nº 121 - Novembro/Dezembro de 2005
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 Publicação interna da Organização Odebrecht – Odebrecht S.A, Construtora Norberto Odebrecht, Braskem e Fundação Odebrecht
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Sem fugas de energia
Engenheiro da Braskem vence
Prêmio Petrobras de Tecnologia
   
   
Simone Goldberg ◦ texto
Eduardo Moody ◦ foto

Em 1980, o engenheiro Edgar Nunes de Almeida começou a trabalhar na área de utilidades da antiga Copene – hoje Unidade de Insumos Básicos da Braskem –, de olho num promissor futuro profissional. Hoje, depois de ter passado por vários setores da Unidade e ter feito cursos de especialização, como um mestrado recém-concluído, está recebendo um grande reconhecimento por sua busca constante de aprimoramento. Sua dissertação de mestrado “Análise Exergética de uma Central Termelétrica com Cogeração num Complexo Petroquímico” foi um dos três trabalhos vencedores do Prêmio Petrobras de Tecnologia na categoria Energia. O estudo, que prima pela inovação – um dos pilares estratégicos da Braskem –, está sendo aplicado na prática e trará economia de R$ 18,5 milhões anuais para a empresa.

Edgar analisou o funcionamento da Unidade Termelétrica (UTE) da Braskem como se tivesse colocado uma lente de aumento sobre todos os seus processos. Desse modo, ele pôde verificar em que pontos havia perda de energia utilizável e encontrar soluções para evitá-la. Para confirmar que essas perdas existiam, foi preciso antes fazer a análise energética. É como se essa avaliação tirasse uma foto panorâmica do todo e a análise exergética mostrasse detalhes em close.

“A análise energética diz que há rota de fuga de energia. A análise exergética aponta onde a perda está sendo gerada”, explica Edgar, que trabalha na área de Tecnologia de Processos da Unidade de Insumos Básicos. Diante de seu diagnóstico, que encontrou 19 pontos de gargalo na UTE, a empresa está iniciando a substituição de equipamentos e modificando processos operacionais da terméletrica, que gera 130 MW (megawatts). As sugestões de Edgar foram incluídas no programa de competitividade empresarial Braskem+.

Uma vez realizados os ajustes, o ganho de eficiência será de 3,8% e a UTE demandará menos 35 mil t/ano de óleo combustível. Além de reduzir custos, há vantagens ambientais: menor queima de óleo significa produção mais limpa. Para chegar aos pontos de gargalo, Edgar contou com uma ajuda fundamental: um modelo virtual da UTE, um software feito por ele. “Esse foi um dos dos grandes méritos do trabalho. O simulador é um retrato fiel da unidade, capaz de identificar e quantificar as perdas recuperáveis desta unidade específica”, diz o orientador de Edgar, o professor Ednildo Andrade Torres, da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBa). Ele ressalta a importância do relacionamento entre empresa e universidade. “Dessa forma, a empresa qualifica cada vez mais seus integrantes e a universidade capta projetos e prepara alunos e professores para a realidade empresarial”, observa.

O simulador, além de servir para a análise de Edgar, será adotado como ferramenta de apoio às decisões empresariais. “O estudo propõe um novo tratamento para a questão da energia. Passamos a vê-la de forma integrada, o que sem dúvida vai agregar valor”, afirma o Responsável pela área Industrial, de Energia e de Serviços Essenciais da Unidade de Insumos Básicos, João Lins.

A aplicação prática empresarial, a inovação e a qualidade técnica contidas no trabalho de Edgar foram os critérios da Petrobras para premiá-lo. Estavam inscritos 335 projetos em nove categorias do prêmio, que tem a parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Incentivamos nossos integrantes a procurarem o diferencial do conhecimento, que é base fundamental para um crescimento qualitativo”, destaca o Diretor Industrial da Unidade de Insumos Básicos, Manoel Carnaúba.

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