Odebrecht Informa


Novos Líderes da Terra: em nome das novas práticas de sustentabilidade

texto Marco Antônio Antunes foto Eduardo Barcellos

A reunião do grupo, em São Paulo: troca de experiências e compartilhamento de conhecimentos

A ETH Bioenergia se juntou a um grupo de empresas instaladas no Brasil, todas com atuação global, para participar de um programa internacional destinado à implantação de novas práticas de sustentabilidade e à formação de jovens líderes especializados na matéria. Representada por Ariane Reis, Responsável por Projetos Socioambientais da ETH, a empresa é uma das oito integrantes brasileiras desse seleto grupo do New Earth Leaders (Novos Líderes da Terra), que inclui também representantes de cinco companhias holandesas. A meta é difundir a ideia de que é possível produzir e comercializar bens e serviços, gerando bons resultados financeiros, sem prescindir das responsabilidades socioambientais.

No dia 26 de novembro, o grupo brasileiro, representado por oito mulheres, reuniu-se em São Paulo, por iniciativa da Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL), uma das parceiras do New Earth Leaders, juntamente com o Mutual Learning Journey e o Comitê Nacional da Holanda para a Cooperação Internacional e Desenvolvimento Sustentável (NCDO). Na reunião, denominada Evento de Disseminação de Resultados e Aprendizagem do Programa New Earth Leaders, as participantes interagiram entre si e, por meio de vídeo conferência, com colegas das empresas holandesas com os quais haviam se reunido em março, em Amsterdã, para trocar experiências e dividir os conhecimentos adquiridos no decorrer do programa, iniciado em junho de 2009.

Os escolhidos pela ABDL para integrar o grupo estão sendo preparados para serem Novos Líderes da Terra, “profissionais educados para difundir interna e externamente o conceito de que é possível a uma empresa obter lucros e prosperidade sem ferir os interesses e as necessidades das pessoas e do planeta”, explica Ariane Reis. Esse conceito tem com base uma iniciativa da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU), que em 1987 recomendou a criação de uma declaração universal sobre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável na forma de uma “nova carta” que estabeleceria os princípios fundamentais relacionados ao tema.

Na Eco-92, também conhecida como Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro com a presença de representantes de quase todos os países do mundo, a Carta da Terra foi proposta pela primeira vez, mas só foi finalizada em junho de 2000, quando sua versão oficial foi lançada em Haia, na Holanda. Permaneceu nela o objetivo principal de conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra. Em suma, todos buscavam o desenvolvimento sustentável, um modelo econômico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico.

Ariane Reis veio para a ETH no começo de 2010, quando a empresa adquiriu o controle da Brenco, onde ela trabalhava. “Eu já estava no grupo de Novos Líderes da Terra quando vim para a ETH, que logo incorporou a iniciativa em seu programa de sustentabilidade. De minha parte, logo vi que na Organização Odebrecht sustentabilidade já era um conceito-chave em suas empresas, o que também facilitou a minha permanência no grupo”.

Ariane Reis: lucros e prosperidade sem ferir os interesses e as necessidades das pessoas e do planeta

Segundo Carla Pires, Responsável por Sustentabilidade da ETH, a formação de novos líderes, em particular nessa área, é fundamental para a empresa em seu objetivo de atender às novas demandas e às necessidades da sociedade no que se refere à responsabilidade social e ambiental. “É claro que os resultados financeiros continuam importantes, mas não se pode privilegiá-los em detrimento das metas de sustentabilidade”, argumenta.

Na ETH, o tema sustentabilidade é cada vez mais prioritário. Da mesma forma que ocorre com as demais empresas brasileiras participantes do programa Novos Líderes da Terra: AES Eletropaulo, Allianz, Integral Business, Johnson & Johnson, Natura, Pepsico e Banco Mundial.

“Para nossa empresa, o tema sustentabilidade é prioritário, mas tudo o que se fala sobre ele ainda é relativamente novo”, diz Luciana Alvarez, Gerente de Comunicação Externa e Responsabilidade Social da AES Eletropaulo. “Por isso, essa experiência, que nos é proporcionada pela ABDL, tem sido muito rica, tanto na consolidação de teorias quanto no aprimoramento das práticas”, completa.

O grupo já esteve em Haia, onde participou de workshop e imersão em projeto de reurbanização de um bairro da cidade, e em Itacaré, no interior da Bahia, onde vivenciou os desafios para o desenvolvimento sustentável da região. “As visitas e as trocas de experiências entre as empresas têm sido muito útil em nosso processo de aprendizado”, diz Carolina Wosiack, da equipe de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Johnson & Johnson no Brasil. Embora a J&J adote práticas de sustentabilidade há mais de 60 anos, a empresa considera fundamental aprimorar constantemente suas práticas de respeito às pessoas e ao meio ambiente. “Temos enormes responsabilidades em relação aos representantes de toda a sociedade, particularmente as nossas equipes, a comunidade médica e os seus pacientes”, salienta Carolina.

Vídeos


servir

Aprendizado diário

Carlos Alexandre, Técnico de Equipamentos, apresenta a sua rotina de trabalho na Odebrecht Óleo e Gás

emirados

Muitas culturas, uma família

Integrantes da Odebrecht nos Emirados Árabes contam como é compartilhar conhecimentos e respeitar as diferenças em um ambiente de diversidade

drehmer

Um caminho construído

Entrevistada do Projeto Saberes, Marcela Drehmer conta como traçou planos de longo prazo e buscou novos desafios desde o seu início na Organização