nº 119 - Julho/Agosto de 2005
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 Publicação interna da Organização Odebrecht – Odebrecht S.A, Construtora Norberto Odebrecht, Braskem e Fundação Odebrecht
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Um trabalho que só se faz em equipe
   
   
Emílio Odebrecht Presidente do Conselho
de Administração da Odebrecht S.A.

Se o Brasil é hoje o maior produtor mundial da soja e uma potência do agronegócio, deve muito do seu sucesso às pesquisas desenvolvidas pela Embrapa.

O país se tornou referência internacional na prospecção de petróleo em águas profundas por conta da competência e determinação dos engenheiros e pesquisadores da Petrobras.

Os aviões produzidos pela Embraer, gestados nos laboratórios do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, são altamente competitivos e disputam espaço em segmentos importantes da aviação mundial com grandes produtores de países mais industrializados.

A Braskem, já em sua origem, elegeu a autonomia tecnológica como uma diretriz estratégica para fortalecer a cadeia produtiva e criar valor para seus acionistas.

Hoje é uma referência quando o assunto é investimento em tecnologia e inovação e seus produtos são adquiridos por clientes de mais de 50 países do mundo inteiro.

Na área de exportação de serviços, a trajetória da Construtora Norberto Odebrecht, que já realizou obras em 30 países, é uma demonstração clara do que a engenharia brasileira e os brasileiros são capazes.

Os exemplos falam por si e começam a trazer resultados para a balança comercial do país. Já não sem tempo, o Brasil está deixando de ser mero exportador de produtos primários de baixo valor agregado, ao diversificar e ampliar sua pauta de exportações com bens e serviços de alta qualificação. Mas é preciso fazer mais.

Pesquisa e desenvolvimento exigem investimento elevado e de retorno incerto. Por isso, o esforço das empresas requer amparo e coordenação. Entretanto, a questão não se esgota na necessidade de estímulo e apoio governamentais, como financiamento de longo prazo e em condições competitivas. É preciso que haja uma maior aproximação entre as empresas, as universidades e os institutos públicos que se dedicam ao assunto, criando-se, dessa forma, uma rede de pesquisa. Um trabalho sério de parceria pode multiplicar os resultados nessa área.

Outra questão relevante com a qual a inovação está relacionada é a da qualidade do ensino. Países que deram grandes saltos tecnológicos, a exemplo do Japão e da Coréia do Sul, investiram maciça e continuamente em educação. O Brasil, apesar dos progressos recentes, ainda tem muito a fazer nessa área. No entanto, isso não impede que as nossas empresas invistam o máximo possível na qualificação constante de seus integrantes, por meio da educação permanente. Na Organização Odebrecht, a educação pelo trabalho, como fundamento, e a educação para o trabalho, como complemento, são fatores essenciais de inovação e renovação.

Aos líderes cabe, portanto, a atenção cotidiana para que sejam ampliadas de forma ininterrupta as condições que estimulam o autodesenvolvimento das pessoas e a prática da pedagogia da presença. Porque a oferta de tempo, presença, experiência e exemplo, sobretudo aos jovens, é condição indispensável para o êxito de nossa caminhada no rumo da Sobrevivência, do Crescimento e da Perpetuidade.

 
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