21 de maio de 2012
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ORGANIZAÇÃO
Inovador e sustentável
Construído com materiais renováveis, novo auditório do Edifício-Sede da Odebrecht em Salvador adota critérios de uso racional da água e da energia
O novo auditório: espaço para 300 pessoas e padrão internacional de sustentabilidade
Texto: Rodrigo Villar | Foto: Almir Bindilatti

O novo auditório do Edifício-Sede da Organização Odebrecht em Salvador é sinônimo de sustentabilidade e inovação. Com espaço para 300 pessoas, salas multifuncionais, restaurante e heliponto, segue o padrão estabelecido pela certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), emitida pelo United States Green Building Council (USGBC), organização não governamental de origem norte-americana responsável por impulsionar o desenvolvimento da indústria de construção civil sustentável em todo o mundo.

Para buscar a certificação, a equipe da obra teve de assegurar que o novo auditório cumpriria diversos critérios, entre eles o uso racional da água e da energia, o controle das emissões atmosféricas e a utilização de materiais renováveis na construção.

A utilização da água é toda otimizada. Água da chuva, do lavatório, da cozinha e da condensação do ar condicionado são reutilizadas nos vasos sanitários, na irrigação e na lavagem de piso. Há ainda uma melhora na eficiência energética. Com o uso de vidros especiais e de iluminação por sensor, entre outros recursos, ocorre uma redução de 20% no consumo de energia. Outra novidade é a utilização de um novo método dinamarquês para a construção de lajes (Bubbledeck), o qual reduz o uso de cimento entre 35% e 50%.

Além da diminuição do impacto ambiental e da emissão de carbono em até 35%, há a redução dos custos de energia (40%), de água (50%) e de manutenção (30%). Toda essa economia, somada, ao longo de sete anos, em média, possibilita o retorno total dos investimentos para as construções dentro do conceito verde.

“A obra custou aproximadamente 5% a mais do que o valor de um prédio normal”, informa Henrique Paixão, Diretor de Contrato responsável pela obra. “No entanto, além de recuperar esse investimento em pouco tempo, vamos racionalizar os recursos ambientais e influenciar as pessoas a desenvolverem uma consciência mais sustentável.”


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