22 de maio de 2013
Odebrecht Online
  • Home
  • Edição Impressa
  • Edição Online
  • Vídeos
  • Blog
Edição Impressa
 
MENU
  • Editorial
  • Ludmila Lavigne
  • Luiz Gustavo Assunção
  • Kamal Battar
  • Evandro Vinagre
  • Maria Tude
  • Antonio Cardilli
  • Alagoas
  • Roberto Campos
  • Núbia Almeida
  • Otávio França
  • Iara Lucena
  • Jorge Zurita*
  • Werner Eichner*
  • Luis Roberto Malheiros*
  • Gilmar Osorio Soares*
  • Agivaldo Borges
  • Luis Fernando Cassinelli
  • Angola
  • Rómulo Mucase
  • Márcio Pellegrini
  • Yarizza e Ruth
  • César Rocha
  • Marcos Lima
  • Paulo Tolentino
  • Romildo Santos
  • Miguel Neto
  • Gianina e Monica
  • Trabalho em equipe
  • Gente


ALAGOAS
Cabras de talento
Abel, Newton Tadeu, Paulo Henrique, Giseldo e Marcondes: gente de Alagoas em cena na Braskem e em outros palcos
Abel entre os filhos Newton Tadeu (à direita) e Paulo Henrique: exemplo de trabalho e lealdade legado aos filhos e aos companheiros de empresa
Texto: Thereza Martins | Fotos: Elvio Luiz

Na Unidade Clorossoda da Braskem em Maceió trabalham Giseldo, Marcondes, Newton Tadeu e Paulo Henrique. Lá trabalhou também Abel da Silva, pai de Newton e de Paulo Henrique. Cinco histórias com capítulos em comum, sobretudo a determinação com que souberam criar e aproveitar oportunidades na vida, contribuindo para o crescimento da empresa.

Abel da Silva foi o integrante de matrícula número 4 na antiga Salgema, uma das empresas que estão nas raízes da Braskem. Nascido em Araçatuba (SP), há 74 anos, ele fez o caminho inverso daqueles que saem do Nordeste em busca de trabalho. Emprego não faltou no Rio de Janeiro, em Salvador e em Maceió, onde vive há mais de três décadas.

É com orgulho que ele conta: “Eu trabalhava na Companhia Química do Recôncavo Baiano, quando fui convidado a participar do projeto de criação da Salgema, o primeiro empreendimento de porte em Alagoas”. Técnico especializado em eletroquímica, Abel formou, orientou e liderou as primeiras equipes da nova empresa, incumbidas de transformar, em cloro e soda, a pedra de sal (salgema) extraída do subsolo da cidade. Ele estava entre os profissionais que deram partida à fábrica em 1977, e se aposentou em 1995, como coordenador.

Os estudos e a leitura de livros e manuais técnicos foram seu grande prazer. Descreveu e documentou procedimentos utilizados ainda hoje pela operação de cloro. Por sua experiência e produção, recebeu o apelido de mestre. Mestre Abel, como é tratado por antigos colegas. Para os filhos Newton Tadeu e Paulo Henrique da Silva, transmitiu um exemplo a ser seguido.

Abel era coordenador da área de cloro quando Newton foi contratado, em 1993. “Desde jovem eu queria trabalhar na Salgema, mas na época não era permitida a contratação de pessoas da mesma família, talvez por receio de possíveis favorecimentos”, relembra Newton. “Na prática, o que ocorre é exatamente o contrário. Por tudo que meu pai representou aqui, pelo respeito que os colegas que o conheceram têm por ele, as exigências para nós dois, Paulo Henrique e eu, são ainda maiores. Trabalhamos para estar à altura de nosso pai.”

Com 17 anos de diferença de idade, os dois irmãos têm trajetórias semelhantes. Formaram-se em cursos técnicos, ocuparam diferentes postos e funções na empresa, cresceram profissionalmente e hoje são estudantes de Engenharia de Produção. Newton tem 44 anos e Paulo Henrique, 27.

“Meu pai sempre nos incentivou a estudar e nos mostrou que, para evoluir, não há outro caminho”, diz Paulo Henrique. Ele foi selecionado pela Braskem no segundo semestre de 2002, época da constituição da empresa. Começou a trabalhar em 2004, após treinamento intensivo no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) para a função de operador.

Abel, Newton e Paulo Henrique representam três gerações de profissionais, que de certa maneira concentram em suas experiências parte da história de Alagoas, um estado cuja economia dependia, há menos de 50 anos, basicamente da cana-de-açúcar. No fim da década de 1970, ali começaram a se instalar empresas construídas por trabalhadores de diferentes origens, como Abel. Eles criaram raízes, viram surgir e abraçaram oportunidades antes inexistentes, e legaram aos filhos ensinamentos que valem por uma vida.

Contador de histórias e de outros causos
Já faz algum tempo que Marcondes Ricardson Costa, operador sênior da Braskem, é conhecido entre os colegas como contador de histórias, alguém que gosta de escrever. Ele se define como contador de causos. Grande parte de seus causos se refere aos 35 anos de atuação profissional, da Salgema à Braskem. Ele estava concluindo o segundo grau de nível técnico, quando viu um edital para operador de processos industriais. Aprovado na seleção, foi treinado pelo Senai, em Salvador, e regressou a Maceió como trainee.

