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Idéias que revolucionam o
cotidiano de todos nós
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Projetos do Centro de Inovação e Tecnologia da
Braskem têm aplicação crescente no mercado |
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Luciana Moglia ◦ texto
Eneida Serrano ◦ fotos
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Há cerca de 3 anos, era difícil imaginar que, um dia, seria possível saber exatamente quanto vale cada projeto de desenvolvimento realizado nos laboratórios da Braskem. Mais complicado ainda era prever quais as chances de a pesquisa de um novo grade (mistura que gera nova resina) se transformar em lançamento no mercado. Trabalhava-se com muitos projetos – havia cerca de 250 em andamento. Essa grande quantidade gerava um impasse: como saber quais deles trariam o maior retorno e quais mereceriam os investimentos mais expressivos?
Para melhorar a eficiência, era preciso criar um plano de gerenciamento para priorizar a aplicação de recursos nos projetos de maior retorno, em alinhamento com as estratégias da empresa para o futuro. Na prática, uma racionalização do trabalho de pesquisa e inovação. O modelo foi desenhado em 2003 pela empresa Monitor. O resultado: o conjunto de projetos da Braskem (Pipeline) registra taxa de retorno de investimento de 4,6 vezes sobre valor aplicado, conforme a medição RANPV (Risk Adjust Net Present Value), num total de US$ 160 milhões. A média de sucesso dos projetos, ou seja, aqueles que vão para o mercado, é de 67%. Hoje, os novos grades de polipropileno representam 7% do total das vendas da Braskem. Em polietileno, a participação é ainda maior: um total de 17%. “Com o novo plano, passamos a ter parâmetros para medir quanto a pesquisa em inovação rende para a empresa”, afirma Luís Fernando Cassinelli, Responsável pelo Centro de Inovação e Tecnologia da Braskem, localizado no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS).
Para alcançar esses resultados, foi preciso reduzir o número de projetos para cerca de 80; e o prazo de entrega de um novo produto, de dois anos para 14 meses. “Com mais foco, conseguimos dar melhor aproveitamento aos recursos aplicados em inovação, que, em 2005, por exemplo, totalizaram R$ 50 milhões”, relata Cassinelli.
O novo modelo de gestão exigiu maior entrosamento de todas as partes envolvidas. O que vale mais não é a complexidade de um projeto, mas seu potencial para ser um sucesso de mercado. Como exemplo, a substituição de poliestireno por polipropileno em copos descartáveis, a garrafa de polipropileno, os copos de requeijão, os potes transparentes de sorvete e de fibra para substituir amianto.
Para criar um novo produto, é preciso considerar sua adequação ao mercado, realizar pesquisas, testes, lançamento e comercialização. E somente uma equipe multidiscliplinar pode resolver todas essas questões. Cada projeto é gerenciado por um time com integrantes de várias áreas: de inovação, de produção, de marketing, comercial, de suprimentos. A empresa possui em seu portfólio cerca de 300 idéias que passaram e passam por um processo de seleção antes de serem transformadas em projetos.
Números do conjunto de projetos da Braskem
“Os critérios de escolha levam em consideração as idéias com maiores chances de se transformarem em um produto competitivo, as que se enquadram num mercado com um tamanho atrativo e as que estejam mais alinhadas com a estratégia da empresa”, diz Cassinelli. Após serem incluídos no Pipeline, os projetos passam por análise preliminar, estudo de viabilidade, desenvolvimento, validação e lançamento.
As pessoas das diferentes equipes que participam do processo de inovação – do responsável por viajar mundo afora para identificar as tendências ao operador da planta piloto responsável pelo teste de um produto novo – estão se comunicando mais. “O acesso à informação foi determinante para uma maior coesão e sinergia entre as equipes”, salienta Cassinelli.
A Braskem adquiriu softwares de gerenciamento de projetos para os quais são enviadas todas as informações sobre as etapas do trabalho. Todos os envolvidos são chamados para participar da reunião de conclusão de projetos. Essa é a hora em que cada um tem reconhecida a sua participação no desenvolvimento de um potencial sucesso de mercado. A equipe de inovação é formada por 171 pessoas, entre engenheiros, técnicos e químicos. A média de idade é de 34 anos. A maior parte do pessoal tem menos de cinco anos de casa.
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