22 de maio de 2013
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RÓMULO MUCASE
Engenheiro nota 10
Motivação para aprender é um dos principais traços da personalidade de Rómulo, vencedor do Prêmio Odebrecht de Engenharia
Rómulo: mergulho em um ambiente completamente novo
Texto: Marcus Neves | Foto: Holanda Cavalcanti

A vida de Rómulo Mucase sofreu uma completa reviravolta em 2000. Nascido 26 anos antes, na vila de Libolo, Província de Cuanza-Sul, ele concluiu naquele ano o curso de Engenharia de Minas na Universidade Antonio Agostinho Neto, em Luanda.

E aí está a raiz da reviravolta. Aluno detentor do melhor desempenho, Rómulo também foi o ganhador do Prêmio Odebrecht de Engenharia, resultado de uma parceria entre a empresa e a universidade, destinada a laurear o melhor aluno dos cursos de Engenharia a cada ano.

Receber o prêmio significa ganhar um troféu e um diploma, uma viagem ao Brasil, um cheque de US$ 10 mil e, o que determinou a mudança na vida de Mucase, um estágio em alguma empresa da Organização Odebrecht.

Ele fez o estágio de seis meses em Catoca, empresa que explora uma jazida de diamantes na Província da Lunda Sul, uma associação da Odebrecht com a estatal Endiama, a empresa russa Alrosa e o grupo israelense Lev Leviev. Ao fim do estágio, foi contratado como Engenheiro de Minas, em agosto de 2001, menos de um ano após ter se formado.

Nesse momento, voltou a Luanda para rever a família e os colegas da faculdade faziam brincadeiras dizendo que ele, que havia se formado como o melhor da turma e ganho um prêmio de projeção, “estava a trabalhar na mata”. Mas não se deixou influenciar pelas gozações. Também a essa altura, teve sempre o encorajamento de seus pais, irmão e sobretudo da esposa, Marisa, para quem era importante que ele se firmasse profissionalmente.

Rómulo conta que a ida para Catoca representou o mergulho em um ambiente totalmente novo, com a convivência com pessoas de diversas culturas, etnias e nacionalidades. “Foi aí que senti verdadeiramente que eu tinha uma nova responsabilidade. Nesse momento é que começou o desafio de minha vida”, ele salienta.

Na época, a liderança da produção da mina era essencialmente competência de especialistas com formação russa. “Isso representava um outro desafio para mim, particularmente devido à comunicação, e, para superá-lo, foi necessário um esforço de aprendizado da língua russa. Eu sabia que vencer esse desafio se traduziria na valorização de meu trabalho”, diz. E estava certo.

Menos de dois anos depois de ter sido contratado, ganhou a primeira promoção, passando a Chefe Adjunto do Setor de Planejamento Mineiro. Em seguida, um novo desafio: a empresa adquiriu da brasileira Devex o programa Smart Mine, um software de gestão operacional de minas, com o objetivo de melhorar os resultados e processos de produção, e Rómulo foi indicado para ser o responsável pela implantação e operação da nova tecnologia.

Em 2006, outra promoção, resultado de uma reestruturação orgânica do Departamento de Exploração Mineira: passou a Chefe do Setor de Planejamento Mineiro, liderando 12 pessoas. São tarefas sob sua responsabilidade o planejamento da produção mineira, a definição dos recursos necessários à produção, a análise e o controle dos indicadores-chave de desempenho, assim como a melhoria dos processos de gestão. “Conto com o apoio de profissionais experientes”, ele ressalta.

Diante desse novo desafio, Rómulo busca a superação contínua não apenas no âmbito técnico. Para ampliar suas competências, ele iniciou um mestrado em Gestão. “Tenho consciência de que, ao oferecer o melhor do meu saber e de minhas energias para que a empresa obtenha os melhores resultados, estou, ao mesmo tempo, dando prosseguimento à minha trajetória pessoal e profissional”, ele afirma.


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