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Segunda-feira começo vida nova
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Livro explica os perigos do estresse crônico entre executivos
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José Enrique Barreiro ◦ texto
Roberto Rosa ◦ foto
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Uma pesquisa feita pela clínica carioca Med-Rio Check-up com 25 mil executivos mostrou que o estresse crônico invadiu o ambiente corporativo e faz parte, de maneira perversa, do cotidiano dos profissionais estratégicos das empresas. Cerca de 70% deles sofrem do problema, que leva ao aparecimento de gastrite, hipertensão arterial, úlcera gástrica, dores de cabeça, lesões de pele, obesidade, acidente vascular cerebral, infarto e queda do desejo sexual.
“O corpo não suporta a sobrecarga imposta pelo ritmo alucinante do mundo corporativo moderno e os resultados se manifestam mais cedo ou mais tarde”, diagnostica Gilberto Ururahy, Diretor-Médico da Med-Rio Check-up e há 29 anos médico da Construtora Norberto Odebrecht. Ele aponta a velocidade das mudanças no ambiente empresarial e a necessidade de os profissionais se adaptarem a elas como as razões determinantes da epidemia de estresse crônico identificada: “Para um corpo cuja estrutura é constituída de genes que remontam a bilhões de anos, a dificuldade de adaptação é brutal. É esse esforço que está conduzindo os executivos ao esgotamento físico e emocional”.
Para ajudar as pessoas a compreenderem e superarem o problema do estresse crônico, Gilberto Ururahy, em parceria com o psiquiatra Éric Albert, escreveu e publicou, pela editora Rocco, o livro O Cérebro Emocional – As emoções e o estresse no Cotidiano. Eles analisaram o conjunto de resultados dos exames de 20 mil homens e 5 mil mulheres, com postos de trabalho de grande responsabilidade em empresas, e concluíram que o estresse é o pano de fundo para a maioria das doenças modernas.
De acordo com Gilberto, a globalização e a necessidade de os profissionais se adaptarem a suas demandas por menor custo, menor prazo, permanente inovação, superação de metas e eficácia máxima estão por detrás do aumento do estresse crônico. Cada indivíduo, porém, reage de modo próprio. “Cada pessoa tem um órgão-alvo do estresse”, explica.
Para Gilberto, a globalização obriga os executivos a serem policompetentes, a terem de enfrentar muitas viagens e fusos horários, a não terem hora para comer nem para dormir. Da mídia, eles recebem excesso de informações negativas, que mexem com suas emoções. Tudo isso tem alterado o relógio biológico humano e levado à existência de uma sociedade mais depressiva. “Os medicamentos mais vendidos hoje no mundo são os antidepressivos”, revela Gilberto.
Mas será mesmo possível eliminar o estresse da vida moderna ou ele acaba sendo uma preocupação a mais para os executivos? Gilberto diz que o indivíduo tem de se prevenir e se cuidar. De que forma? Praticando o que chama de “o tripé da boa saúde”. Primeiro: não agredindo seu “capital saúde” com má alimentação e maus hábitos, como o fumo, e mantendo um estilo de vida adequado a seu corpo. “Isso não é difícil de ser feito”, ele observa. Segundo: praticando atividades físicas regulares. “O que também é muito fácil, basta um tênis e um calção.” Terceiro: dormindo bem. “O que será conseqüência dos novos hábitos.”
O mais importante, para Gilberto, é a pessoa assumir um compromisso com uma nova vida. De preferência já na próxima segunda-feira. Isto significa adotar o tripé da boa saúde, como base, e buscar vivenciar emoções saudáveis: “Rir faz bem, ter amigos é fundamental e a vida em família é sempre um grande prazer”.
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