09 de fevereiro de 2012
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SUSTENTABILIDADE I
Um apoio a quem soube dizer "bem-vindos"
Programa estimula o crescimento das cidades nas quais a ETH atua
Irene do Carmo: “Os cidadãos conhecem a cidade e sabem do que ela precisa”
Texto: Guilherme Oliveira | Fotos: Karina Burigo

Nova Alvorada do Sul (MS), tem 19 anos de independência. Antes distrito de Rio Brilhante, a jovem cidade de 12 mil habitantes encara o desafio de estruturar os pilares que a conduzirão a um futuro sustentável. Foi neste cenário que a ETH chegou ao município, por meio da implantação da Unidade Santa Luzia, produtora de etanol e energia elétrica, em 2008. Juntos, governo e empresa ganharam forças para partir em busca do crescimento. Só faltava convocar um importante jogador para essa equipe começar a correr: a própria comunidade sul-nova-alvoradense. O nome do time? Programa Energia Social para a Sustentabilidade Local.

“O Energia Social tem como objetivo promover ações e projetos que estimularão o desenvolvimento da cidade, buscando a qualidade de vida e com a premissa de não ser assistencialista”, esclarece Carla Pires, Responsável por Sustentabilidade na ETH. O programa, que conta com o apoio da ONG 5 Elementos, um instituto de educação ambiental, abrange cinco municípios em três estados: além de Nova Alvorada do Sul, também participam Cachoeira Alta e Caçu, em Goiás, e Teodoro Sampaio e Mirante do Paranapanema, em São Paulo. Para cada cidade foi constituída uma estrutura de gestão participativa, composta de representantes do governo, da comunidade e da empresa, com quatro temas: Educação; Cultura; Atividades Produtivas; e Saúde, Segurança e Preservação Ambiental.

Segundo Irene do Carmo, integrante da Comissão de Educação do programa em Nova Alvorada do Sul, o modelo caminha para o sucesso. “Os cidadãos conhecem a cidade e sabem do que ela precisa”, diz. A Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação conta que os próprios membros das comissões precisam se capacitar. “Às vezes olhamos para uma carência da cidade e queremos resolvê-la na hora. Somos treinados para pensar no futuro.”

Carla Pires explica que o programa tem três etapas: implantação, consolidação e avaliação. Nesta primeira fase, ela salienta, é essencial capacitar a comunidade para que ela entenda conceitos de sustentabilidade. “Os projetos devem se perpetuar e se tornar independentes da participação da empresa. A ETH se vê como indutora da organização da comunidade para definir ações e investimentos na promoção do desenvolvimento local.”

Todos os membros das comissões assistem a palestras e filmes, e participam de reuniões para absorver essa cultura em eventos que são, inclusive, abertos a toda a comunidade. Referências como a Carta da Terra, Objetivos do Milênio e Agenda 21 – compromissos globais de sustentabilidade – regem o aprendizado. “Essas cinco cidades são muito parecidas e muito diferentes. Igualmente carentes, mas com características únicas. Por isso, a participação da população é essencial neste momento”, argumenta Carla.

Camila Guerbas representa a Unidade Santa Luiza na Comissão de Saúde, Segurança e Preservação Ambiental. Paulista de Rio Preto, mora em Nova Alvorada do Sul desde os 20 dias de vida. “A gestão deste projeto é especial e mostra como a ETH é parceira dos municípios. Poderíamos simplesmente realizar doações, mas perderíamos a oportunidade de fazer algo muito mais significativo nessas cidades.”

As Comissões Temáticas se reúnem semanalmente para debater prioridades, identificar oportunidades e elaborar projetos e ações que serão remetidos à análise do Conselho Comunitário, também formado por integrantes da Prefeitura, da população e da ETH. Márcio França, Secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente de Nova Alvorada do Sul e membro do Conselho, indica os próximos passos: “Escolheremos os projetos que se mostrarem sustentáveis e partiremos para a implantação. Poderemos, por exemplo, capacitar os moradores para atuar no setor de serviços, como gastronomia e hotelaria.”

Irene do Carmo sabe que tem muito trabalho pela frente. Ela precisa se desdobrar para, além de suas atividades normais, acompanhar todas as reuniões e trabalhar no desenvolvimento dos projetos. “É muito puxado e cansativo, mas logo veremos uma nova cidade. Quando o programa der frutos, estarei aqui para comemorar.”
Galeria de Fotos
  • Irene do Carmo: “Os cidadãos conhecem a cidade e sabem do que ela precisa”
    Irene do Carmo: “Os cidadãos conhecem a cidade e sabem do que ela precisa”
  • Márcio França, Secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente
    Márcio França, Secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente



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