Programa incentiva o desenvolvimento de novas tecnologias nos canteiros de obra
Molhe do Porto de Rio Grande
Texto: Júlio César Soares | Foto: Dario de Freitas
Criado em 2008 pela equipe de Planejamento Tributário da Odebrecht em parceria com a área de Apoio a Engenharia, o Programa Odebrecht de Inovação Tecnológica (POIT) busca identificar projetos nos canteiros de obra que desenvolvam novas tecnologias no processo de construção. Sua base foi a Lei 11.196/2005, que instituiu benefícios fiscais às empresas que gerassem inovação dentro de seu ciclo de desenvolvimento. Dos 60 projetos analisados pelo POIT até agora, 10 conseguiram renúncia fiscal.
A sequência de procedimentos é esta: identificado, o projeto é enviado para a área de Apoio a Engenharia que, junto com a empresa de consultoria Pieracciani, analisa a viabilidade de renúncia fiscal baseada na lei. “A recepção do programa é sempre positiva e considerada uma valorização da área de engenharia”, conta Valter Pieracciani, Diretor da consultoria.
“O custo dessa pesquisa é pago pelo incentivo recebido no final”, explica Hélio Guimarães, ex-integrante da Odebrecht e hoje consultor da Guimarães e Sieiro. Carlos Hermanny, Responsável por Gestão Corporativa na Odebrecht Infraestrutura, destaca a importância da inovação para a engenharia e enfatiza: “O desafio é fazer com que o programa extrapole os canteiros, indo para todas as áreas da empresa”.
Uma das obras que obteve renúncia fiscal graças ao POIT foi o prolongamento dos molhes do Porto de Rio Grande (RS). A necessidade de sondagem do subsolo marinho levou a equipe da Odebrecht a construir um equipamento capaz de realizar esse trabalho, pois esse tipo de tecnologia não existe no Brasil e a importação é de alto custo. “Formamos um comitê com integrantes e consultores para avaliar a execução desse projeto, chamado Essal. Depois disso, soubemos do POIT e decidimos participar”, conta Marcos Pitanguy, Gerente Operacional da obra. “Olhando hoje é algo extraordinário, a oportunidade de inventar algo, e isso nos deixa extremante orgulhosos”, diz. José Luiz Menezes, Gerente Administrativo e Financeiro da obra, salienta que a motivação vai muito além do benefício fiscal. “A possibilidade de gerar conhecimento é o que nos motiva a buscar a inovação.”
O orgulho não é para menos: o Essal está prestes a ganhar patente, outra vantagem para quem participa do POIT. “É mais do que um incentivo fiscal. O propósito é colocar a inovação no dia a dia do contrato, estimulando a prática”, diz Dante Venturini, Diretor de Engenharia da Odebrecht Infraestrutura.
Galeria de Fotos
Molhe do Porto de Rio Grande
Dante Venturini, Regina Rivas Beltran, advogada da área de Planejamento Tributário da Odebrecht, Carlos Hermanny e José Gomes da Silva, Gerente Comercial da área de Gestão Corporativa da Odebrecht Infraestrutura: trabalho sinérgico para incentivar inovações tecnológicas