25 de maio de 2013
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ROBERTO CAMPOS
Palavras de um pioneiro
Diretor da Kieppe, Roberto Campos completa 60 anos de trabalho na Organização, uma trajetória iniciada como auxiliar de escritório, aos 19 anos
Roberto Campos em 1957
Texto: Renata Meyer | Fotos: Almir Bindilatti & Arquivo Pessoal

Era uma sexta-feira, 9 horas da manhã, quando Roberto Campos, Diretor da Kieppe Participações e Administração Ltda., empresa controladora da Organização Odebrecht, entrou na sala onde seria realizada a entrevista para esta edição especial de Odebrecht Informa. A primeira frase dirigida ao fotógrafo Almir Bindilatti confirmou logo seu característico bom humor: “O físico você pode até fotografar, só não fotografe a alma!”

Ficaria claro, mais tarde, que havia no Professor Roberto Campos, como é carinhosamente chamado pelos colegas, um profundo desejo de, através do seu depoimento, contribuir com aprendizados importantes para as novas gerações de integrantes, em benefício da Organização que o acolheu por exatos 60 anos; desejo este que se sobrepunha a qualquer pretensão menos modesta de falar sobre si mesmo.

Roberto Campos nasceu em Canavieiras, no interior da Bahia, em 1930. De origem humilde, cedo percebeu que, para construir um futuro de sucesso, era necessário se diferenciar pelo conhecimento. Tinha a aspiração de crescer e aprender cada vez mais, e foi com essa motivação que, aos 14 anos, mudou-se para Salvador, para estudar.

Ingressou na Odebrecht aos 19 anos como auxiliar de escritório, tendo em mente uma única preocupação: “Que habilidades e conhecimentos eram necessários para melhor servir à empresa e aos clientes?” Roberto Campos relembra: “Eu queria ser útil e, felizmente, Dr. Norberto nos dava muita liberdade de atuação, desde que as nossas ações fossem para o bem da empresa”.

Na busca pelo desenvolvimento pessoal, passou a estudar Administração por conta própria. Formou-se graças a um convênio entre a Fundação Getulio Vargas e instituições americanas que, em conjunto, realizavam cursos de curta duração na área, com o apoio do Ministério da Educação. Dedicou-se posteriormente às disciplinas de Direito Administrativo e Fundamentos da Economia, que se mostraram indispensáveis à sua função. Para ele, o estudo e a reciclagem permanentes são uma necessidade na busca por melhor servir.

O conhecimento adquirido se refletiu na prática, em sua capacidade de analisar normas públicas, contratos administrativos e projetos econômicos dos clientes. Nessa área, propôs melhorias que geraram benefícios na execução das diversas obras nas quais serviu.

Roberto Campos destaca que um dos maiores desafios que enfrentou e superou na carreira foram os problemas inflacionários em um período no qual os contratos de construção não tinham o amparo da correção monetária. Segundo ele, os estudos dos professores Hely Lopes Meireles e Arnold Wald que tratavam especialmente do tema “Inflação e o direito de construir” foram uma referência de apoio ao crescimento da empresa. “Nunca esquecerei da frase antológica que nos animou: ‘Inflação não é o negócio do construtor’”. Ele recorda que, partindo desse pressuposto, a empresa passou a exigir mudanças contratuais que garantiam maior segurança na execução dos projetos. “Com isso, a liderança do Dr. Norberto consolidava a expansão da nossa atuação para outras regiões, sempre com disciplina e prazer de trabalhar.”

Em sua trajetória na Odebrecht, Roberto Campos apoiou gerentes de contrato de diversos projetos, chegando a Diretor da Construtora Norberto Odebrecht, em 1962. Depois passou a ser Conselheiro Consultivo da Odebrecht S.A., cargo que exerceu até 1998, quando se tornou Diretor da Kieppe, empresa na qual é responsável pelo acompanhamento de processos de crédito e administração do patrimônio.

Aos 80 anos, o Professor Roberto Campos mantém intacta sua disposição de contribuir. Para ele, o segredo de permanecer tanto tempo em uma Organização é a dedicação máxima, mesmo na sua idade. “Nunca deixarei de servir à Odebrecht. Seja para o que for que precisem de mim, estarei sempre a postos, nos limites do meu conhecimento e sem limites no amor que devo a todos”, afirma.
Galeria de Fotos
  • Roberto Campos em 1957
    Roberto Campos em 1957
  • Roberto Campos hoje: “Nunca vou deixar de servir à Odebrecht”
    Roberto Campos hoje: “Nunca vou deixar de servir à Odebrecht”



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