nº 121 - Novembro/Dezembro de 2005
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 Publicação interna da Organização Odebrecht – Odebrecht S.A, Construtora Norberto Odebrecht, Braskem e Fundação Odebrecht
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Muito além da Obrigação
Lucrécio Costa: "A Odebrecht se
engaja mais do que o esperado"
   
   
Luciano Martins ◦ texto
Holanda Cavalcanti ◦ fotos

O engenheiro Lucrécio Costa, Presidente da Epal – Empresa Pública de Águas de Luanda –, comemora os 30 anos de independência de Angola com um projeto ambicioso: quer levar a companhia a um nível de excelência internacional, modernizando seus processos, completando e implantando um plano diretor que a faça capaz de se antecipar ao dinamismo do crescimento urbano.

“Passada a fase de sobrevivência, quando precisávamos distribuir tíquetes de alimentação, a população começa a exigir mais qualidade de vida. Estamos respondendo a isso com água potável e educação sanitária”, afirma, lembrando que a rede de distribuição ainda é 10 vezes menor do que o necessário para a demanda atual. “Além de garantir o fornecimento, temos de ensinar a população a fazer o uso racional da água e a melhorar os cuidados pessoais com a saúde”, acrescenta Lucrécio Costa.

O bom relacionamento com a Odebrecht e a sintonia entre as duas empresas em relação à forma de ver o problema têm favorecido o trabalho. “A Odebrecht vem sabendo se comunicar com a população e suas ações têm sido inestimáveis, muitas vezes superando suas obrigações contratuais”, observa o Presidente da Epal, lembrando que a troca regular de conhecimento entre os engenheiros e técnicos brasileiros e angolanos tem ajudado a empresa estatal a melhorar seu desempenho.

“Temos tido a preocupação de fazer um aproveitamento não-oportunista das potencialidades da Odebrecht, e percebemos que ela não fica apenas na condição de empreiteira, mas se engaja mais do que o esperado em outras áreas que há cinco anos não eram prioritárias, como a formação e a informação. Além disso, a Odebrecht abre para nós as portas de empresas brasileiras do setor para um relacionamento muito proveitoso”, completa Lucrécio Costa.

Luiz Antônio Mameri, Diretor-Superintendente da Odebrecht em Angola, prevê uma rápida transformação do país. “Os angolanos respondem muito bem aos estímulos de qualificação, agarram as oportunidades, e a gente sente claramente a vontade deles de se superarem.”

Segundo Mameri, antes o importante era fazer acontecer. Havia preocupação natural com a qualidade e os custos, mas o maior desafio era construir e entregar a obra, num cenário de guerra e insegurança. “Agora, o novo desafio é aumentar e melhorar o conteúdo nacional e tornar a empresa ainda mais integrada ao país”, afirma. Para Mameri, a Odebrecht está comprometida com o desenvolvimento do país, através de três vertentes: prestação de serviços, investimentos e ações sociais.

O cuidado em contratar e capacitar trabalhadores locais apresenta bons resultados não apenas na qualidade das obras, mas também na conscientização da sociedade. “A questão sanitária tem de se completar com o tratamento de esgotos, que deve ser uma nova etapa na tarefa de reconstruir a infra-estrutura do país”, observa Mameri.

No Centro de Distribuição de Benfica, no sul de Luanda, o encarregado interino Manuel João Sebastião, 25 anos, comemora a oportunidade de incrementar seus conhecimentos de técnico mecânico. “O curso que a Odebrecht e a Epal me ofereceram, em parceria com a Tigre, do Brasil, me deu novos horizontes profissionais. Espero poder seguir aprendendo, junto com meus colegas, para melhorar a qualidade do serviço e melhorar a vida da minha família.”

 
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