nº 114 - julho/agosto de 2004
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 Publicação interna da Organização Odebrecht – Odebrecht S.A, Construtora Norberto Odebrecht, Braskem e Fundação Odebrecht
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Mergulhos Urbanos
Passagem subterrânea vai ajudar a resolver problemas de trânsito em uma das áreas mais movimentadas de São Paulo

Qualidade de vida   Lojistas da região
   
   
Marcus Neves texto
Niels Andreas fotos

Ponto crítico do sistema viário estrutural da cidade de São Paulo, o cruzamento entre as avenidas Faria Lima e Cidade Jardim tem um volume médio de tráfego de 11.500 veículos por hora. Nos horários de pico, pode chegar a mais de 14 mil por hora – algo em torno de quatro veículos por segundo.

Situado no bairro do Itaim Bibi, região que apresenta intenso crescimento imobiliário, esse cruzamento terá, a partir de novembro, uma passagem subterrânea. A obra é parte do Projeto São Paulo Melhor, através do qual a Prefeitura (por intermédio da Emurb – Empresa Municipal de Urbanização) está implantando ações de melhoria de trânsito, iluminação, meio ambiente, transporte público e segurança. Um dos objetivos é incentivar os setores de comércio e de serviços.

A cargo de equipes da CBPO Engenharia, subsidiária da Construtora Norberto Odebrecht, a obra foi iniciada em setembro de 2003 e tem previsão de término para novembro de 2004. Beneficiará os moradores das adjacências e dos bairros próximos e mais 2 milhões de pessoas de todas as regiões da cidade. Está gerando 1.800 oportunidades de trabalho diretas e 4.500 indiretas.

Sergio Bezerra, da Odebrecht, Diretor do Contrato, ressalta que o cruzamento das avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima é um dos cinco mais movimentados da capital paulista. “A obra era imperativa pela necessidade de desafogar o tráfego naquela área, que faz parte do trajeto de inúmeras linhas de ônibus e ainda não é atendida pelo metrô.” Os trabalhos estão sendo realizados com a utilização da tecnologia NATM (New Austrian Tunneling Method), que evita a necessidade de escavações a céu aberto.

>>Números da obra

A execução dos serviços acontece em área urbana densamente ocupada. Diversas redes de serviços públicos vêm sendo remanejadas. Sob a coordenação de um agrônomo, árvores nas avenidas Cidade Jardim e Nove de Julho serão transplantadas. Sergio Bezerra assinala que todas as ações relativas à obra foram facilitadas pelo bom relacionamento com o comércio lojista da área, com a Subprefeitura de Pinheiros e com a comunidade. “Os comerciantes chegaram a criar uma associação chamada Boulevard Cidade Jardim para defender seus interesses. Temos feito reuniões mensais para adotar medidas que evitem o bloqueio do acesso às lojas e para oferecer alternativas de caminhos aos pedestres.”

Com a Subprefeitura, foi estabelecida uma parceria por meio da qual a Odebrecht deu todo o apoio necessário à criação de um programa de treinamento e inclusão social dirigido aos trabalhadores da obra, além de efetuar as obras necessárias à implantação de um centro de atendimento social sob o Viaduto República da Armênia (que dá acesso à Marginal do Rio Pinheiros e à Avenida dos Bandeirantes). Lá serão criadas oficinas para a formação de auxiliares profissionais nas áreas de panificação, robótica e colocação de azulejos e ladrilhos e para alfabetização de adultos.

Titular da Subprefeitura de Pinheiros, Bia Pardi não esconde a satisfação com o ritmo acelerado das obras. E não vê a hora de que sejam inauguradas. “A Avenida Cidade Jardim sempre foi uma das mais congestionadas da capital, razão pela qual essa obra era crucial. Sua conclusão vai fazer o trânsito fluir com mais facilidade, melhorando a vida de milhares de pessoas, quer sejam usuárias de automóveis ou de transportes coletivos. Fora isso, o tratamento paisagístico vai torná-la muito mais bonita do que era antes. E isso é qualidade de vida, não se pode negar.”

Bia Pardi revela que tem feito parcerias com empresários, sempre visando buscar a melhor solução para problemas que afetem as comunidades abrangidas em sua administração. Ela aponta a parceria com a Odebrecht como pioneira, pois todo o espaço público usado pela empresa para apoio às atividades de construção da passagem subterrânea da Avenida Cidade Jardim teve uma contrapartida social. No caso, representada pela construção de benfeitorias sob o Viaduto República da Armênia.

“Esta deveria ser uma fórmula a ser seguida em outras ações em que estejam engajadas instituições do poder público e empresas privadas. É um caminho perfeitamente viável para, de maneira compartilhada, gerar benefícios para a população. Uma solução pela qual todos ganham”, salienta Bia Pardi.

 
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