Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, centraliza os serviços públicos, gerando economia e mais eficiência
A Cidade Administrativa
Texto: Zaccaria Junior | Fotos: Eugênio Sávio
Em 4 de março de 2010, quando era comemorado o centenário do nascimento do Presidente Tancredo Neves, seu neto e então Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, inaugurou, em Belo Horizonte, a Cidade Administrativa Tancredo Neves, um moderno complexo de prédios cujo projeto é assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e que passa a abrigar a sede do Governo do Estado, 18 secretarias e 25 órgãos públicos.
Um levantamento realizado pela Secretaria de Planejamento do Governo e auditado pela BDO Trevisan calcula que a centralização da gestão (anteriormente a administração estadual estava espalhada em mais de 50 endereços diferentes) deve gerar, já em 2010, uma economia anual de R$ 92 milhões.
Uma caminhada pelos corredores de um dos edifícios do complexo, o Gerais, construído por um consórcio liderado pela Odebrecht, permite constatar o alto nível tecnológico da construção e dos equipamentos que serão utilizados pelos mais de 16 mil servidores públicos que ocuparão, em etapas, todo o complexo até o fim deste ano. As obras da Cidade Administrativa foram divididas em três lotes. O Gerais correspondeu ao Lote 2.
Além de sua exuberância arquitetônica, o complexo conta com avançados sistemas de iluminação, água e ventilação, uma moderna rede para transmissão de dados e demais avanços que conferem maior agilidade e confiabilidade aos procedimentos administrativos da gestão pública. “Isso se tornou possível graças ao trabalho de uma equipe formada por profissionais competentes, dedicados e unidos, com um só objetivo”, afirma Fernando Ribeiro, Diretor do consórcio liderado pela Odebrecht.
A Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves é considerada o terceiro pilar de sustentação do Plano Mineiro de Desenvolvimento Integrado (PMDI), elaborado para assegurar o crescimento econômico e o progresso social do estado no período 2003-2023. Os outros dois projetos estruturadores são o Choque de Gestão: Pessoas, Qualidade e Inovação na Administração Pública e Modernização da Receita.
A centralização da gestão deve gerar, já a partir de 2010, uma economia anual de R$ 92 milhões
Mineiro de Diamantina, “cidade do Presidente Kubitschek”, Sérgio Neves, Diretor-Superintendente da Odebrecht, afirma: “É fantástico nós, da Odebrecht, participarmos da realização deste sonho. Há tempos que não víamos esse tipo de obra por aqui”, ele diz, voltando no tempo em cerca de 70 anos, quando JK, então Prefeito de Belo Horizonte, encomendou ao jovem e já reconhecido arquiteto Oscar Niemeyer a construção do conjunto arquitetônico da Pampulha, também localizado na região Norte da capital mineira.
Niemeyer, em vídeo de divulgação do empreendimento, não poupou o saudosismo: “Tenho a impressão de que estamos voltando ao tempo de JK. Mesmo entusiasmo, mesma vontade de fazer as coisas, mesmo otimismo. Isso é que me agrada”.
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Edifício Gerais: exuberância arquitetônica e tecnologia avançada
A centralização da gestão deve gerar, já a partir de 2010, uma economia anual de R$ 92 milhões