"Trabalho há 14 anos na Odebrecht da Venezuela, e desde que realizei meu primeiro Programa de Ação (PA) percebi a importância de um plano de vida que nos oriente para objetivos definidos de crescimento. Com base nessa convicção, comecei a mostrar a meu filho de 3 anos a importância de um PA na sua vida. As anedotas não demoraram para acontecer. Com essa idade, meu filho já dizia: "Meu negócio para este ano é brincar, e meu objetivo também é brincar, tendo como prioridade assistir televisão". Aos 7 anos, seu negócio era estudar, tendo como objetivo brincar e como prioridade ir para a piscina. Nada mau! Contudo, com o passar do tempo, minha mulher e eu começamos a ouvir coisas do tipo: “Meu negócio é ser médico”, ou engenheiro, ou jogador de futebol. Com objetivos de ter uma namorada, prioridades de comprar uma nova bola ou de fazer novos amigos. Na verdade, seus PAs de criança eram muito divertidos para nós, e ele só os apresentava quando havia algum interesse oculto, como um brinquedo novo ou um passeio; ou seja, alguma "PLR" ou "RV".
Anos atrás, por essas coisas do destino, fui diagnosticado com um CA, uma doença dolorosa e difícil. Os médicos me garantiram que a ciência já tinha feito a sua parte, e que dali para a frente tudo dependeria da minha vontade de viver. Meu filho, com 11 anos naquela época, quando ia me visitar na clínica onde fiquei internado por três meses, me perguntava: "Pai, qual é o seu PA?", e antes de eu responder, dizia: "O seu negócio é se curar; seu objetivo é voltar a trabalhar, com prioridade de sair da cama." Ele me incentivava a competir comigo mesmo, falava de forma determinada eu diria até autoritária , com os olhos marejados, até que tomei as palavras dele como meu plano de vida.
Além da ciência e de seus avanços, do apoio incondicional da nossa Odebrecht e da minha vontade de viver, as palavras de meu inocente filho contribuíram para minha rápida recuperação. Nada acontece por acaso. Essa experiência marcou meu único filho, que também é meu melhor amigo, e nos uniu muito mais como família. Graças a Deus, hoje sou um homem totalmente curado, em plena atividade ocupacional dentro da Odebrecht.
Perto de receber minha medalha de 15 anos de empresa, com um plano de vida reformulado, rumo à plenitude e à felicidade, quero continuar gerando resultados para a Organização. Isso me enche de alegria. Meu filho, agora com 15 anos e mais consciente, fala de um PA mais feliz e preciso, dizendo: "O meu negócio é estudar muito, com o objetivo de me tornar engenheiro civil, trabalhar como meu pai na Odebrecht, conhecer o Brasil, e agradecer o apoio que deram para a gente, para que ele se salvasse. Também quero comprar minha própria casa, meu carro, igual como fez meu pai" Ao compartilhar esta curta história, meu único objetivo é dizer obrigado pela oportunidade de viver, e obrigado a todos aqueles que fazem parte da Odebrecht, ao redor do mundo."
* Menção Honrosa no concurso “Conte a sua história na Odebrecht"