nº 115 - novembro/dezembro de 2004
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 Publicação interna da Organização Odebrecht – Odebrecht S.A, Construtora Norberto Odebrecht, Braskem e Fundação Odebrecht
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Os trilhos levam a Ipanema
Túnel que levará o Metrô até Ipanema: mais 90 mil
passageiros por dia no sistema metroviário do Rio

Linhas e estações de metrô construídas pela Odebrecht
   
   
Larissa Morais ◦ texto
Américo Vermelho ◦ fotos

A Odebrecht está participando ainda da expansão do Metrô do Rio de Janeiro, na qual a CBPO Engenharia é responsável por um conjunto de obras. A construção da área de manobra na Estação Siqueira Campos, em Copacabana, hoje o ponto final da Linha 1, foi a primeira a ser iniciada. A previsão é de que esteja concluída em março de 2005. Na seqüência, as equipes da empresa enfrentarão o desafio de completar a escavação do túnel que levará o metrô até o bairro vizinho de Ipanema e construir as estações Cantagalo, em Copacabana, e General Osório, em Ipanema, e seus acessos. Com o prolongamento do metrô até Ipanema, o fluxo diário será acrescido em 90 mil passageiros, segundo estimativa da Rio Trilhos, a companhia estadual responsável pelo Metrô.

Entre a Estação Siqueira Campos, inaugurada em março de 2003, e a estação anterior, a Cardeal Arcoverde, também no bairro de Copacabana, as composições do metrô precisam ir e voltar no mesmo trilho, devido à inexistência de uma área de manobra. Por causa disso, o intervalo mínimo de partida de trens, que poderia ser de 3 minutos, é de 5 minutos, e a manobra não é automatizada. O problema, porém tem data prevista para acabar.

“Trata-se de obra relativamente pequena, mas que trará um enorme benefício para todo o sistema metroviário”, afirma Marcos Tadeu Penalva Monteiro, da Odebrecht, Diretor do Contrato. A área de manobra começou a ser construída em maio. O trabalho deverá estar concluído em março de 2005.

O túnel que levará o metrô até Ipanema já tem 673 m de extensão, escavados pela própria CBPO na década de 80. Para concluir o trecho, que totaliza 1.972 m, a empresa escavará mais 1.299 m, a maior parte em rocha. A primeira etapa, que é a escavação até o Cantagalo, começou em outubro e, segundo Tadeu Monteiro, poderá ser entregue em um ano e meio.

Com a entrega das obras civis pela CBPO, ficarão faltando a construção e a instalação dos sistemas de energia e operacionais do metrô. A inauguração deverá ser feita no fim de 2006, segundo Manoel José Salino Côrtes, Diretor de Engenharia da Rio Trilhos. Já a construção do túnel entre o Cantagalo e a futura Estação General Osório, em Ipanema, levará em torno de dois anos para ficar pronta, a partir da assinatura da autorização de serviço, que ainda não tem data definida para ocorrer. A inauguração da estação ficaria para 2007.

Salino Côrtes destaca que a retomada dos investimentos na expansão do metrô é uma prioridade de governo. Ele classifica as obras que estão em curso como de extrema importância para a cidade e sobretudo para Copacabana, o bairro mais densamente povoado e de grande importância para o turismo. “A área de manobra da Siqueira Campos permitirá a operação plena da estação, e a manobra dos trens poderá enfim ser automatizada. Com relação ao túnel, boa parte dele já está escavada. A retomada do projeto era imprescindível. Haverá um grande ganho de qualidade de vida na região, com redução do tráfego e da poluição”, acrescenta.

Ema Itajahy da Fonseca, Presidente da Câmara Comunitária de Copacabana, Bairro Peixoto e Leme, comemora as boas perspectivas para a região: “A retomada das obras do túnel e das estações Cantagalo e General Osório dá ao morador dos postos 5 e 6 a esperança de contar com um transporte sobre trilhos eficiente”. Outro benefício importante, salienta Ema, será a maior valorização dos imóveis e do comércio local.

Tadeu Monteiro salienta que as condições para a retomada das obras são as melhores possíveis. “O Rio é hoje um dos estados mais adimplentes da federação e recebe em royalties do petróleo uma quantia mais que suficiente para assumir as garantias necessárias à obtenção de financiamentos. Estamos otimistas. Há muitos anos a situação econômica do Estado não era tão favorável para levar as obras do metrô adiante.”

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