21 de maio de 2012
Odebrecht Online
  • Home
  • Edição Impressa
  • Edição Online
  • Vídeos
  • Blog
Edição Impressa
 
MENU
  • Hoje
  • Transportes
  • Peru
  • Edificações
  • Perfil
  • Energia
  • Organização
  • Portugal
  • Petroquímica
  • Entrevista
  • Qualificação
  • Tecnologia
  • Meio Ambiente
  • Líderes
  • Saúde
  • Óleo e Gás
  • Sustentabilidade I
  • Sustentabilidade II
  • Cultura
  • Argumento por Mauro Hueb
  • Ontem
  • Complexo do Alemão
  • Editorial
  • Gente


ENERGIA
A usina toma forma
Construção da Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, prossegue em ritmo acelerado para que a geração da energia ocorra antes do prazo previsto
Construção da Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia
Texto: Luiz Carlos Ramos | Fotos: Roberto Rosa

A gigantesca barragem de concreto cresce e ganha forma no Rio Madeira, apenas um ano e meio após as primeiras escavações. Hoje 10.295 integrantes trabalham para cumprir prazos e assegurar a qualidade na construção de uma das maiores hidrelétricas do mundo: Santo Antônio, em Rondônia. À margem esquerda desse que é o maior afluente do Amazonas, o canteiro de obras e a floresta dominam a paisagem. À margem direita, está Porto Velho, a cidade que cresce e se valoriza com o pulsar da futura usina.

A conclusão da obra deverá ocorrer em 2015, mas a previsão é de que no fim de 2011 a primeira das 44 turbinas comece a gerar energia. A usina terá uma potência instalada de 3.150 MW. A energia será distribuída não só aos estados do Norte; chegará também a outras regiões por meio da futura linha de transmissão de Porto Velho a Araraquara (SP), onde ocorrerá a integração com o Sistema Brasileiro.

Aproveitamento do Rio Madeira
Em 2001, quando o Brasil enfrentava uma crise de energia elétrica, a Odebrecht iniciou estudos que indicavam a possibilidade de construção de quatro usinas para o aproveitamento energético do Rio Madeira. O engenheiro José Bonifácio Pinto Júnior, com um extenso currículo de participação em obras hidrelétricas e hoje Diretor-Superintendente da Odebrecht Energia, está no projeto desde aquela época. “As obras de Santo Antônio começaram em setembro de 2008 e prosseguem em ritmo impressionante, o que nos anima a confirmar os prazos estabelecidos.”

A licença ambiental para a Usina Santo Antônio foi expedida em julho de 2007. Cinco meses depois, o Consórcio Madeira Energia, liderado pela Odebrecht e por Furnas, ofereceu a menor tarifa média pela energia a ser gerada e, assim, venceu o leilão de concessão da usina. Foi constituída a empresa Santo Antônio Energia para operar a usina por 30 anos. Para a construção, foi contratado o Consórcio Construtor Santo Antônio (CCSA), liderado pela Odebrecht e formado também pelo Consórcio Santo Antônio Civil (Odebrecht e Andrade Gutierrez), Gicom – Grupo Industrial do Complexo do Rio Madeira (Alstom, Bardella, Voith Siemens, Andritz e Areva) e tendo a Odebrecht na montagem eletromecânica. O CCSA é o maior empregador da Região Norte, o 42º do Brasil.

A construção de uma usina em um dos principais rios da Amazônia, junto à floresta, requer soluções especiais. A escolha das turbinas do tipo bulbo, por exemplo, assegura que o meio ambiente não sofrerá impacto mais significativo com a obra. Serão alagados apenas 217 km2, dos quais 164 km2 serão da própria calha do rio. A música de Sá, Rodrix e Guarabyra, com o verso “O sertão vai virar mar, dói no coração”, referia-se à Usina de Sobradinho, construída no Rio São Francisco, na Bahia, de 1973 a 1979, e que inundou 4.214 km2. Algumas famílias moradoras da região afetada já ocupam um assentamento preparado pelo Consórcio Santo Antônio; outras receberam compensação financeira.

