A busca do equilíbrio entre a vida familiar e a carreira marca a história de vida da psicóloga Ludmila
Ludmila com Maria Eduarda e Pedro
Texto: Fabiana Cabral | Fotos: Américo Vermelho
Como conciliar as atividades pessoais e profissionais e sentir-se realizada? São perguntas que muitas mulheres, que se dividem entre o trabalho e a casa, fazem a si mesmas todos os dias.
Ludmila Marques Lavigne, 31 anos, psicóloga, Responsável por Pessoas e Responsabilidade Social da Odebrecht Óleo e Gás (OOG), enfrenta e supera esse desafio por meio de pactos familiares e profissionais. O diálogo foi fundamental para que ela e seu marido Eduardo (também integrante da OOG) pudessem ultrapassar obstáculos e se adaptar às mudanças.
“Quando entrei na Odebrecht, eu e Eduardo fizemos um acordo: iríamos enfrentar sacrifícios para crescermos profissionalmente”, relembra Ludmila.
Em 2003, acompanhando o marido – que trabalhava em uma empresa parceira da Construtora Norberto Odebrecht –, Ludmila se mudou de Salvador para Macaé, no litoral do Rio de Janeiro. Oito meses depois, ingressou na Organização com a missão de estruturar a área de Pessoas e promover a capacitação dos integrantes na Base Macaé da Odebrecht.
Até o fim de 2006, mais de mil integrantes tinham recebido certificações de qualificação profissional. Nesse período, com a criação da OOG, Ludmila assumiu um programa no Rio de Janeiro. “Foi muito gratificante acompanhar o crescimento da empresa. Quando cheguei ao escritório éramos quatro pessoas e hoje somos quase 40.”
Quando iniciou o trabalho no escritório da OOG, a filha mais velha, Maria Eduarda, tinha apenas 5 meses. E quando se mudou para o Rio de Janeiro, a menina estava com 9 meses. Eduardo continuou trabalhando em Macaé. “Tudo era novo para mim. Tinha acabado de ser mãe e vivia em uma cidade diferente, longe da família. Passei a me sentir muito desafiada”, conta.
Mesmo no Rio, durante um ano, Ludmila se dividia entre o trabalho no escritório e em Macaé, no Projeto Escola em Ação, que ajudou a implantar. Sua filha tinha matrículas ativas em creches das duas cidades. “Chegou a acontecer de Maria Eduarda frequentar as duas creches no mesmo dia”, relata.
Ludmila, porém, afirma que teve e tem grandes parceiros. Segundo ela, os pactos são baseados na transparência e no diálogo. Por isso, todas as decisões são compartilhadas, sem medo. “Meus líderes anteriores, Eli Cruz e Ricardo Rocha; meu líder atual, José Claudio Grossi; as diretoras das creches, as duas ajudantes de casa, meus pais e meu marido – eles são meus grandes parceiros”, salienta. “Encaro a mobilidade, a distância e a conciliação dos papéis de esposa, mãe e profissional como um desafio diário e entendo que todo desafio implica sacrifícios. Mas gosto desta adrenalina e sei que os benefícios são muito grandes.”
Eduardo já trabalhou em Macaé e em Mossoró (RN), e, recentemente, voltou para o Rio. Mas Ludmila sabe que isso pode ser temporário. “Ele está aqui agora, mas amanhã pode ir trabalhar em qualquer lugar. Será mais uma superação”, comenta, sorrindo.
Os planos de ter o segundo filho foram mantidos, e hoje Maria Eduarda tem 4 anos e Pedro, 1 ano e 4 meses. Sempre que possível, a família está reunida.
Atualmente, Ludmila quer contribuir no processo de disseminação da Tecnologia Empresarial Odebrecht entre os novos integrantes da empresa. “Para mim, a TEO é um conjunto de valores. É importante encontrar profissionais que se reconheçam nesses valores.”
Os desafios seguem dando o tom à vida de Ludmila. “Quando está tudo muito tranqüilo, eu acho que algo está errado. Gosto de me sentir instigada sempre.”
Galeria de Fotos
Ludmila com Maria Eduarda e Pedro
Ludmila em uma sala de aula do Projeto Escola em Ação: mãe, esposa, trabalhadora e voluntária de programa social