Recorde na solidariedade


texto Luciana Lana
fotos Acervo Odebrecht

Integrantes das equipes que mais arrecadaram agasalhos são recebidos pela Primeira Dama de São Paulo e coordenadora da campanha no Estado, Lú Alckmin

É verão. A temperatura média no Sudeste brasileiro fica acima dos 23oC, e Leticia Franciele Barbosa, que trabalha em praças de pedágio na região de Paulínia, interior de São Paulo, pensa em moletom, lã e flanela. Assim como outros 400 integrantes da Rota das Bandeiras, ela se prepara para a superação da marca de 169.193 peças arrecadadas pela concessionária para a Campanha do Agasalho em 2011. “O êxito da nossa participação no ano passado nos traz umdesafio enorme este ano”, diz ela, manifestando um sentimento que mistura entusiasmo e ansiedade.

O ano de 2011 foi o segundo em que a Rota das Bandeiras, empresa da Organização Odebrecht responsável por cinco rodovias no interior paulista, participou da iniciativa. A campanha é promovida pelo Governo do Estado e envolve secretarias, empresas públicas estaduais e autarquias – entre elas, a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo). Contando com a adesão de 18 concessionárias de rodovias, a Artesp pretendia arrecadar cerca de 170 mil peças, pouco mais que o obtido em 2010, quando reuniu 162 mil.

O que ninguém esperava era que, sozinha, a Rota das Bandeiras praticamente garantisse esse resultado. “A nossa meta era juntar 30 mil peças, o triplo do que conseguimos em 2010. Para isso, organizamos uma gincana interna. Nossos colaboradores se dividiram em 53 grupos, com sete integrantes cada. Fizemos uma campanha anunciando prêmios para os três grupos que juntassem maior número de peças”, conta Adherbal Vieira da Silva, Gestor de Responsabilidade Social da Rota das Bandeiras.

Ele explica que durante 53 dias as equipes se empenharam ao máximo, coletando, selecionando, dobrando e empacotando casacos, gorros, meias, calças e todo tipo de roupa de inverno em bom estado de conservação e limpeza. “A cada semana ficávamos mais animados: caminhões lotados levavam as nossas doações para fundos sociais em 25 cidades. Além das 17 que estão no trecho sob concessão da Rota das Bandeiras, incluímos outras, em virtude da quantidade de donativos”, acrescenta. Neste ano, a concessionária pretende antecipar a arrecadação e incrementar a logística de entrega das doações.

Distribuição em dobro

Nos Fundos de Solidariedade, que receberam e distribuíram as doações das concessionárias, o recorde obtido pela Rota das Bandeiras é comemorado até hoje: “Conseguimos distribuir o dobro, graças ao que chegava da Rota. E era tudo organizado, o que nos poupou um grande trabalho com triagem. Doação requer dignidade”, destaca Magda Berton Gouvêa, Presidente do Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de Engenheiro Coelho. Segundo ela, mais de 300 famílias foram atendidas no município.

Satisfação por fazer o bem

Integrante da equipe que venceu a gincana promovida pela concessionária, Letícia Barbosa fez questão de acompanhar a entrega das doações em Engenheiro Coelho, onde mora: “Foi uma emoção muito grande ver o resultado do nosso esforço e a alegria de crianças e adultos. Isso é o que nos motiva ainda mais para a campanha desse ano”, ela diz. “Durante dois meses, vivíamos para aquilo. Usamos até a nossa casa para armazenar as doações. Na garagem, na sala, em todos os cômodos havia caixas com roupas. No fim, a satisfação por fazer o bem foi uma grande recompensa por todo o esforço”.

As doações das 18 concessionárias somaram 279.955 peças, e a participação da Rota das Bandeiras representou 60,4% desse total. Reconhecendo o trabalho feito pela empresa, a primeira-dama Lu Alckmin, Presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo recebeu, no Palácio do Governo, as três equipes vencedoras da gincana da Rota e parabenizou cada um dos seus integrantes.

Um entre os 30 caminhões utilizados para entregar as doações. Ao todo, a campanha beneficiou 23 cidades