Mário Lúcio Pinheiro, Diretor de Contrato e responsável pelas obras civis do Consórcio Santo Antônio Civil, mineiro de Uberaba, mora em Porto Velho com a família desde 2008. Em seu escritório, repleto de mapas e cronogramas, ele ressalta o peso decisivo da união e do espírito de equipe: “Lidar com a diversidade de culturas exige olho no olho, diálogo franco. O maior desafio não é a construção de uma usina, mas, sim, a construção de uma unidade. Temos de trabalhar em união”.

Os trabalhos, que se realizam diuturnamente, com pausa apenas aos domingos para revisão dos equipamentos, desenvolvem-se às duas margens do rio. As prioridades no momento são as obras da casa de força da margem direita, para assegurar energia no fim do próximo ano, e do vertedouro à margem esquerda, que permitirá, em um ano, o desvio do Madeira.

Luiz Gabriel Todt de Azevedo, da Odebrecht Energia, responsável pela área de Sustentabilidade, destaca o papel da Usina Santo Antônio no crescimento socioeconômico da região, combinado com a defesa do meio ambiente. Ele relata que o consórcio tem ido muito além de atender pré-requisitos legais ou de mitigar impactos: “Nossa meta é promover ganhos sociais e econômicos para as comunidades da região, além de garantir oportunidades reais para a conservação ambiental”. Em fevereiro, em um seminário em Washington, nos Estados Unidos, Luiz Gabriel enfatizou: “O Brasil tem condições de provar que aprendeu com o passado e que pode estabelecer Santo Antônio como um marco de desempenho socioambiental para a futura exploração do potencial energético dos rios da Amazônia”.

A Odebrecht decidiu pôr em prática, em Santo Antônio, uma iniciativa inédita no Brasil e rara em outros países: a estimativa de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Luiz Gabriel explica: “Trata-se de uma ação voluntária. Não existem metodologias prontas para a estimativa de emissões em grandes obras de infraestrutura, como usinas. Assim, desenvolvemos uma metodologia própria”. A estimativa refere-se às emissões do conjunto de atividades envolvidas na implantação do empreendimento – obras civis e montagem. Foram identificadas as principais fontes de emissão e quantificados seus impactos. O estudo mostrou que, em Santo Antônio, a maior parte das emissões é proveniente do consumo de combustíveis para máquinas e equipamentos. A partir dessa conclusão, medidas para reduzir as emissões estão sendo tomadas.

Um projeto do porte da construção de Santo Antônio teria de contar com um grande efetivo de trabalhadores qualificados. Ao mesmo tempo, seria necessário integrar a população local. A partir dessas duas certezas, nasceu, em janeiro de 2008, o Programa de Qualificação Profissional Continuada – Acreditar. Dos 10.295 trabalhadores mobilizados na obra, quase 98% (10.063) são provenientes do programa. Eles ganharam uma nova profissão, o que significa inclusão social e qualidade de vida.

Antônio Cardilli está na Odebrecht há 30 anos. Aos 47 anos, esse barrageiro coleciona pedras das usinas em que esteve: seis. “Esta é daqui”, aponta para uma pedrinha cinzenta. Ele começou na Organização aos 17 anos e acredita ter atingido a fase mais gratificante. “Cheguei aqui em 14 de janeiro de 2008 para montar o escritório.” Gerente Administrativo e Financeiro da obra, Cardilli é o idealizador e coordenador do Programa Acreditar, que em dois anos capacitou 25 mil profissionais de Rondônia, dos quais mais de 10 mil trabalham na Santo Antônio. São pedreiros, carpinteiros, armadores, vibradoristas e motoristas, entre outros especialistas. A partir de Rondônia, o programa se espalhou pelo Brasil e já começa a ser implantado em obras no exterior.

"Lidar com a diversidade de culturas exige olho
no olho, diálogo franco"Mário Lúcio Pinheiro

Rubens Gonçalves da Silva, o Rubinho, é de Maringá (PR), mora em Porto Velho há oito anos e foi um dos primeiros formados no Acreditar. Hoje é motorista de veículo leve. “Antes, eu andava de bicicleta e não tinha perspectiva. Com meu novo trabalho, melhorei de vida e consegui que minha filha, Edivânia, concluísse o curso de Administração de Empresas.”

