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Fronteiras que nos unem
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Governos, Empresas e Sociedade precisam olhar
para a América Latina como um todo integrado |
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Emílio Odebrecht Presidente do Conselho
de Administração da Odebrecht S.A. |
A América Latina vive, neste início de século, um momento particularmente difícil.
Os recursos – talentos humanos e financeiros – são escassos e as carências, inúmeras e imensas.
O quadro é comum à maioria dos países da região e às suas empresas. Às questões de escassez, custo de capital e baixa qualidade na educação podem ser acrescentadas as de ordem política e a violência crescente.
O futuro não é sombrio. É desafiador.
As experiências e aprendizados que nós, da Odebrecht, recolhemos ao longo de 25 anos, exportando serviços e estabelecendo bases de atuação permanente em países de quatro continente, nos permitem analisar os principais problemas que afligem o sub-continente latino-americano, com o qual estamos comprometidos como empresa e como nação, e procurar contribuir para que sejam solucionados.
Pondere-se que se o quadro de dificuldades é comum, nem sempre há receita única para superá-lo. O que é válido para um país, por suas especificidades, não significa, necessariamente, que seja válido para outro.
O mais importante é que a visão seja construtiva, sustentada por uma atitude solidária que vê as fronteiras nacionais como referências que mais nos unem do que nos separam.
O que precisamos é ter direcionamentos estratégicos comuns para potencializarmos as competências e as vocações específicas de cada nação.
Para que isso ocorra Governos, Empresas e Sociedade precisam olhar para a América Latina como um todo integrado.
As ações devem ser focadas nas causas e não nos efeitos, tendo como prioridades:
• educação de qualidade, em todos os níveis: básico/fundamental, profissionalizante e superior;
• cuidados com o meio ambiente, visando ao crescimento auto-sustentável e à preservação das matérias-primas renováveis, com especial ênfase para a água potável;
• sinergia de matérias-primas e intercâmbio de tecnologias entre os países da região, através de seus agentes produtivos;
• busca contínua de produtividade, e
• eliminação da corrupção.
Não tenho dúvidas de que uma mobilização firme e articulada neste sentido proporcionará:
• o fortalecimento da economia regional, como fundamento;
• a redução do desnível social, com educação qualificada para todos, como conseqüência essencial;
• a criação de bases quantitativas e qualitativas para a manutenção do crescimento, e
• a criação das condições necessárias para que um ambiente onde prevaleça a segurança, com qualidade de vida, seja legado às gerações futuras.
Assim, a participação neste esforço deve ser assumida como parte indissociável do empresariamento de nossos negócios e balizar a atitude de cada integrante da Organização Odebrecht, no exercício do compromisso de contribuir permanentemente com o desenvolvimento dos países e das comunidades às quais servimos.
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