Odebrecht Informa


Mãos na argamassa

Camila com colegas do projeto Construir Melhor: plano de se tornar engenheira

Educandas na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves: local de implantação da primeira unidade do Pais no Baixo Sul

texto Gabriela Vasconcellos foto Beg Figueiredo

Projeto Construir Melhor forma jovens profissionais para atuarem na construção civil

Depois de algum tempo procurando trabalho, Camila Silva, 22 anos, encontrou sua oportunidade na construção civil. Determinada, a jovem ingressou na segunda turma do Centro de Formação Profissional Construir Melhor. Está se tornando pedreira. “A cada dia me apaixono mais. Sinto orgulho por saber que o que faço é importante. Não vejo obstáculos”, assegura Camila, moradora de Valença (BA).

Mensalmente, Camila passa uma semana na sala de aula aprendendo conceitos teóricos. Nas outras três semanas, no canteiro de obras, ela tem acesso a conhecimentos práticos, com acompanhamento de monitores, encarregados e engenheiros. É assim que garante a renda que lhe possibilita ajudar a mãe e financiará sua graduação em Engenharia Civil.

Associada à Cooperativa da Construção Civil (Coonstruir) – instituição que reúne os aprendizes e os formados pelo projeto – Camila recebe, por produtividade, cerca de R$ 500,00 por mês. Única mulher do grupo, ela defende que esse não é um trabalho só para homens. “Aprendi de tudo no curso. Estou me aperfeiçoando todos os dias”, conta. É uma jovem vaidosa e não dispensa o uso de maquiagem e os cuidados com os cabelos. “Uso touca para proteger os cabelos, se não cai argamassa e depois dá muito trabalho para tirar.”

Camila e seus colegas participaram da construção da sede do Construir Melhor. O recurso para a obra foi fruto do Acordo de Cooperação Técnica e Financeira assinado em 2009 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Odebrecht, que fomenta o Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS), do qual o Centro Profissionalizante e a Coonstruir fazem parte.

O acordo com o BNDES prevê investimentos, ao longo de seis anos, no valor de R$ 60 milhões, em ações sociais, produtivas, ambientais e de capacitação para as comunidades do Baixo Sul. Para o Construir Melhor, o banco aportou R$ 2,3 milhões na implantação de sua sede em Valença, em terreno doado pela Prefeitura. “Sem essa ajuda, não poderíamos ter construído esse sonho. Uma pessoa sozinha não transforma o mundo. Aqui levantei paredes, assentei cerâmica, pintei portas e portões. Aprendi a ter foco, objetividade, disciplina e paciência na hora de realizar o trabalho. O projeto transformou a minha vida”, afirma Camila.

Outras instituições ligadas ao PDIS e contempladas pela parceria com o BNDES também comemoram. As casas familiares Rural de Igrapiúna e Agroflorestal de Nilo Peçanha receberam recursos para a reforma e ampliação de suas sedes, o que permitirá um aumento no número de jovens beneficiados por ano. O aporte para a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves está tornando possível a construção de uma Unidade de Pré-Beneficiamento de Frutas, que atenderá os 208 associados. A Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia conseguiu adquirir máquinas e implementos agrícolas, caminhões, carros e motos, o que possibilitou melhorar as condições de atendimento do setor primário e, com isso, aumentar a produção e a mecanização das lavouras, além de ampliar a capacidade de locomoção dos técnicos agrícolas.

 

Visão de Futuro

Na busca pela colocação em prática, no Baixo Sul, dos Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – propugnados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e subscritos por 192 países –, o PDIS conquistou diversos atores sociais. A jovem protagonista Camila é apenas uma em meio a centenas de pessoas que contam com os parceiros do programa, fomentado pela Fundação Odebrecht na região, para transformar a realidade local.

Além do BNDES, no último ano outras instituições selaram convênios com o PDIS. A Mitsubishi Corporation, por exemplo, ampliou seu apoio com a previsão de aporte, nos próximos três anos, de US$ 1,8 milhão nas três casas familiares em atividade na região, para custeio da formação de novos empresários rurais. Anteriormente, a empresa já realizava um projeto educacional em Igrapiúna (BA). Na área ambiental, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada ao Governo da Bahia, e o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio), em conjunto com a Organização de Conservação de Terras (OCT) – instituição também ligada ao PDIS –, estão estimulando a utilização dos recursos naturais de forma equilibrada. Somados, os valores chegam a aproximadamente R$ 3 milhões.

Já a Fundação Banco do Brasil, investidora social do PDIS desde 2008, apoiou a melhoria da infraestrutura, a aquisição de máquinas e capacitação tecnológica, empresarial e cooperativista de pequenos agricultores. Recentemente, implantou no Baixo Sul uma de suas tecnologias sociais, o Pais – Produção Agroecológica Integrada e Sustentável, aportando cerca de R$ 1 milhão.

“O objetivo de manter os atuais parceiros e atrair novos demonstra de que forma a Fundação Odebrecht está no caminho para alcançar sua visão de futuro, em que busca se tornar uma administradora de recursos para sustentabilidade socioambiental e implantar, na Área de Proteção Ambiental do Pratigi, um modelo de turismo agrícola, ecológico e sustentável – o Agroecoturismo”, salienta Mauricio Medeiros, Presidente Executivo da Fundação Odebrecht. Segundo ele, o diferencial do programa no Baixo Sul é o sistema inovador de governança participativa, no qual o primeiro, o segundo e o terceiro setores atuam de forma integrada. “Assim, buscamos atingir o oitavo objetivo do milênio: Todos Trabalhando pelo Desenvolvimento”, diz Medeiros.

“A conquista dessas parcerias nos confere um momento de grande responsabilidade, temos essa consciência”, garante Eduardo Queiroz, Vice-Presidente de Sustentabilidade na Fundação, que destaca ainda a sinergia estabelecida com a Organização Odebrecht. “Somos o braço social da Odebrecht e buscamos construir um modelo de desenvolvimento passível de reaplicação em outras regiões, referência para as ações sociais da Organização.”

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