nº 120 - Setembro/Outubro de 2005
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 Publicação interna da Organização Odebrecht – Odebrecht S.A, Construtora Norberto Odebrecht, Braskem e Fundação Odebrecht
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Em Paulínia, o desenho do futuro
Petrobras e Braskem investem em nova planta
para entrar no restrito clube dos 10 maiores
produtores mundiais de polipropileno
   
   
Karolina Gutiez ◦ texto
Holanda Cavalcanti ◦ foto

A Braskem trabalha para consolidar sua liderança no mercado brasileiro de prolipropileno considerando o horizonte além de 2007.” A revelação de Luiz de Mendonça, Vice-Presidente responsável pela Unidade Poliolefinas da Braskem, sinaliza quais são os rumos deste negócio no Brasil e no mundo. A resina, que foi introduzida na indústria química em 1954 e passou a ser comercializada em 1960, está cada vez mais presente no dia-a-dia das pessoas, pois é utilizada em quase tudo que se vê à volta: de embalagens de alimentos, produtos têxteis e cosméticos, tampas de refrigerante e potes para freezer até pára-choques e painéis de automóveis. O polipropileno é aplicado ainda na fabricação de brinquedos e de eletrodomésticos, em cerdas de vassouras e escovas, sacaria, telas para fachadas de edifícios, fraldas descartáveis, produtos hospitalares e móveis, entre muitos outros produtos.

Com uma aplicação tão versátil, o consumo da resina no Brasil cresce 10% ao ano. Atualmente, a demanda é de 1 milhão de t/ano e, em 2007, será de 1,2 milhão de t/ano. Será quando Braskem e a Petroquisa, subsidiária da Petrobras, iniciarão as operações da unidade de produção de polipropileno que será construída em Paulínia (SP). “A decisão de investir nesta nova planta demonstra nossa confiança no crescimento da economia brasileira e do mercado de resinas termoplásticas”, diz José Carlos Grubisich, Líder Empresarial da Braskem.

Os investimentos para a construção da planta, a qual será instalada no centro do principal mercado consumidor de polipropileno do Brasil, atingirão US$ 240 milhões. A nova unidade terá capacidade inicial para produzir de 300 mil a 350 mil t/ano, mas o objetivo é que alcance 400 mil t/ano, que serão somadas às 650 mil t/ano que a Braskem já produz em Triunfo (RS). O faturamento médio anual esperado da nova unidade é superior a US$ 300 milhões.

Inicialmente, a planta de Paulínia venderá de 40% a 50% da sua produção no mercado interno. O restante possibilitará a expansão das exportações desse produto. “A nova unidade posicionará a Braskem como um player importante no mercado internacional de polipropileno, entre as 10 maiores produtoras mundiais da resina”, comemora Luís Felli, Diretor Comercial de Polipropileno. Argentina, Chile e Peru são os principais destinos da produção da Unidade Poliolefinas da Braskem, que exporta, ainda, para a Europa e Ásia, sobretudo para a China. “O mercado chinês terá um crescimento robusto, segundo as projeções de consumo de polipropileno, e a Braskem acompanhará esse desenvolvimento”, afirma Felli.

Para garantir a expansão, a tecnologia de processo que a Braskem aportará em Paulínia, a mais moderna disponível no mercado internacional, é fundamental. A Braskem tem duas plantas iguais à que será construída no interior de São Paulo, a Bulk 1 e a Bulk 2, localizadas em Triunfo, que são referência mundial. “A Basell, a empresa licenciadora da tecnologia Spheripol, reconheceu que essas plantas são as melhores do Brasil e são benchmark internacional em qualidade e produtividade”, destaca Luiz de Mendonça. A fim de assegurar a máxima atualização da Bulk 3, em Paulínia, a Braskem assinou um contrato com a Basell que possibilita modernizações tecnológicas até 2010.

Em um mercado competitivo e promissor como o de polipropileno, a Braskem se vale da tecnologia para criar o diferencial: inovação, desenvolvimento de novos produtos e projetos de substituição de materiais. Tudo para obter a fidelização dos clientes-chave. “A Braskem busca o crescimento de sua fatia no mercado, para consolidar sua liderança, e a estratégia para isso é oferecer produtos e serviços diferenciados, sem provocar uma competição predatória, envolvendo preços”, explica Luís Felli.

Unidade de Paulínia

O projeto básico para a implantação da nova unidade está pronto. O próximo passo é a criação da Sociedade de Propósito Específico (SPE), na qual a Braskem será detentora de 60% e a Petroquisa terá 40% do capital votante.

A gestão da unidade de Paulínia será compartilhada pelas duas empresas: a Braskem, além de fornecer a tecnologia, fica responsável pela comercialização do produto, pela assistência técnica e pelo atendimento aos clientes; a Petroquisa fornecerá a matéria-prima, o propeno grau polímero. Do total de investimentos (US$ 240 milhões), 30% são de recursos próprios dos acionistas e o restante será obtido por meio de financiamentos específicos de longo prazo. “Estamos investindo em uma unidade de classe mundial, que combina escala de produção, tecnologia atualizada e acesso à matéria-prima competitiva”, define José Carlos Grubisich.

Em seguida, a Braskem pretende assinar todos os contratos de engenharia e construção. A partir desse ponto, iniciará a contratação de novos integrantes para operar a planta. O treinamento das equipes será nas plantas Bulk 1 e Bulk 2. Outra preocupação é com a logística da matéria-prima e do produto final – e também com o pré-marketing, etapa que deve começar no início de 2007. Tudo deve estar estruturado quando a planta estiver pronta. “A unidade de Paulínia representa o primeiro projeto de uma planta nova, green field, como chamamos, do qual a Braskem participa com apenas três anos de formação. E estamos pegando gosto por este tipo de desafio”, salienta Luiz de Mendonça.

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