Memória

Meio século de edições culturais

Patrocínio a pesquisas para o resgate cultural e para a preservação dos patrimônios histórico e artístico das comunidades completa 50 anos

texto: Karolina Gutiez

"Homenagem à Bahia Antiga", 1959: uma pequena semente de 64 páginas e 18 x 18 cm, com o registro fotográfico e textual da diversidade do casario antigo e das edificações históricas de Salvador. Cinquenta anos depois de plantada, seus frutos formam um acervo frondoso, de mais de 200 publicações, a maioria de porte bem maior.

Foi com um livro singelo em tamanho, mas rico em conteúdo, que a Odebrecht passou a contribuir para a cultura do Brasil e, posteriormente, de outros países nos quais se instalou. A obra de 1959, de autoria do escritor e crítico de arte José Valladares, foi a primeira a receber o patrocínio da Organização que, desde então, apoia pesquisas para o resgate cultural e o estímulo à preservação dos patrimônios histórico e artístico das comunidades às quais serve.

O resultado é uma coletânea farta na abrangência e heterogeneidade, na qual se podem encontrar estudos aprofundados sobre lugares como Vale do São Francisco, Trujillo, Belo Horizonte, Venezuela, Bahia, São Paulo, Arequipa, Angola, Fernando de Noronha, Equador, Ouro Preto, Salvador, Argentina...

Ou análises sobre natureza e manifestações criativas, como neoclassicismo baiano, aquarela, artesanato africano, botânica, artes decorativas do Oriente, tapeçaria, modernismo, arte sacra, música popular e erudita, fauna, escultura, fotografia, pintura, artes visuais do Nordeste brasileiro, arquitetura, serigrafia, mitologia, arte rupestre.

Ou, ainda, interpretações sobre fatos, personagens e elementos históricos: Pedro Álvares Cabral, José de Anchieta, o monetário português, Exército e Marinha brasileiros, Oswaldo Cruz, Real Biblioteca, Monteiro Lobato, Rui Barbosa, Mosteiro de São Bento da Bahia, a urbanização, Juscelino Kubitschek, a cartografia, Frei Vicente do Salvador.

Ou, finalmente, o ofício genial de artistas como Tarsila do Amaral, Tom Jobim, Carybé, Cândido Portinari, Heitor Villa-Lobos, Pierre Verger, Emanoel Araújo, Dorival Caymmi e Mário Cravo, entre outros. E de quem, com competência, fascínio e emoção, soube entender a arte brasileira, sobretudo do Nordeste, como poucos: Clarival do Prado Valladares.

O pesquisador e crítico de arte, com sua visão e orientação, teve papel fundamental na construção do acervo de edições culturais da Odebrecht. Por isso, a principal iniciativa da Organização nessa área, hoje, leva o seu nome. O Prêmio Clarival do Prado Valladares foi criado em 2003 para incentivar a pesquisa histórica e a produção editorial brasileiras. Já são quatro livros publicados sob sua chancela, duas pesquisas em curso e mais de mil trabalhos inscritos.

Esse conjunto de obras, reunido em 50 anos de apoio à cultura, tão importante, quiçá, quanto as de engenharia, reflete, com fidelidade, a diversidade das pessoas, dos países, dos projetos e do perfil da Organização na qual a Odebrecht se transformou.

Acesse (www.odebrechtonline.com.br) para conhecer as publicações que compõem o Catálogo de Edições Culturais da Odebrecht.