A construção da Usina Santo Antônio tem a participação marcante das mulheres, que representam mais de 10% do total de trabalhadores no projeto – um recorde, já que, em geral, em obras de construção pesada no Brasil, esse percentual não passava de 2%. Elissandra Regina Cavalcanti passou pelo Acreditar. Ela opera escavadeira hidráulica. Elissandra, 33 anos, a Nenê, é de Porto Velho, foi jogadora de futebol do São Paulo e da seleção brasileira, e disputou a Olimpíada de Sydney, em 2000. “Gosto de desafios”, diz. “Acho bonito uma mulher trabalhar em funções que eram só de homens. No futebol e aqui.” Arlenicen Batista Gomes, 38 anos, goiana, formou-se carpinteira no Acreditar em 14 de junho de 2009. Viúva, tem sete filhos. “Minha vida era sofrida, mas se transformou.” Seu filho mais velho, de 16 anos, já está no Acreditar Júnior.

O Acreditar Júnior é filho do Acreditar. É um programa destinado a adolescentes de 14 a 17 anos, filhos de integrantes do Consórcio Santo Antônio Civil. Eles mantêm seus estudos nas escolas e frequentam aulas dos cursos básico e técnico, este em parceria com o Senai. Mais de 400 garotos ganharam uniforme, mochila e apostilas. Cada um recebe meio salário mínimo por mês e faz um exercício de cidadania. Geisiele Gonçalves, 15 anos, filha do motorista Rubinho, está no Acreditar Júnior. “Ainda vou trabalhar na obra da usina!”, diz.

Só de carne, são 4 t por dia. O café da manhã é para 6 mil pessoas; almoço para 6 mil; jantar, para 4 mil; lanche, para 3.300. Na cozinha, 225 integrantes cuidam da preparação dos alimentos e da limpeza

Alimentar mais de 10 mil trabalhadores é um desafio para Hédio Perdomo, Gestor do Negócio Alimentação, responsável pela cozinha que fornece as refeições nos três restaurantes do canteiro de obras. “Uma pesquisa apontou que 98% dos trabalhadores estão satisfeitos com a comida”, afirma Hédio, que tem em sua equipe 230 pessoas, das quais cinco são nutricionistas. Carioca, Hédio trabalhou na Marinha do Brasil e está na Odebrecht desde 1982. “Procuramos garantir proteínas, como carne bovina e de frango, além de arroz, feijão”, ele diz. “Só de carne, são 4 t por dia.” O café da manhã é para 6 mil pessoas; almoço para 6 mil; jantar, para 4 mil; lanche, para 3.300. Na cozinha, 225 integrantes cuidam da preparação dos alimentos e da limpeza, sempre impecável.

Só de carne, são 4 t por dia. O café da manhã é para 6 mil pessoas; almoço para 6 mil; jantar, para 4 mil; lanche, para 3.300. Na cozinha, 225 integrantes cuidam da preparação dos alimentos e da limpeza

O economista Valdemar Camata Júnior, do Espírito Santo, morador de Rondônia há 30 anos, Gerente de Relações Institucionais do Consórcio Construtor Santo Antônio, assinala: “Rondônia teve vários ciclos, o da borracha, o da construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré, o do garimpo, o da chegada da agropecuária. Agora é o ciclo da energia. Já tem havido grande evolução com as obras de Santo Antônio. Com a energia, será possível a este jovem Estado crescer muito mais na indústria, no comércio, no turismo”.
Galeria de Fotos
  • Construção da Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia
    Construção da Hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia
  • Atividade do módulo prático do Programa Acreditar
    Atividade do módulo prático do Programa Acreditar
  • Barco no Rio Madeira leva trabalhadores para o canteiro de obras
    Barco no Rio Madeira leva trabalhadores para o canteiro de obras
  • Equipe em ação no erguimento da barragem
    Equipe em ação no erguimento da barragem
  • A cozinha do canteiro de obras: fornecimento de comida para três restaurantes
    A cozinha do canteiro de obras: fornecimento de comida para três restaurantes



  • Imprimir
  • Enviar por e-mail
  • Fale com o editor
Arquivo



Navegue pelas edições anteriores desde a edição nº 01 da revista Odebrecht Informa:
  • Acesse o acervo
  • Concurso "Conte a sua
    História na Odebrecht"

  • Relatório Anual 2009
  • Inclusão Social Produtiva
  • 40 Anos Fundação Odebrecht
  • 10 Anos Odeprev
  • 60 Anos Edição Especial
  • Fale com o editor
  • Expediente
  • Twitter
  • RSS