nº 114 - julho/agosto de 2004
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 Publicação interna da Organização Odebrecht – Odebrecht S.A, Construtora Norberto Odebrecht, Braskem e Fundação Odebrecht
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Rota de crescimento
Os números poderiam pertencer a uma cidade:
força de trabalho de 35 mil pessoas e previsão
de investimentos de US$50 milhões por mês
em obras nos próximos dois anos.
Pequenas empresas têm oportunidade de crescer
   
   
Cláudio Lovato Filho texto
Américo Vermelho fotos

Esses quantitativos, porém, não são de um município, mas do Aeroporto Internacional de Miami, que passa por uma fase crucial em seu programa de expansão: a construção do Terminal Norte, a ser utilizado pela American Airlines, do Terminal Sul e do Concourse J (saguão para embarque e desembarque de passageiros, conectado ao novo terminal), estes para uso da United Airlines, de seus parceiros da Star Alliance e da Delta Airlines.

O Condado de Miami-Dade estima que, em 2010, o aeroporto esteja atendendo 37 milhões de passageiros por ano. Para isso, até lá, terá investido US$ 4,8 bilhões, segundo Narinder Jolly, Diretor Assistente do Aeroporto. A Odebrecht, que vem participando desse programa de ampliação desde 1992, já executou 12 obras. O gerenciamento da construção do Terminal Sul e do Concourse J, realizado em parceria com a empresa norte-americana Parsons, é o décimo terceiro contrato da Odebrecht no Aeroporto Internacional de Miami. Foi conquistado em 2001 e seu valor é US$ 658,7 milhões, incluindo ainda a execução do pátio para taxiagem e estacionamento de aviões e das redes subterrâneas e a reforma e modernização do Concourse H. A conclusão das obras está prevista para 2006. A POJV (Parsons Odebrecht Joint Venture) tem como cliente o Condado de Miami-Dade, através de seu Departamento de Aviação, sob a direção de Angela Gittens – que, antes de atuar em Miami, coordenou a expansão do Aeroporto Internacional de Atlanta, o mais movimentado do mundo.

“Este é o maior contrato já assinado pelo Condado de Miami-Dade”, destaca Narinder Jolly. “Nosso principal desafio tem sido executar as obras com a operação do aeroporto em curso. Devemos lembrar que não estamos em um canteiro de obras, mas sim em um grande aeroporto. Para superar esse desafio, a comunicação tem sido essencial. Nossos canais com a POJV estão sempre abertos. Temos uma política de portas abertas. Buscamos soluções através do diálogo direto e freqüente. Qualidade na comunicação é fundamental.”

Narinder Jolly salienta algumas características do Terminal Sul e do Concourse J: “Eles têm um belo design e seu projeto privilegia a claridade e o espaço amplo. O Concourse J terá 15 portões para vôos internacionais e domésticos. Dois desses portões estarão aptos a receber o novo NLA (New Large Aircraft) fabricado pela Airbus, o A-380, que transportará 700 passageiros. No Terminal Sul, os guichês do serviço de imigração terão capacidade de atender 2 mil passageiros por hora”.

A fase atual dos trabalhos é de colocação da fachada e do chamado envelope externo nos dois prédios, que terão cinco andares. As fachadas se caracterizam pela predominância de vidro; no teto, o metal é largamente utilizado. Todo o material passou por rigorosos testes de laboratório que mediram sua resistência a furacões, um risco constante na região.

Números do terminal Sul e do Concourse J

Luis Arditi Rocha, da Odebrecht, Responsável pela Construção do Terminal Sul, arquiteto de formação, reforça a opinião de Narinder Jolly sobre o projeto: “Ele possibilita um bom aproveitamento de espaços. O prédio é alto, amplo e bem-iluminado. Em virtude do intenso uso de vidro, haverá grande incidência de luz externa”.

Funcionalidade e apuro estético também marcam o projeto do Concourse J. “Pelo fato de o teto ser inclinado, as seções do prédio não se repetem, o que o torna bastante interessante em termos de forma. É um desafio construtivo complexo”, diz Jesus Ramón Vazquez, da Odebrecht, Responsável pela construção do Concourse J e pela reforma do Concourse H.

A construção do Terminal Sul e do Concourse J e os serviços no Concourse H têm de estar em total sincronia, pois existem muitas interferências e interfaces de sistemas e sua operação será conjunta. A coordenação do trabalho (incluindo a execução das obras civis, sob responsabilidade de Russ Trip, da Parsons) nos três prédios e no pátio é decisiva para o êxito do empreendimento. “É preciso identificar possíveis conflitos e antecipar-se a eles. Os fornecedores têm de estar no canteiro na hora certa. É necessário, sobretudo, manter o foco naquilo que é mais importante”, enfatiza Jesus Vazquez. Luis Arditi acrescenta: “A sintonia entre as equipes é fundamental para que a construção ocorra de forma totalmente coordenada. Nossa estratégia é definir pontos em comum para chegarmos a datas-marcos conjuntas. Temos um programa único, resultado de um trabalho de pré-construção que durou mais de um ano”.

Gilberto Neves, da Odebrecht, Diretor de Construção do projeto, participa de obras no Aeroporto Internacional de Miami há 12 anos, ou seja, desde que a empresa começou a atuar ali. A conquista do décimo terceiro contrato decorreu da experiência que a Odebrecht acumulou ao longo desse tempo no aeroporto, consolidando sua credibilidade com o cliente. “Temos uma relação de confiança, que vem se aprimorando constantemente”, ressalta Gilberto. Outro fator que, segundo ele, teve importância decisiva na obtenção do contrato: a parceria com a Parsons.

Fundada em 1944, a Parsons Corporation já atuou em mais de 400 aeroportos nos Estados Unidos e em outros 34 países. Tem 11 mil integrantes e é um dos maiores grupos de engenharia e construção do mundo. “Somos um verdadeiro time”, diz Loren Smith, da Parsons, Diretor do Projeto, referindo-se ao relacionamento entre as empresas que formam a POJV. “São duas companhias globais, o que facilita o entendimento.” Engenheiro civil nascido no estado norte-americano de Montana, Loren teve várias experiências internacionais, entre elas uma passagem de sete anos pela Arábia Saudita, para construção de um oleoduto no Mar Vermelho, do qual participaram trabalhadores de 40 nacionalidades diferentes, que ergueram uma nova cidade para 150 mil pessoas.

Espaço para os jovens

Loren Smith aponta como um capítulo à parte na construção do Terminal Sul e do Concourse J as modificações que tiveram de ser feitas no projeto para atender às exigências da TSA, a agência norte-americana de segurança de transportes. Essas mudanças, relacionadas ao controle de bagagens nos aeroportos, decorrem dos atentados de 11 de setembro de 2001. Uma parte da obra ficou parada por cinco meses, em 2002. “Tivemos de esperar pela definição das mudanças para, então, refazer alguns pontos do projeto”, relembra Loren. As modificações dizem respeito principalmente ao controle da bagagem através de câmeras de Raios X e às esteiras, que passam a ter condições de levar a bagagem para locais mais isolados do aeroporto, em casos suspeitos. O Terminal Sul terá 10 km de esteiras para transporte de bagagem.

 
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