Sustentabilidade

Tecnologia aplicada à vida

Empresas da Organização investem em inovação tecnológica priorizando, de maneira equilibrada, desenvolvimento social, crescimento dos negócios e preservação do meio ambiente

texto: Eliana Simonetti

Sustentabilidade está na gênese da Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO). “Sempre consideramos os resultados insuficientes para nossa capacidade de inovar e de ter hábitos construtivos”, diz o fundador Norberto Odebrecht. “Além da sustentabilidade dos projetos, temos compromisso com a busca de soluções para problemas como a pobreza e a degradação dos recursos naturais”, esclarece Emílio Odebrecht, Presidente do Conselho de Administração da Odebrecht S.A. Os exemplos apresentados a seguir mostram como as empresas da Organização inovam em tecnologia, com foco no crescimento dos negócios e das comunidades, e de forma integrada à preservação ambiental.

Desde o início de sua internacionalização, em 1979, no Peru, a Odebrecht busca projetos de interesse público e solução duradoura que garantam sustentabilidade à Organização e ao país. Atualmente, uma das mais importantes obras da Odebrecht Peru é a Rodovia Interoceânica, que ligará o Acre aos portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan, no Pacífico. Será uma alternativa de escoamento da produção para a Ásia, além de proporcionar intercâmbio social e cultural. A empresa mantém uma série de projetos de formação empresarial e profissional, além de iniciativas de preservação ambiental, voltados a preparar a população para as mudanças. “Existem muitas possibilidades de negócios sustentáveis ao longo da rodovia e buscamos garantir que ela não sirva apenas para passagem de cargas”, afirma Delcy Machado Filho, que coordena as ações de Responsabilidade Social da Odebrecht Peru e também da iSur, aliança estratégica da empresa com organismos do Peru e de outros países para investimento em conservação, iniciativas geradoras de trabalho e renda e desenvolvimento.

Todas as frentes de atuação da Organização participam do esforço voltado para assegurar a sustentabilidade. No Dia Mundial da Terra, 22 de abril, foi lançada em Triunfo (RS) a pedra fundamental do Projeto de Polietileno Verde da Braskem, fábrica de plásticos de etanol de cana-de-açúcar, matéria-prima renovável. "O projeto reforça a imagem positiva do Brasil", diz o consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc.

Outra novidade resultante de pesquisa que favorece a sustentabilidade: em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), a Braskem registrou patente de telhas de fibrocimento revestidas com filme de PVC que beneficiam a construção civil. “Telhados claros, que não acumulam sujeira e reduzem o calor, resultam em conforto e economia de energia”, explica o professor Vanderley John, coautor da patente.

Inovadora na implantação do sistema construtivo de paredes de concreto com o uso de formas de alumínio no Brasil, a Bairro Novo, marca da Odebrecht Realizações Imobiliárias voltada para o segmento econômico, é um bom exemplo de como a construção civil sustentável se aplica na prática na Organização. As formas de alumínio permitem aperfeiçoar a produção das paredes de concreto, sua instalação não exige trabalhadores especializados e apresentam alta durabilidade, produzindo mínima geração de resíduos. Este sistema adota formas metálicas totalmente reaproveitáveis, sem a necessidade de recorrer ao uso de madeira, como ocorre nas construções tradicionais. Por ser um processo racionalizado, utiliza apenas insumos industrializados, que também são submetidos a controle ambiental em sua produção, potencializando o caráter sustentável do processo.

O caso da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, no Baixo Sul da Bahia, tem atraído a atenção de diversas instituições como modelo de desenvolvimento dos capitais humano, produtivo, social e ambiental fomentado pela Fundação Odebrecht. Os resultados alcançados têm sido positivos. Após quatro anos de trabalho conjunto, os 420 associados da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul (Coopalm) tornaram-se produtivos. Recebem auxílio para administrar suas finanças, a produção de palmito pupunha em cerca de 1.200 hectares e a distribuição do produto. A comunidade da Mata do Sossego, em Igrapiúna, com o apoio da Fundação, introduziu novos tratos culturais que aumentaram a qualidade, o rendimento industrial e a valorização do palmito. Resultado: a Coopalm foi reconhecida na Mostra de Tecnologias Sustentáveis do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social na categoria negócios rurais.

No Mato Grosso do Sul, mecanização e sistemas de controle da Unidade Eldorado da ETH Bioenergia preservam a qualidade da terra e elevam a produtividade. O Programa Qualificar, desenvolvido pela empresa, oferece aos jovens formação no local de trabalho. “Avançamos somando valores humanos, ambientais e econômicos, para que se possa trabalhar e viver com qualidade”, diz o Governador André Puccinelli.