“Foi meu primeiro trabalho de carteira assinada. E não era qualquer trabalho”, enfatiza. “Naquela época, as únicas referências de grande empresa em todo o estado de Alagoas eram a Petrobras, o Banco do Brasil e a Salgema.” Ainda adolescente, Marcondes adorava futebol e jogava em um clube local. Vendo que o rapaz se dividia entre a bola e os livros, o treinador impôs uma escolha: ou treina ou estuda. “Fiquei com os estudos e tive oportunidades profissionais, passando por todos os níveis de operador júnior, pleno e sênior. Cresci junto com a empresa.”

Marcondes tem duas filhas, Dominique e Tuany, uma formada, agora doutoranda em medicina, a outra concluindo arquitetura, ambas pela Universidade Federal de Alagoas. “Consegui dar a elas as melhores escolas, cursos de inglês e de música”, orgulha-se.

Histórias de vida e de sentimentos como a sua e tantas outras são temas sobre os quais Marcondes gosta de escrever. Um dia, ele estava corrigindo um texto quando dois engenheiros pediram para ler e o incentivaram a publicar. Em 2001, lançou Mergulho no Escuro, seu primeiro livro, e já tem outro quase pronto para editar. Sempre teve o apoio e o incentivo do irmão Marcos Robson, professor de português, que se encarrega de revisar seus escritos.

Abanos do forró
Quem é que não gosta de carinho/
Quem é que não gosta de um xodó/
Quem é que não sente saudades/
De um dia de sol em Maceió
(Pedaço de Alagoas – composição de Edu Maia)


Assim cantava Luiz Gonzaga, rei do baião e do forró. Gonzagão é um dos intérpretes preferidos de Giseldo Barbosa Romeiro, operador pleno da unidade de clorossoda da Braskem, em Maceió. Letras que falam sobre as belezas da terra, as tristezas do sertão, as saudades, os amores e as tentações fazem parte do repertório do trio Abanos do forró, do qual Giseldo é produtor, cantor e tocador de triângulo.

Os dois companheiros de Giseldo no trio são Tonho, na sanfona, e Macarrão, na zabumba. Eles gravaram um CD independente e fizeram muitos shows, sobretudo nos meses de junho, quando o Nordeste se transforma em festa para dançar a quadrilha e o forró. Entre os fãs e compradores do CD estão os colegas da empresa. A música, o esporte, a família e o trabalho (não obrigatoriamente nessa ordem) são suas paixões, sobre as quais Giseldo fala com igual entusiasmo.

Como muitos dos colegas mais antigos, Giseldo foi contratado pela Salgema, há 23 anos. “Visto a camisa da Braskem com o mesmo orgulho que vestia a da Salgema”, afirma. Ele fazia curso técnico em mecânica e trabalhava para os Correios, quando decidiu acreditar em um novo caminho para sua vida. Via os operadores de uniforme e sonhava vestir um igual. A única possibilidade de inscrição, porém, era para a área de segurança da fábrica.

“Havia 102 inscritos. Desse total, 32 foram chamados para o curso preparatório e apenas cinco foram contratados. Eu estava em quarto lugar e conquistei a vaga.” Giseldo recorda que, ao ser contratado, a pessoa que o entrevistou perguntou por que ele trocaria a estabilidade de um emprego público nos Correios por uma empresa privada. Em resposta, disse acreditar que, na vida, a estabilidade quem constrói são os próprios indivíduos.

Em um dado momento, quando as atividades de segurança da unidade estavam para ser terceirizadas, ele fez mais um curso técnico, candidatou-se a uma nova função e conquistou a vaga de operador. Em 2005, com mais de 40 anos, ele se formou em Engenharia Ambiental, em uma turma de jovens universitários. “A troca de experiências foi importante para mim e acredito que também para eles.” Hoje, faz pós-graduação em Auditoria de Sistemas de Saúde, fiel ao princípio que segue desde jovem, de sair em busca de suas próprias oportunidades. Giseldo tem um filho de 17 anos, José Davi, que faz cursinho para Engenharia Civil e uma filha de 13, Bruna, que sonha ser médica.
Galeria de Fotos
  • Abel entre os filhos Newton Tadeu (à direita) e Paulo Henrique: exemplo de trabalho e lealdade legado aos filhos e aos companheiros de empresa
    Abel entre os filhos Newton Tadeu (à direita) e Paulo Henrique: exemplo de trabalho e lealdade legado aos filhos e aos companheiros de empresa
  • Marcondes: contador de causos aos filhos e aos companheiros de empresa
    Marcondes: contador de causos aos filhos e aos companheiros de empresa
  • Giseldo, com o triângulo, ao lado de Tonho, da sanfona, e Macarrão, da zabumba: belezas da terra, saudades, amores, tentações...
    Giseldo, com o triângulo, ao lado de Tonho, da sanfona, e Macarrão, da zabumba: belezas da terra, saudades, amores, tentações...



  • Imprimir
  • Enviar por e-mail
  • Fale com o editor
Arquivo



Navegue pelas edições anteriores desde a edição nº 01 da revista Odebrecht Informa:
  • Acesse o acervo
  • Concurso "Conte a sua
    História na Odebrecht"

  • Relatório Anual 2009
  • Inclusão Social Produtiva
  • 40 Anos Fundação Odebrecht
  • 10 Anos Odeprev
  • 60 Anos Edição Especial
  • Fale com o editor
  • Expediente
  • Twitter
  • RSS