Ao oferecer oportunidades de crescimento para seus integrantes, Odebrecht tem reconhecimento crescente no país
Integrantes da Odebrecht México: confiança nos jovens
Texto: Leonardo Maia | Fotos: Roberto Rosa
Pelo terceiro ano consecutivo, a Odebrecht México conquistou o título de Empresa Socialmente Responsável conferido pela Aliança Responsabilidade Social (AliaRSE) e pelo Centro Mexicano para a Filantropia (Cemefi). Ao colocar a gestão socialmente responsável em sua estratégia de negócio, a empresa também assegurou lugar, pela segunda vez, na lista das “100 Melhores Empresas para se Trabalhar”, resultado de pesquisa realizada pelo Great Place to Work Institute, que mede a qualidade do ambiente de trabalho e a força da cultura organizacional.
Segundo Luis Weyll, Diretor-Superintendente da Odebrecht no México, os prêmios são fruto, sobretudo, da importância que a empresa dá aos integrantes e ao relacionamento com a comunidade. “A prática da Tecnologia Empresarial Odebrecht nos proporciona uma gestão diferenciada, que se evidencia na maneira como nossas equipes atuam e se relacionam entre si, e em como lidamos com as comunidades, os sindicatos e outras instituições. Tudo isso e a nossa preocupação com a segurança e com os aspectos sociais e ambientais criam uma base para o crescimento sustentável.”
Nos dois projetos que a Odebrecht executa no país – a modernização e ampliação da Refinaria General Lázaro Cárdenas del Río para a Petróleos Mexicanos (Pemex), em Minatitlán, e o Projeto Hidroagrícola de Michoacán, para o Governo do Estado de Michoacán -, a qualificação de trabalhadores recebe especial atenção. “O México está se tornando um polo formador de pessoas também para outros mercados. Os profissionais daqui têm qualificação semelhante à do Brasil”, salienta Luis.
Destaque nesse contexto, a obra de Michoacán conta hoje com 15 integrantes que participaram do programa Jovem Parceiro. Eles estão empenhados em um projeto com forte cunho social e que levará água para uma região que sofre com a escassez de chuvas. Uma represa e dois canais irrigarão as terras da região. Ajudar nesse processo é motivo de orgulho para Evaristo Martinez, engenheiro de 25 anos. “A água beneficia diretamente a sociedade. A satisfação das pessoas é notória; elas nos oferecem frutas como agradecimento pelo nosso trabalho.” Há um ano e meio na Odebrecht, Evaristo pretende fazer carreira na empresa. “Aqui o jovem é tratado com confiança, o que só aumenta a nossa responsabilidade. Se houvesse mais confiança no jovem mexicano, tenho certeza de que o país estaria melhor. Nós nos sentimos donos do negócio”, afirma.
A economista Tzitziki Del Vale, também de 25 anos, fala com brilho nos olhos sobre o trabalho que desempenha em Michoacán. “Este é um dos projetos mais importantes do país e é a primeira oportunidade de trabalho de quase todos os jovens parceiros que estão aqui. Moro no acampamento, de segunda e sexta, convivendo com pessoas diferentes que têm em comum a vontade de crescer. Para mim, não é só trabalho, é onde eu vivo, encontro amigos e crio afinidades”, diz Tzitziki.
Com planos ambiciosos para o futuro, o engenheiro Álvaro Monroy, 28 anos, atua na obra de Minatitlán. Ele se surpreendeu já na entrevista em grupo de que participou, durante uma seleção dinâmica e pouco comum no México, e também quando o então Diretor-Superintendente no México, Miguel Peres, o chamou pelo nome no segundo dia de entrevistas. “Eu era o interessado e não me lembrava do nome dele! Isso me chamou a atenção e mostrou como a empresa valoriza as pessoas. Percebi logo que essa era uma empresa para se fazer carreira.” Em excelente português, com pouquíssimo sotaque, Álvaro revela um de seus sonhos: trabalhar no Brasil. “Coloquei o aprendizado do português como meta. Quando entrei, vi que a empresa era bastante internacionalizada, então passei a estudar a língua. Hoje meu alvo principal é o Brasil”, afirma.
Base para o crescimento
Crescimento é palavra de ordem na Odebrecht México, que mira algumas áreas para transformar o mercado em um dos mais importantes para a empresa na América Latina. Investimento em pessoas é prioridade. “Nossos jovens estão comprometidos e a adesão à cultura da Odebrecht é grande. A formação de pessoas dará a base para o crescimento. Queremos nos transformar em um mercado maduro já em 2012, atuando como empresa local”, ressalta Luis Weyll.
A busca pela maturidade ocorre no momento em que a Odebrecht México chega à maioridade, com 18 anos de atuação. Nessa história, obras como a represa de Los Huites se transformaram em símbolos do país. “O México está vivendo uma nova etapa. É uma das duas maiores economias da América Latina, mas só tem uma participação de 2% na pauta de exportações do Brasil. É uma economia de US$ 1 trilhão, próxima da dos Estados Unidos, que gera um mercado bastante atrativo para a atuação das várias empresas da Odebrecht”, acrescenta Luis.
O maior investimento da Braskem no exterior é justamente no México, o Etileno XXI, projeto petroquímico de US$ 2,5 bilhões, em Veracruz. Controladora do empreendimento, com 65%, a Braskem terá como sócia a mexicana Idesa. A operação deve começar em 2015, com produção de 1 milhão de t/ano de eteno e polietilenos. “Temos uma relação sinérgica com a Braskem e com a Odebrecht Engenharia Industrial. Estamos somando esforços em prol do todo. Não podemos ser apenas construtores, agora somos investidores e queremos viabilizar projetos para o país”, afirma Luis Weyll.
Para o triênio 2010-2012, o foco da Odebrecht é em projetos integrados nas áreas de água e energia. Um nicho de mercado que atende às necessidades urgentes de estados como México, Michoacán, Veracruz, Campeche e Tamaulipas. “Nosso plano é conquistar espaço nos estados federativos. Faremos parcerias com as médias empresas e entregaremos soluções com estruturação financeira”, afirma Luis. “Hoje, 90% da matriz energética do país é dependente do petróleo. O Governo mexicano tem planos de alterar para 40% renovável. Projetos desse tipo terão incentivos especiais”, destaca.
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Integrantes da Odebrecht México: confiança nos jovens
A qualificação de trabalhadores recebe especial atenção
Luis Weyll, Diretor-Superintendente da Odebrecht no México