Caro leitor,
Alunos da escola pública durante saída de campo exploratória na área do Porto de Rio Grande (RS): projeto Para Muito Além do Mar...
O conceito de sustentabilidade não nasceu pronto. Tributário da noção de ecodesenvolvimento, estabelecida em 1972 pelo economista Ignacy Sachs, teve sua primeira definição registrada em 1987 no relatório intitulado “Nosso Futuro Comum”, da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que apontou a necessidade de compatibilizar desenvolvimento econômico, social e ambiental, de modo a atender as necessidades das gerações atuais sem comprometer as necessidades das gerações futuras.
De lá para cá, o conceito evoluiu. Tornou-se multidimensional, passando a abranger também as dimensões política e cultural. Atualizado, propõe que o atendimento das necessidades econômicas seja feito mediante o uso dos recursos naturais de forma racional, em um ambiente democrático, socialmente justo e culturalmente diverso.
Dessas cinco dimensões, três – a econômica, a social e a ambiental – têm sido contempladas pelas organizações empresariais comprometidas com a sustentabilidade, configurando aquilo que se vem chamando de tripple bottom line e que se traduz em três focos de ação (todos iniciados, em inglês, com a letra “P”): profit (lucro), people (pessoas) e planet (planeta). Os outros dois – a defesa de valores democráticos e o incentivo à diversidade cultural – já começam a estar presentes nas agendas dessas organizações, embora ainda de forma tímida.
Na Organização Odebrecht, as novas idéias sobre desenvolvimento sustentável surgidas nas três últimas décadas foram sendo absorvidas e fundidas aos princípios da Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO). E isso ocorreu naturalmente, sem que fossem necessárias rupturas ou grandes transformações. E foi assim porque a TEO, desde sua origem, está diretamente ligada à sustentabilidade. No livro Sobreviver, Crescer e Perpetuar, obra de referência escrita pelo fundador Norberto Odebrecht, fica demonstrado que os três verbos que dão título ao livro – e que constituem o rumo da Organização Odebrecht – só podem ser alcançados a partir da existência de bases sustentáveis, o que significa dizer: clientes, acionistas e integrantes voltados para a geração de riqueza e desenvolvimento harmônico nas sociedades em que se inserem.
Esta edição especial de Odebrecht Informa traz alguns dos projetos desenvolvidos pelas equipes da Organização relacionados às cinco dimensões da sustentabilidade. Os programas relatados são, de modo geral, realizados no entorno de obras e de empreendimentos industriais. Estão direcionados para a criação de oportunidades de trabalho e renda que potencializem as vocações econômicas regionais através da inclusão social produtiva. Destacam-se o apoio a programas educacionais; de saúde; de inserção em redes comerciais e de conhecimento; de preservação ambiental, por meio de práticas responsáveis e programas educacionais; de preservação do patrimônio cultural, através do resgate de valores artísticos e da preservação do patrimônio histórico; e de incentivo à renovação das culturas, por meio da criação de novas oportunidades para jovens talentos regionais.
Foi difícil selecionar as reportagens desta edição, dada a multiplicidade de iniciativas nos diversos negócios e países em que a Odebrecht atua. Embora muitos projetos interessantes tenham ficado de fora por falta de espaço, os que são relatados nas páginas seguintes constituem uma relevante amostra da inserção compromissada das equipes da Organização na realidade de países e regiões em que estão presentes. Pode-se dizer que essa inserção é, hoje, a principal marca da atuação social da Odebrecht, o que a leva a se constituir em uma forte indutora do desenvolvimento local sustentável, participando ativamente da busca de soluções para as questões econômicas, sociais, ambientais e culturais das regiões em que está presente.
Mapa: Principais Ações Sociais no Brasil
Mapa: Principais Ações em outros países
As cinco dimensões da Sustentabilidade na Odebrecht
• Desenvolvimento Econômico – A ação empresarial é um instrumento de geração de riqueza e desenvolvimento para clientes, acionistas, comunidades e integrantes da Organização, por meio da prestação de serviços e fabricação de produtos necessários à sociedade.
• Desenvolvimento Social – No bojo da ação empresarial são geradas oportunidades de trabalho e renda diretamente para os integrantes, fornecedores e prestadores de serviços e, indiretamente, para a população das comunidades.
• Preservação Ambiental – A geração de riquezas deve ocorrer com o uso racional de recursos naturais, tecnologias limpas e materiais reciclados, seja pelas empresas da Organização, seja por fornecedores e prestadores de serviços, buscando reduzir os resíduos e os impactos decorrentes das operações.
• Participação Política – Faz parte da ação empresarial contribuir com governos na formulação de Políticas Públicas participativas, que visem promover o desenvolvimento sustentável.
• Diversidade Cultural – Além de respeitar os usos e costumes das comunidades em que estão inseridos, os empresários da Odebrecht incentivam a integração nas empresas da Organização de pessoas de diversas origens, raças, etnias, preferência sexual, orientação religiosa e portadoras de necessidades especiais, sem que haja qualquer discriminação e privilegiando sempre o mérito.
