20 de junho de 2013
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ÓLEO E GÁS
Um mar de criatividade
Projetos de financiamento para construção de sondas de perfuração obtêm reconhecimento internacional
A Norbe VIII
Texto: Marcus Neves

No início de 2008, quando a turbulência na economia mundial ainda não mostrara sua face, a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) conquistou, em licitação realizada pela Petrobras, contratos para afretamento e operação, por 10 anos (a partir de 2011), de dois navios de perfuração, batizados de Norbe VIII e Norbe IX. Em maio de 2008, foram assinados os contratos com a Petrobras e com o estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering Co., Ltd. (DSME), da Coreia do Sul. Imediatamente, teve início a estruturação do financiamento para a construção das embarcações. Mas em setembro, quando seria realizado o road show para apresentação do projeto às instituições que viabilizariam o empréstimo, aconteceu a quebra do banco americano Lehman Brothers, o que provocou uma crise de confiança que se espalhou pelo mercado financeiro mundial, resultando no maior abalo da economia mundial nos últimos 80 anos.

Marco Rabello, Diretor de Operações Estruturadas da OOG, relembra: “Isso nos obrigou a modificar nosso projeto, a fim de aumentar a liquidez da operação, atraindo instituições financeiras. E, em vez de negociar com duas instituições que seriam as âncoras da operação, tivemos de fazer um trabalho quase individualizado em 19 bancos e duas ECAs (agências estatais de crédito a exportações)”. Uma das medidas tomadas pela OOG foi buscar o apoio do Giek e do Korean Eximbank (duas agências de crédito à exportação, da Noruega e da Coreia do Sul, respectivamente), que trariam garantia e empréstimo para o projeto. Outros ajustes incluíram a redução do prazo do financiamento e o acréscimo da taxa de juros. O resultado foi a aprovação firme de 12 dos 19 bancos e das duas ECAs.

“Isso significa que um bom projeto sempre acaba obtendo financiamento. E a Norbe VIII e a Norbe IX são a prova disso”, completa Helena Ramos, Gerente de Operações Estruturadas da OOG, que participou das negociações juntamente com Marco Rabello.

A qualidade da engenharia financeira desses project finances levou a OOG a receber premiações de quatro publicações especializadas no mercado financeiro internacional: as revistas PFI – Project Finance International (publicação da agência de notícias Reuters), Project Finance and Infrastructure Finance e Trade Finance (publicações da Euromoney) e Latin Finance.

Início de operação em 2011
A Norbe VIII começou a ser construída em 22 de julho de 2009, foi lançada ao mar no dia 28 de março de 2010 e sua entrada em operação no Brasil está prevista para maio de 2011, segundo Pedro Mathias, Diretor de Contrato, que coordena a construção das embarcações no estaleiro da DSME, na Coreia do Sul. A Norbe IX começou a ser construída em 10 de novembro de 2009 e será lançada à flutuação em julho deste ano, devendo entrar em operação em agosto de 2011.

Herculano Barbosa, Diretor-Superintendente de Operação de Sondas da OOG, assinala que as duas embarcações terão capacidade de perfurar poços de até 10 mil m de profundidade, em lâmina d’água de até 3 mil m. “O mérito da nossa equipe foi ter conseguido incorporar todos os requisitos técnicos do cliente, evitando modificações posteriores no escopo do projeto, o que possibilitou irmos ao mercado buscar o valor exato do financiamento”, observa Herculano.

Os 12 bancos e as duas ECAs participantes da operação de financiamento das Norbes VIII e IX:
• Bancos: Santander, Société Générale, BNP Paribas, Banco do Brasil, Banco Espírito Santo, Banco Caixa Geral, Calyon, HSBC, NIBC, ING, West LB e CIC.
• Agências: Korean Eximbank e Giek/Eksportfinans.

A construção e operação de sondas de perfuração como a Norbe VIII e a Norbe IX faz parte da estratégia de crescimento da empresa e consolida os 30 anos de pioneirismo offshore alcançados em 2009 pela Organização Odebrecht, que começou a atuar no setor por intermédio da Odebrecht Perfurações Ltda. (OPL).
Galeria de Fotos
  • A Norbe VIII
    A Norbe VIII
  • A partir da esquerda, Herculano Barbosa, Helena Ramos e Marco Rabello: engenharia financeira de alta qualidade
    A partir da esquerda, Herculano Barbosa, Helena Ramos e Marco Rabello: engenharia financeira de alta qualidade



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