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Uma vida em constante movimento

texto Marco Antônio Antunes foto Edu Simões

Ele estreou na Odebrecht como ajudante geral, e, 13 anos depois, em 2009, assumiu como Responsável Comercial nas obras de montagem da Hidrelétrica Santo Antônio, em Porto Velho, uma das mais importantes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. Nesse período, participou de cinco projetos hidrelétricos executados pela empresa e conquistou postos cada vez mais qualificados, sempre com uma ideia fixa: aproveitar as oportunidades e as lições dos líderes com os quais trabalharia. No meio do caminho, ainda teve tempo e perseverança para se formar em Engenharia Civil pela Universidade de Franca (SP), em 2005.

A vida nunca foi fácil para José Amin, 41 anos, há 15 na Odebrecht. E muito menos monótona. Nascido em Igarapava (SP), segundo filho de uma família de imigrantes palestinos que desembarcou no Brasil em 1968, ele passou a infância naquela pequena e pacata cidade do interior, às margens do Rio Grande, na divisa com Minas Gerais.

Aos 15 anos, foi com o irmão morar na casa de um tio em Chicago, nos Estados Unidos, onde concluiu o segundo grau (atualmente, Ensino Médio) e, claro, aprendeu inglês. Quatro anos mais tarde, mudou-se de novo, dessa vez para a Cisjordânia, na Palestina, para onde seus pais haviam voltado. “Fiquei lá por quatro anos, conheci meus parentes, aprendi o idioma, mas acabei voltando sozinho para o Brasil, porque queria estudar e lá não tinha oportunidade”, ele conta. Pesaram na decisão a Guerra do Golfo (travada, no começo da década de 90, entre uma coalizão de países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha, e o Iraque, então governado por Saddam Hussein) e a consequente falta de condições para estudar.

De novo em Igarapava e morando com sua irmã, ele só encontrou trabalho seis meses depois, em uma pequena construtora de casas populares. Até que surgiu uma chance na Odebrecht, que começava, em l996, a erguer a Hidrelétrica de Igarapava, a primeira usina a usar turbinas bulbo no país, o mesmo tipo em fase de instalação na Usina Santo Antônio.

De ajudante geral, José Amin logo passou a vigilante na portaria do canteiro de obras e, em seguida, a apontador de custos na área comercial, cargo que permitiu acompanhar as várias frentes de serviço e compreender melhor a complexidade de um projeto daquela envergadura. “Foi nessa época que despertou em mim o interesse pela engenharia e a consciência de como a educação e o autodesenvolvimento seriam fundamentais para mudar o meu destino”, ele lembra.

Ele queria voltar a estudar, mas o dinheiro era curto. Ainda assim, conseguiu juntar algumas economias e, quando estava nas obras da Hidrelétrica de Mascarenhas de Moraes, morando no alojamento e sem despesas com alimentação, conseguiu, enfim, iniciar o novo sonho: foi aprovado para o curso de Engenharia Civil em Franca, cidade situada a 80 km da obra, dos quais 30 km em estrada de terra.

“Era duro, mas valeu o esforço”, diz Amin, que além viajar todas as noites para a escola, ainda tinha de estudar sozinho de madrugada para recuperar o tempo perdido. “Afinal, tinha ficado 10 anos sem estudar e não estava bem de matemática – meu curso nos Estados Unidos não priorizava essa matéria.” Seu grande incentivador na época foi o engenheiro Eleuberto Martorelli, Diretor de Contrato da obra, que lhe garantiu uma bolsa de 50%, desde que mantivesse um aproveitamento mínimo de 70%. Algum tempo depois, o líder assumiu outro programa, em Angola, e em seu lugar ficou o engenheiro Márcio Marangoni, que continuou a incentivar Amin, delegando-lhe maiores responsabilidades na área comercial, na segunda fase da mesma obra, um projeto de modernização com concentração em montagem eletromecânica.

Mascarenhas de Moraes foi importante para José Amin, tanto no campo profissional como no pessoal, pois foi lá que ele conheceu sua mulher, Lidiane, com quem tem uma filha, Júlia, de 7 anos. Dessa obra, ele partiu para o projeto de modernização da Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra (MG), distante 130 km de Franca. Trabalhou em orçamento, acompanhamento de custos e com subcontratos, dessa vez sob a liderança da engenheira Daniela Bernardino, que também lhe atribuiu novas responsabilidades.

Finalmente formado em 2005, ele foi alçado, no ano seguinte, à posição de Responsável Comercial da obra de modernização da Hidrelétrica Luiz Carlos Barreto de Carvalho (Estreitinho), liderada pelo Diretor de Contrato Miguel Pedrosa de Senna Figueiredo, que o levou para seus dois projetos seguintes: o estudo de viabilidade do sistema de transmissão do complexo de usinas do Rio Madeira (projeto não conquistado pela Odebrecht) e a Hidrelétrica de Santo Antônio.

“Aqui em Santo Antônio sigo aprendendo, continuo a me desenvolver pela Educação pelo Trabalho, graças à ousadia dos líderes da Odebrecht de sempre introduzir os mais avançados métodos de administrar e de construir e de delegar responsabilidades aos liderados”, diz José Amin. “É o que faço também com os jovens que lidero. Procuro contribuir para que o ciclo se renove sempre.”

 

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