Acervo
Para preservar
(e utilizar) a memória
Desde abril, acervo do Centro de Documentação e Referência (CDR) está à disposição dos integrantes da Organização Odebrecht
texto: Leonardo Maia
fotos: Beg Figueiredo
No total, são 20 mil documentos, entre publicações, fotos, vídeos, palestras, mensagens, reportagens publicadas em veículos de comunicação e informações referentes ao acervo do Núcleo da Cultura Odebrecht (NCO), no qual o próprio CDR está inserido. A cada mês, 2 mil novos documentos, em média, são introduzidos no sistema. Todas as edições da revista Odebrecht Informa, documentos do século XIX sobre a trajetória da família Odebrecht, discursos históricos do fundador Norberto Odebrecht e fotos raras, como as que foram reproduzidas de negativos de vidro, da época da construção do Teatro Castro Alves, em Salvador, estão entre os destaques do arquivo.
“O acesso rápido a um rico acervo poderá apoiar os usuários na realização das suas tarefas diárias e na conquista de novos negócios e clientes”, ressalta Ulla Von Czékus, integrante da equipe de Comunicação Empresarial liderada por Márcio Polidoro e coordenadora do CDR. “A Organização Odebrecht vem sendo construída pelas realizações de seus integrantes. O registro e a sistematização do material gerado por essas realizações é a forma mais importante de preservação de nossa história”, completa Ulla.
O acesso ao material pode ser feito em diferentes modalidades de pesquisa, por texto livre, por perfis (identidades e assuntos) e por índice (autores ou fontes), indo de buscas mais simples, de apenas uma palavra, até as mais complexas, confrontando diversos termos.
Uma equipe de 12 profissionais trabalha na catalogação e indexação do acervo. Eles fazem parte da empresa-parceira Doc-Expõe, especializada em gestão museológica e documental. Alinhados com a cultura da Organização, esses profissionais participam do Programa de Estudos da TEO, realizado em Salvador. “Desde o início do projeto, entendemos que a equipe que trabalha com informações tão importantes precisa estar absolutamente alinhada com a nossa filosofia empresarial. Portanto, em 2006, formamos esse grupo de estudos, com encontros mensais”, esclarece Ulla. “Estudar a TEO, para nós, representa mais do que estar alinhado filosoficamente com a Organização. É ser partícipe de um processo de geração consciente de resultado e mudança comportamental de nossa equipe. Esse programa é um constante aprendizado, uma descoberta de valores humanos e de como podemos contribuir para o desenvolvimento social”, ressalta Angela Petitinga, Coordenadora da Doc-Expõe.
Outras ferramentas
O aplicativo web do CDR conta com outras importantes fontes de pesquisa para o usuário. Uma delas é a Memória Oral, que traz os principais trechos dos vídeos registrados no programa de mesmo nome, de 1998. São depoimentos de integrantes da Organização, entre os quais Norberto Odebrecht, Renato Martins, Victor Gradin, Mestre Anísio e Mestre Bonifácio, que falam de suas vidas e trajetórias dentro da Organização. Os que desejarem, podem solicitar os vídeos completos, através do site do CDR.
Para facilitar a pesquisa, outra seção foi criada, com acesso direto a todo o material de alguns dos principais líderes da Odebrecht. Destaque também é a página dedicada à Biblioteca do NCO. Livros patrocinados pela Odebrecht ou doados por integrantes da Organização, com temáticas que vão de Administração a História, passando por Arquitetura, Economia e Artes, estão disponíveis. Nessa seção, os integrantes podem realizar pesquisas bibliográficas, solicitar empréstimo de livros ou agendar consultas presenciais na sala do NCO.