia nos elevadores para reaproveitamento da energia cinética gerada na parada do equipamento e sistema de aquecimento solar de água, suficiente para suprir 40% da necessidade de consumo de água quente do edifício.
Entre as premissas adotadas no projeto está a escolha de equipamentos elétricos de alto desempenho e baixo consumo energético. O conjunto de soluções sustentáveis adotadas pelo empreendimento representará um acréscimo de 3% no custo direto de produção da obra. “A longo prazo, essas medidas vão permitir uma economia significativa no custo operacional e de manutenção do condomínio, beneficiando o usuário final”, afirma Toscani.
Referencial de sustentabilidade
O Park One Ibirapuera começará a ser construído em março de 2012, mas já é considerado um referencial de sustentabilidade dentro da empresa. O empreendimento está em processo de certificação pelo sistema Aqua, que avalia os edifícios residenciais com base em 14 categorias, desde a relação com o entorno na execução das obras, passando pelo gerenciamento de resíduos, até a gestão de água e energia. Em setembro de 2011, conquistou a certificação na fase Programa, a primeira das três fases que constituem o sistema de avaliação. Baseada em normas francesas, a certificação Aqua analisa ainda a Concepção e a Realização do projeto, e é concedida pela Fundação Vanzolini, da Universidade de São Paulo (USP).
Na área comercial, um dos destaques da OR é o já concluído iTower, edifício com 26 pavimentos, integrado ao Shopping Iguatemi, em Alphaville, São Paulo. Reconhecido pelo alto nível de tecnologia, segurança e conforto das suas instalações, o empreendimento é o primeiro da empresa a receber a pré-certificação LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design), concedida pela US Green Building Council.
“O selo verde tem sido cada vez mais valorizado pelas grandes corporações, que já perceberam os benefícios de imagem e a economia operacional proporcionados pelas construções sustentáveis”, afirma Marcelo Valadão, Diretor de Construção da Regional Centro-Sul da OR.
Para garantir uma performance de operação eficiente e adequar os investimentos à realidade do iTower, a empresa desenvolveu protótipos e realizou simulações durante a execução das obras, com o objetivo de testar as soluções construtivas a serem implantadas no empreendimento.
“O sucesso das construções sustentáveis está fortemente relacionada ao nível de comprometimento das equipes com as diretrizes estabelecidas nos programas de ação. Assegurar que todos os envolvidos tenham uma atuação convergente ao longo do processo é um dos grandes desafios à gestão dos projetos” ressalta Valadão.
Etiqueta de Eficiência Energética
Em Salvador, a OR está construindo o Hangar, primeiro empreendimento comercial do Brasil que irá receber a etiqueta de eficiência energética do Procel/Inmetro, resultado de um convênio entre a empresa e o Grupo Neoenergia, que controla a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba). O sistema, tradicionalmente aplicado para a avaliação de desempenho dos eletrodomésticos, ganhou a sua versão no setor imobiliário – Procel-Edifica -, em uma iniciativa que visa incentivar a elaboração de projetos que promovam o uso racional da energia elétrica.
Entre os principais itens avaliados pelo programa estão os sistemas de iluminação e de condicionamento de ar das edificações, além das características construtivas das fachadas e coberturas. A certificação é feita em duas fases: uma avalia as premissas do projeto; a outra, após a construção do empreendimento, analisa se todos os itens previstos foram executados na prática. Após a avaliação final, os edifícios são classificados em uma escala de eficiência energética que varia de “A” (mais eficiente) a “E” (menos eficiente). Serão contabilizadas como bonificações extras no processo de certificação Procel Nível A, os sistemas e equipamentos que racionalizam o uso da água pluvial e o aquecimento solar de água.
Já certificado na primeira fase, o Hangar, complexo formado por sete torres comerciais e duas torres hoteleiras, será dotado de vidros laminados eficientes que diminuem a incidência de radiação solar direta e paredes com baixo índice de transmissão térmica, favorecendo a redução no uso de condicionadores de ar.
Para consumir menos energia, os edifícios do complexo também terão sistemas de iluminação artificial de alta eficiência, equipados com dispositivos de controle para desligamento automático. Nos sistemas de condicionamento de ar, a prioridade será dada aos equipamentos com classificação “A” na avaliação do Procel/Inmetro. A meta da OR é que, ao final da construção, o Hangar alcance o nível “A” quanto à eficiência energética e represente um estímulo para novas construções sustentáveis.


