18 de maio de 2013
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PETROQUÍMICA
Do monitor para a realidade
Nova ferramenta tecnológica permite que o desenho de plantas petroquímicas seja feito em 3D. Unidade de Paulínia foi a pioneira
Texto: Júlio César Soares | Fotos: Ricardo Chaves

José Carlos Aversa e Gilberto Yoshida não conseguem esconder o entusiasmo. “Você vê a obra pronta, pode andar por ela e discutir com os parceiros”, diz Aversa, Diretor de Contrato da Odebrecht Engenharia Industrial na construção da planta de Eteno Verde da Braskem em Triunfo (RS). “É possível ver cada uma das interferências no projeto; se uma tubulação atravessa a outra, se existe fiação subterrânea”, acrescenta Yoshida, que atuou como Coordenador de Engenharia da Odebrecht Engenharia Industrial nas obras da unidade de polipropileno da Braskem em Paulínia (SP), inaugurada em 2008. Eles estão se referindo a uma nova ferramenta tecnológica chamada Smartplan, um software que permite que o desenho das plantas seja feito em 3D (três dimensões): edifícios, tubulações, toda a parte elétrica e de água e esgoto, tudo.

A planta de Paulínia foi a primeira obra do Brasil a ter seu projeto desenhado com essa nova ferramenta Smartplan, um programa da empresa norte-americana Intergraph, distribuído no Brasil pela empresa Sisgraph e utilizado no desenho das plantas pela Genpro Engenharia, parceira da Odebrecht no projeto. Gilberto Yoshida explica que o ganho de tempo com o Smartplan é de cerca de quatro meses em relação aos métodos anteriores. “O benefício vai além do visual”, ele argumenta. “Com o Smartplan, você tem um banco de dados de peças e equipamentos a seu dispor, renovado a cada contrato.”

Concluído em abril, o projeto de detalhamento da Planta de Eteno Verde da Braskem em Triunfo foi o segundo contrato a utilizar a ferramenta. “Hoje os projetistas assimilaram o programa e já detêm maior conhecimento”, diz José Carlos Aversa. Segundo ele, uma das principais vantagens do Smartplan é a possibilidade de visualização do projeto antes mesmo de a primeira estaca ser
fincada.

Há três anos atuando em contratos da Odebrecht Engenharia Industrial, Eduardo Turchet, Responsável por Engenharia nas obras da planta de Eteno Verde, conhece projetos desenhados em duas dimensões apenas dos trabalhos da faculdade, concluída por ele recentemente. Desde que entrou na empresa, só trabalhou com ferramentas em 3D. “Em 2D, você imagina o projeto, enquanto, com o Smartplan, você tem a visão espacial dele, trabalha nas eventuais interferências de forma mais eficaz.”

O próximo projeto desenhado em 3D através do Smartplan será o da unidade de resinas PVC da Braskem que será construída no Polo Industrial de Marechal Deodoro, em Alagoas.


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