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Nova frente
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Odebrecht instala escritório em Abu Dhabi, nos Emirados
Árabes, e participa da construção do Porto de Djibuti |
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| Marcus Neves ◦ texto |
A Construtora Norberto Odebrecht está presente nos Emirados Árabes desde julho de 2003, quando instalou um escritório em Abu Dhabi.
Marcelo Jardim, Diretor-Superintendente da Odebrecht nos Emirados Árabes, relata que a idéia de prospectar mercado na região surgiu de uma sugestão do Líder Empresarial Marcelo Odebrecht. A partir de informações obtidas em contatos pessoais, Marcelo Jardim viajou a Abu Dhabi e Dubai e constatou o grande potencial desse mercado.
A primeira tentativa – a participação em uma licitação para as obras de expansão do Porto de Dubai – não resultou na conquista do contrato. Em setembro, no entanto, o mesmo cliente – a Dubai Port International – convidou a Odebrecht para uma nova obra: a construção do Porto de Djibuti, na capital homônima dessa ex-possessão francesa (Somália Francesa) às margens do Golfo de Aden, no nordeste da África.
Os serviços foram iniciados em março deste ano, com prazo de conclusão de 15 meses. Em agosto foi terminado o aterro, com extensão de 1 km, e começaram as obras de construção do cais, que teve toda a sua estrutura metálica, assim como as estacas, num total de 4 mil t, importada do Brasil. O cliente está agora elaborando um Plano Diretor que inclui o projeto de um terminal de contêineres, a ser executado após as obras do porto.
Marcelo Jardim informa que o consórcio de construtoras liderado pela Odebrecht foi um dos seis qualificados (entre mais de 60 que se apresentaram) para participar da licitação do Metrô de Dubai. Posteriormente, o consórcio se juntou à empresa Bombardier. Dessa união, surgiu o consórcio responsável pelas obras civis e pelo fornecimento de todos os equipamentos e sistemas do projeto. Existem atualmente cinco consórcios integrados (responsáveis pelas obras civis e pelo fornecimento de equipamentos) qualificados para participar do empreendimento do Metrô de Dubai, um projeto com orçamento de U$ 3 bilhões, sendo US$ 1,5 bilhão para equipamentos e US$ 1,5 bilhão para as obras civis. A entrega das propostas será em janeiro de 2005.
Estão sendo avaliados diversos outros projetos, individualmente ou em parcerias com empresas locais. “Também pretendemos, à medida que formos conquistando novos contratos, fazer uma aproximação com universidades locais, para identificar jovens parceiros que serão os futuros empresários da Odebrecht na região”, adianta Marcelo Jardim.
A adaptação a um ambiente com diferenças culturais marcantes tem sido tranqüila, segundo Marcelo Jardim. “A maioria da população tem o inglês como segundo idioma e uma excelente visão de mundo. Muitos estudam em outros países. São receptivos e aceitam bem as diferenças culturais. Estou convicto de que podemos obter na região uma boa colheita em termos de negócios.” Ele acentua que as sementes já se encontram à disposição, representadas pela experiência e pela capacitação dos integrantes da Odebrecht no país, e que sua atuação, baseada nos princípios da Tecnologia Empresarial Odebrecht, sobretudo quanto ao comprometimento com servir e com obter a satisfação do cliente, é o que diferencia, onde quer que atuem, os empresários da Organização.
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