Odebrecht Informa


Um desvio para aumentar a produtividade

texto Emanuella Sombra foto Arquivo Odebrecht

O desvio do Rio Caroní, em abril, foi mais uma etapa vencida na construção da Usina Hidrelétrica Manuel Carlos Piar (Tocoma), na Venezuela. Formada pelo Consórcio OIV (Odebrecht Venezuela, Impregilo S.P.A. e Vinccler) a equipe responsável pelo Projeto Tocoma foi além: aperfeiçoou a logística para desvio de rios e reduziu os custos da operação.

“Nosso cliente (a estatal Corpoelec) possibilitou que conseguíssemos quebrar antigos paradigmas no que diz respeito ao fechamento de rios para a construção de hidrelétricas”, afirma Mauro Martins, Gerente de Engenharia do Consórcio OIV. Ele explica que, para o sucesso da empreitada, foi necessário criar um Modelo Hidráulico Otimizado, que permitiu avaliar qual a melhor estratégia para o desvio do Caroní. “Isso tornou possível enxergar que as atividades preliminares, de estudos e testes, eram tão importantes quanto às do fechamento”.

O Modelo Hidráulico Otimizado foi concebido a partir de experiências obtidas em construções de diferentes hidrelétricas localizadas no Baixo Caroní, como as hidrelétricas de como Gurí, Curuachi y Macagua I y II. Para que tudo corresse de forma segura, uma maquete com escala de 1:80 foi usada durante os estudos preliminares, o que possibilitou recriar os sulcos naturais do fundo do rio e direcionar o fechamento duplo das ensecadeiras (áreas criadas, com o desvio da água, para se trabalhar no seco).

Os fechamentos duplos – Ensecadera C, rio acima, e Encecadera D, rio abaixo – substituíam uma modalidade anterior de fechamento simples, como a utilizada na represa de Curuachi, em que foi criada uma única ensecadeira, rio acima. A alternativa de fechamento duplo desenvolvida pelo consórcio teve como vantagem a utilização de rochas cujas dimensões se ajustavam à capacidade de carga e transporte dos equipamentos e ao tempo de execução da obra, resultando em uma redução expressiva de custos e do prazo final.

“Os resultados indicaram que, para realizar as operações de fechamento do Rio Caroní, na sua Fase II, não era necessária a utilização de rocha de diâmetros especiais, como as de 74 t. Percebemos que era possível utilizar as de 21 t, uma alternativa bem diferente do padrão utilizado pelo cliente”, explica Mauro Martins. “Dessa forma, foi possível observar que a aplicação do Modelo Hidráulico Otimizado trazia grandes mudanças e vantagens para todos”, ele acrescenta.

A principal diz respeito à logística: não foi preciso adaptar as oficinas e os sistemas de manutenção dos equipamentos, tampouco comprar peças diferentes das já utilizadas.  A primeira unidade da hidrelétrica entrará em operação comercial no fim de 2012, com 2.160 MW de potência. Será a quarta central hidrelétrica construída na parte baixa do Rio Caroní, no Estado Bolívar. Iniciado em 2007, o Projeto Tocoma deve ser concluído em 2013.

A partir do Modelo Hidráulico Otimizado, foi possível utilizar rochas de bem menores (21 t) do que as rochas padrão (74 t)
O fechamento duplo do Rio Caroní substituiu as modalidades conhecidas de fechamento simples e significou uma redução expressiva nos custos da obra
A Usina Hidrelétrica Manuel Carlos Piar entrará em operação comercial no fim de 2012, com 2.160 MW de potência

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