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Mergulhos Urbanos
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Passagem subterrânea vai ajudar a resolver problemas de trânsito em uma das áreas mais movimentadas de São Paulo
Qualidade de vida Lojistas da região |
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Marcus Neves texto
Niels Andreas fotos |
Ponto crítico do sistema viário estrutural da cidade de São Paulo, o cruzamento entre as avenidas Faria Lima e Cidade Jardim tem um volume médio de tráfego de 11.500 veículos por hora. Nos horários de pico, pode chegar a mais de 14 mil por hora – algo em torno de quatro veículos por segundo.
Situado no bairro do Itaim Bibi, região que apresenta intenso crescimento imobiliário, esse cruzamento terá, a partir de novembro, uma passagem subterrânea. A obra é parte do Projeto São Paulo Melhor, através do qual a Prefeitura (por intermédio da Emurb – Empresa Municipal de Urbanização) está implantando ações de melhoria de trânsito, iluminação, meio ambiente, transporte público e segurança. Um dos objetivos é incentivar os setores de comércio e de serviços.
A cargo de equipes da CBPO Engenharia, subsidiária da Construtora Norberto Odebrecht, a obra foi iniciada em setembro de 2003 e tem previsão de término para novembro de 2004. Beneficiará os moradores das adjacências e dos bairros próximos e mais 2 milhões de pessoas de todas as regiões da cidade. Está gerando 1.800 oportunidades de trabalho diretas e 4.500 indiretas.
Sergio Bezerra, da Odebrecht, Diretor do Contrato, ressalta que o cruzamento das avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima é um dos cinco mais movimentados da capital paulista. “A obra era imperativa pela necessidade de desafogar o tráfego naquela área, que faz parte do trajeto de inúmeras linhas de ônibus e ainda não é atendida pelo metrô.” Os trabalhos estão sendo realizados com a utilização da tecnologia NATM (New Austrian Tunneling Method), que evita a necessidade de escavações a céu aberto.
>>Números da obra
A execução dos serviços acontece em área urbana densamente ocupada. Diversas redes de serviços públicos vêm sendo remanejadas. Sob a coordenação de um agrônomo, árvores nas avenidas Cidade Jardim e Nove de Julho serão transplantadas. Sergio Bezerra assinala que todas as ações relativas à obra foram facilitadas pelo bom relacionamento com o comércio lojista da área, com a Subprefeitura de Pinheiros e com a comunidade. “Os comerciantes chegaram a criar uma associação chamada Boulevard Cidade Jardim para defender seus interesses. Temos feito reuniões mensais para adotar medidas que evitem o bloqueio do acesso às lojas e para oferecer alternativas de caminhos aos pedestres.”
Com a Subprefeitura, foi estabelecida uma parceria por meio da qual a Odebrecht deu todo o apoio necessário à criação de um programa de treinamento e inclusão social dirigido aos trabalhadores da obra, além de efetuar as obras necessárias à implantação de um centro de atendimento social sob o Viaduto República da Armênia (que dá acesso à Marginal do Rio Pinheiros e à Avenida dos Bandeirantes). Lá serão criadas oficinas para a formação de auxiliares profissionais nas áreas de panificação, robótica e colocação de azulejos e ladrilhos e para alfabetização de adultos.
Titular da Subprefeitura de Pinheiros, Bia Pardi não esconde a satisfação com o ritmo acelerado das obras. E não vê a hora de que sejam inauguradas. “A Avenida Cidade Jardim sempre foi uma das mais congestionadas da capital, razão pela qual essa obra era crucial. Sua conclusão vai fazer o trânsito fluir com mais facilidade, melhorando a vida de milhares de pessoas, quer sejam usuárias de automóveis ou de transportes coletivos. Fora isso, o tratamento paisagístico vai torná-la muito mais bonita do que era antes. E isso é qualidade de vida, não se pode negar.”
Bia Pardi revela que tem feito parcerias com empresários, sempre visando buscar a melhor solução para problemas que afetem as comunidades abrangidas em sua administração. Ela aponta a parceria com a Odebrecht como pioneira, pois todo o espaço público usado pela empresa para apoio às atividades de construção da passagem subterrânea da Avenida Cidade Jardim teve uma contrapartida social. No caso, representada pela construção de benfeitorias sob o Viaduto República da Armênia.
“Esta deveria ser uma fórmula a ser seguida em outras ações em que estejam engajadas instituições do poder público e empresas privadas. É um caminho perfeitamente viável para, de maneira compartilhada, gerar benefícios para a população. Uma solução pela qual todos ganham”, salienta Bia Pardi.
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